Por Laurence Bittencourt Leite
Quando vejo nosso apego à política, o nosso amor fanático por ela, sinceramente, só me lembra o nazismo. Aquelas paixões de massa, seguindo o líder, ou líderes, sem o menor senso crítico, dispostos a submissão, talvez até a tomar um autografo como vemos hoje em artistas de massa, coisa que os alemães faziam com Hitler, beijando-lhe a mão.
Mesmo entre aqueles que vez ou outra criticam a política, ainda assim sentimos as mesmas disposições em falar de política como se fosse resolver. E não pode ser diferente, pensando bem. É essa a nossa “cultura”. Esse fanatismo é a explicação do nosso retumbante atraso. Eles não são funcionários, vistos como mais um. São as autoridades. Nenhum país da Europa ou mesmo EUA tem esse apego fanático pela política. Ao contrário. Aqui a política é um meio de vida, e não uma prestação de serviço à sociedade e nada mais. As pessoas entram na política, ou acompanham a política, pensando em cargos, para obter prestígios e vantagens. Não há um pensamento para a sociedade.
Quando vejo nosso apego à política, o nosso amor fanático por ela, sinceramente, só me lembra o nazismo. Aquelas paixões de massa, seguindo o líder, ou líderes, sem o menor senso crítico, dispostos a submissão, talvez até a tomar um autografo como vemos hoje em artistas de massa, coisa que os alemães faziam com Hitler, beijando-lhe a mão.
Mesmo entre aqueles que vez ou outra criticam a política, ainda assim sentimos as mesmas disposições em falar de política como se fosse resolver. E não pode ser diferente, pensando bem. É essa a nossa “cultura”. Esse fanatismo é a explicação do nosso retumbante atraso. Eles não são funcionários, vistos como mais um. São as autoridades. Nenhum país da Europa ou mesmo EUA tem esse apego fanático pela política. Ao contrário. Aqui a política é um meio de vida, e não uma prestação de serviço à sociedade e nada mais. As pessoas entram na política, ou acompanham a política, pensando em cargos, para obter prestígios e vantagens. Não há um pensamento para a sociedade.E os políticos, claro, tomam dinheiro dos ricos (que dão com medo, ou para ter o mínimo de importuno possível), fazendo o discurso contra a riqueza. Tomam dinheiro da sociedade com impostos, para dar casa aos pobres. Mas não faz o que lhes cabe: dar boa saúde, educação e segurança. Não consegue provê sequer água potável. Mas dinheiro para campanha não falta. De onde vem esse dinheiro? Pense sobre isso. Dinheiro para propaganda não falta. De onde vem esse dinheiro? Do seu bolso. Você deu autorização para eles usarem para isso? Mas quem faz as leis nesse país? A sociedade é escutada? E ainda se fala que temos democracia. Eles, os políticos criam leis para beneficiá-los. Isso é ético? Responda. E muitos fazem o discurso, se dizendo do “bem”. Que bem é esse? E as leis para beneficiar a sociedade?
Perceba a lógica. Eles tomam dinheiro de quem produz, para financiar a miséria. Há solução? Na verdade o político recebe o salário pago pela sociedade, recebe todas as mordomias (inimagináveis para um cidadão comum) pagas pela sociedade, arranja “empregos” para parentes, amigos, aderentes, pago com o dinheiro da sociedade, custeiam sua própria propaganda com o dinheiro da sociedade e a propaganda do seu partido (quase todas, propaganda enganosa) pago pela sociedade, o próprio Estado é usado para financiar os políticos e não para servir a sociedade. E ainda falam que deve se ter financiamento “público” de campanha. O que mais poderia ser financiamento “público” de campanha? Na verdade se tem alguém bonzinho nessa história (que mais parece estória) é a própria sociedade. O nosso brutal e radical atraso vem daí, faz ancora com isso. Se há um inimigo nesse país é a classe política e esse Estado que diria totalitário. Não há outro.
Talvez fosse certo dizer, invertendo a letra, como diz a música, “nossa estupidez não nos deixa ver que erramos”.
Perceba a lógica. Eles tomam dinheiro de quem produz, para financiar a miséria. Há solução? Na verdade o político recebe o salário pago pela sociedade, recebe todas as mordomias (inimagináveis para um cidadão comum) pagas pela sociedade, arranja “empregos” para parentes, amigos, aderentes, pago com o dinheiro da sociedade, custeiam sua própria propaganda com o dinheiro da sociedade e a propaganda do seu partido (quase todas, propaganda enganosa) pago pela sociedade, o próprio Estado é usado para financiar os políticos e não para servir a sociedade. E ainda falam que deve se ter financiamento “público” de campanha. O que mais poderia ser financiamento “público” de campanha? Na verdade se tem alguém bonzinho nessa história (que mais parece estória) é a própria sociedade. O nosso brutal e radical atraso vem daí, faz ancora com isso. Se há um inimigo nesse país é a classe política e esse Estado que diria totalitário. Não há outro.
Talvez fosse certo dizer, invertendo a letra, como diz a música, “nossa estupidez não nos deixa ver que erramos”.
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