Alvo indireto de mais de 450 foguetes desde que chegou ao Iraque, no final de maio deste ano, o capelão brasileiro Carlos Tomé da Silva (foto) diz que, mesmo com todos os riscos que enfrenta em Basra, no sul do país, onde serve ao Exército britânico, ainda se sente mais seguro por lá de que em grandes cidades do Brasil.
"Algumas bombas já caíram bem próximas a mim, mas, graças a Deus, tenho saído ileso desses ataques. Sempre vou ao hospital na base visitar os feridos. Temostido vários feridos e alguns mortos, sem falar nos ataques quando as tropas saem às ruas em patrulhas. Estive em uma delas numa noite e fomos atacados com bombas à beira de estradas. Já perdemos 20 soldados desde que chegamos aqui. Durante esses três meses que estou aqui nessa base militar foram lançados mais de 450 foguetes contra nós. Diante de tudo isso ainda me sinto mais seguro por aqui do que andando sozinho nas ruas das grandes cidades brasileiras".
Leia a entrevista que Carlos Tomé da Silva concedeu ao G1

Um comentário:
Uma coisa me deixa sempre curioso: O capelão agradece a Deus sair ileso das bombas que caem por perto dele. Aqueles nos quais a bomba cai por sôbre a cabeça e se fragmentam, devem agradecer a quem?
Não haverá aí uma agressão ao segundo mandamento?
Afonso Guedes
afguedes01@gmail.com
Rio de janeiro.
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