Por Fabiana Sanmartini
Era só o que faltava, retirar das ruas o contingente de PMs e locá-los no combate ao narcotráfico, não é só absurdo, é assassinato. Pois é o que o desgoverno do Rio pensa em fazer, se é que se pode dizer que o governo pensa. O treinamento de quem trabalha no trânsito, mantendo a ordem nas ruas é diferente do treinamento dos que combatem o trafico nas ruas estreitas das favelas e morros cariocas.
O despreparo gera ações caóticas como já vimos diversas vezes. A despeito de informação este deslocamento deve estar sendo feito porque o contingente da Força Nacional que ficou no Rio de Janeiro esta além de acomodado de forma sub-humana com seu soldo atrasado, eles ganham em torno de R$ 120, 00 reais por dia mas não vêem a cor do dinheiro faz tempo, desde 21 de julho, portanto ameaçam uma debandada geral, caso nada se resolva até segunda feira. Fico na dúvida sobre o que quer fazer o governo, facilitar as coisas para os narcotraficantes, que oferecem quantias razoáveis e pagas em dia aos policias que estão na mira de seus fuzis? Ou ainda enterrar como heróis os que faziam tão bem (coisa difícil hoje na corporação) seu trabalho no asfalto? Foi o que aconteceu no final de 1996 início de 1997 com o policial que trabalhava em frente ao posto de saúde da Rua Voluntários da Pátria em Botafogo, onde divido minha moradia com Máricá. Havia me mudado fazia pouco tempo e Ele (que por pouco tempo de convívio não me recordo o nome) era impávido, incansável na sua tarefa de manter o transito louco da rua em questão em ordem, sempre sorrindo, ajudando os que tinham problemas de locomoção a entrarem no posto, carregava os carrinhos, ajudava as idosas com as compras e no meu caso específico sempre com um sorriso perguntava sobre a nova moradora do bairro, quando nasceria (estava grávida de minha filha mais nova, hoje com 10 anos). Ele não a viu nascer, numa ação desastrosa do policia, aonde os traficantes do Dona Marta vieram para o asfalto, foi abatido a tiros em frente ao seu posto, defendendo “sua área”. É só mais uma história de dedicação a profissão escolhida como a do, ainda na ativa, Sargento Douglas Alves Mendes, lotado da louca e linda Copacabana. Tempos tristes em que os que por força da profissão tem que ser honestos e a ética deles passa a ser uma exceção alvo de elogios.
(*) Foto: Brasão da Plício Militar RJ
Era só o que faltava, retirar das ruas o contingente de PMs e locá-los no combate ao narcotráfico, não é só absurdo, é assassinato. Pois é o que o desgoverno do Rio pensa em fazer, se é que se pode dizer que o governo pensa. O treinamento de quem trabalha no trânsito, mantendo a ordem nas ruas é diferente do treinamento dos que combatem o trafico nas ruas estreitas das favelas e morros cariocas.
O despreparo gera ações caóticas como já vimos diversas vezes. A despeito de informação este deslocamento deve estar sendo feito porque o contingente da Força Nacional que ficou no Rio de Janeiro esta além de acomodado de forma sub-humana com seu soldo atrasado, eles ganham em torno de R$ 120, 00 reais por dia mas não vêem a cor do dinheiro faz tempo, desde 21 de julho, portanto ameaçam uma debandada geral, caso nada se resolva até segunda feira. Fico na dúvida sobre o que quer fazer o governo, facilitar as coisas para os narcotraficantes, que oferecem quantias razoáveis e pagas em dia aos policias que estão na mira de seus fuzis? Ou ainda enterrar como heróis os que faziam tão bem (coisa difícil hoje na corporação) seu trabalho no asfalto? Foi o que aconteceu no final de 1996 início de 1997 com o policial que trabalhava em frente ao posto de saúde da Rua Voluntários da Pátria em Botafogo, onde divido minha moradia com Máricá. Havia me mudado fazia pouco tempo e Ele (que por pouco tempo de convívio não me recordo o nome) era impávido, incansável na sua tarefa de manter o transito louco da rua em questão em ordem, sempre sorrindo, ajudando os que tinham problemas de locomoção a entrarem no posto, carregava os carrinhos, ajudava as idosas com as compras e no meu caso específico sempre com um sorriso perguntava sobre a nova moradora do bairro, quando nasceria (estava grávida de minha filha mais nova, hoje com 10 anos). Ele não a viu nascer, numa ação desastrosa do policia, aonde os traficantes do Dona Marta vieram para o asfalto, foi abatido a tiros em frente ao seu posto, defendendo “sua área”. É só mais uma história de dedicação a profissão escolhida como a do, ainda na ativa, Sargento Douglas Alves Mendes, lotado da louca e linda Copacabana. Tempos tristes em que os que por força da profissão tem que ser honestos e a ética deles passa a ser uma exceção alvo de elogios.(*) Foto: Brasão da Plício Militar RJ
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