Carta aberta ao senador Jefferson Peres Prezado senador,
Tenho-o em altíssima conta. Não fui seu eleitor, visto que sou das (e estou nas) Minas Gerais. Ainda assim, seus pronunciamentos sempre foram os de uma pessoa lúcida coerente.
Não obstante, acabo de ler no site do jornalista Cláudio Humberto, que Vossa Excelência, juntamente com seu partido, resolveram "fechar questão" a favor da prorrogação CPMF. Lamento muito.
Vejo esta postura do seu partido como maniqueísta, limitando-me ao mínimo, mas também míope e infeliz. Não se trata de lutar contra as "elites" do empresariado, especialmente aquelas representadas pela FIESP e outros organismos afins, mas de continuar ferindo a sociedade civil que é, em última análise, aquela que PAGA O IMPOSTO.
Nós, componentes desta sociedade civil, nos encontramos como a população trabalhadora e ordeira dos morros cariocas, pegos entre o fogo cruzado da polícia e dos traficantes. Quando Vossa Excelência e seu partido "fecham questão", o efeito é o mesmo de subir os morros atirando a esmo para "combater o tráfico". Nós sabemos que o tráfico se combate com educação, saneamento, saúde, emprego... Isto é INCLUSÃO SOCIAL. Balas e "caveirões" só servem para vender jornal.
Vossa Excelência ainda poderia me contrapor dizendo que a CPMF é que poderia viabilizar esta "INCLUSÃO SOCIAL". Sabemos que não é verdade. Sabemos que o Estado é hábil em criar despesas para cada dinheirinho arrecadado. Faz ainda melhor: cria DÍVIDAS! O Estado precisa melhorar sua fiscalização, coibir evasões fiscais, fraudes e outros esbulhos que se cometem contra a população, ao invés de mandar-nos um novo tributo a cada rombo produzido pela sua incúria e incompetência.
Nós estamos fartos desta prevaricação, deste malfazer diário cometido em nosso nome. Vossas Excelências NÃO foram eleitos para isso.
Não é para isso que são pagos (e muito bem). Não é para serem capachos, paus-mandados do Executivo. Queremos as casas legislativas como o último baluarte da sociedade. Aquelas que no fim, separam o Estado da rebelião. Um Luís já caiu por zombar do povo. Terá chegado a vez do nosso? EULER GERMAN Sete Lagoas – MG
Um comentário:
Carta aberta ao senador Jefferson Peres
Prezado senador,
Tenho-o em altíssima conta. Não fui seu eleitor, visto que sou das (e estou nas) Minas Gerais. Ainda assim, seus pronunciamentos sempre foram os de uma pessoa lúcida coerente.
Não obstante, acabo de ler no site do jornalista Cláudio Humberto, que Vossa Excelência, juntamente com seu partido, resolveram "fechar questão" a favor da prorrogação CPMF.
Lamento muito.
Vejo esta postura do seu partido como maniqueísta, limitando-me ao mínimo, mas também míope e infeliz. Não se trata de lutar contra as "elites" do empresariado, especialmente aquelas representadas pela FIESP e outros organismos afins, mas de continuar ferindo a sociedade civil que é, em última análise, aquela que PAGA O IMPOSTO.
Nós, componentes desta sociedade civil, nos encontramos como a população trabalhadora e ordeira dos morros cariocas, pegos entre o fogo cruzado da polícia e dos traficantes. Quando Vossa Excelência e seu partido "fecham questão", o efeito é o mesmo de subir os morros atirando a esmo para "combater o tráfico". Nós sabemos que o tráfico se combate com educação, saneamento, saúde, emprego... Isto é INCLUSÃO SOCIAL. Balas e "caveirões" só servem para vender jornal.
Vossa Excelência ainda poderia me contrapor dizendo que a CPMF é que poderia viabilizar esta "INCLUSÃO SOCIAL".
Sabemos que não é verdade. Sabemos que o Estado é hábil em criar despesas para cada dinheirinho arrecadado. Faz ainda melhor: cria DÍVIDAS! O Estado precisa melhorar sua fiscalização, coibir evasões fiscais, fraudes e outros esbulhos que se cometem contra a população, ao invés de mandar-nos um novo tributo a cada rombo produzido pela sua incúria e incompetência.
Nós estamos fartos desta prevaricação, deste malfazer diário cometido em nosso nome. Vossas Excelências NÃO foram eleitos para isso.
Não é para isso que são pagos (e muito bem). Não é para serem capachos, paus-mandados do Executivo. Queremos as casas legislativas como o último baluarte da sociedade.
Aquelas que no fim, separam o Estado da rebelião. Um Luís já caiu por zombar do povo.
Terá chegado a vez do nosso?
EULER GERMAN
Sete Lagoas – MG
Postar um comentário