14 de set. de 2007

Por que não vão plantar batatas?

Por Chico Bruno

“O governo japonês Shinzo Abe não foi o mais corrupto da história recente do Japão - foi simplesmente mais um. Pode-se alegar que vez por outra uma autoridade japonesa ou um empresário conhecido se suicida alvejado por graves denúncias - e que isso, pelo menos, trai algum tipo de arrependimento pelos atos praticados. Aqui, por exemplo, nenhum corrupto jamais se matou. Jura que é inocente. Debocha de provas irrecusáveis. E vai em frente. Ou pior: permanece no cargo e aposta na curta memória coletiva”, escreve em seu blog o jornalista Ricardo Noblat, que está inserido como “golpista” na avaliação de outro jornalista, o Paulo Henrique Amorim, que inclui no seu cesto “a VEJA, a Globo, o Estadão, a Folha e O Globo e seus inúmeros e inúteis colunistas...”.
Paulo Henrique Amorim e Zé Dirceu comungam a mesma tese da existência de “uma mídia conservadora e golpista”, que para eles se resume nos veículos citados por Amorim e por seus colunistas.
Para eles, o resto da mídia não é “golpista”, apesar de escrever, em sua maioria, o mesmo que os supracitados. Se eles não fossem tão cosmopolitas, saberiam que existe unanimidade na mídia de Norte a Sul, Leste a Oeste em relação ao Caso Renan.
Para o Zé Dirceu chamou-lhe mais a atenção as manchetes e matérias dos veículos de comunicação supracitados por Amorim do que a absolvição de Renan. Zé não se dá ao trabalho de analisar o resultado da sessão secreta, mas desce o malho na mídia ao dizer:
-Eles não aceitam a decisão soberana do plenário do Senado. Estão indignados. Não se conformam que suas enquêtes e pesquisas não se confirmaram, ou seja, não ocorreu a condenação que pregavam, escreve em comentário o Zé.
“Alguns jornais e revistas hoje são panfletos políticos, as manchetes de primeira página já vêm carregadas de opinião”, reclama o Zé.
É engraçado, mas não custa lembrar ao Zé, que no início de sua vida parlamentar ele se serviu destes mesmos veículos de comunicação para massacrar os desafetos políticos, entre eles Ibsen Pinheiro, contra o qual foi montada uma trama, que contou com a participação Waldomiro Diniz, Eduardo Suplicy e Aloizio Mercadante. Os jornais, a revista e a emissora de televisão utilizada para trombetear a armação foram justamente os que ele e o Paulo Henrique acusam, hoje, de “mídia conservadora e golpista”.
Hoje, Zé agride os que o projetaram como político, já Amorim no que o projetou como jornalista. Talvez fosse melhor, que os dois se dedicassem a plantar batatas.

2 comentários:

Anônimo disse...

Midia "golpista" no entender dessas figuras (não sei porque tanto ibope pra essa gente) é aquela midia que destaca como princípios básicos, a decência, a dignidade, a honra, a vergonha, a honestidade...

Se resolvessem plantas batatas deveriam informar a origem...
Certamente as batatas estariam infestadas com bactérias de lama e sujeira!

Nem plantando batatas dá pra confiar nessa gente!

ma gu disse...

Alô, Adriana

Celso bateu bonito. Realmente, esse tal de Amorim não merece nenhuma importância, principalmente porque não consegue se manter em nenhum lugar muito tempo. É porque aí tem...