11 de jan. de 2008

O Positivismo de Comte e o Brasil

Por Adauto Medeiros, engenheiro civil e empresário

Augusto Comte foi um pensador francês que nunca foi levado a sério em seu país, pois terminou internado em um manicômio. Foi este delirante que achava que a humanidade tinha três fases – a teológica, a metafísica e a cientifica, conhecida também pelo nome forte de positivismo.
Comte nunca conseguiu influenciar a Europa, muito menos os Estados Unidos. No entanto foi campo fértil na América do Sul, em especial no Brasil, onde sua filosofia dirigista germinou com o estado e seus burocratas ineficientes adotando o lema comtiano de “ordem e progresso”. Os comtianos acreditavam que a ordem só poderia ser mantida com a falta de democracia, e o progresso seria feito pelo Estado que faria a divisão do dinheiro, porém, sem nunca terem tido a idéia ou o interesse de saber de onde vinha o dinheiro e muito menos quem o “criou”.
Esse tipo de crença e mentalidade surgida na Europa, foi o passo decisivo para o surgimento do socialismo, do comunismo e do fascismo. No Brasil, herdeiro dessa mentalidade teve Getúlio Vargas (o pai dos pobres e a mãe dos ricos) com sua política trabalhista e a criação das empresas estatais que nos empobrece até hoje.
Na Argentina houve Perón que conseguiu empobrecer o país mais rico da América do Sul. Outra conseqüência nefasta do Positivismo foi a troca das ideologias pelo populismo que até hoje sentimos os seus efeitos nas erradas políticas econômicas. O populismo se sustenta na mentira e na criação de um inimigo externo, que no nosso caso já que foram os ingleses e há bastante tempo são os americanos.
Os populistas aumentaram os gastos públicos, com intuito de crescer artificialmente o poder de compra, mas só gerou apenas assistencialismo, clientelismo, corrupção e o pior de todos os males que é o capitalismo de estado. Foram eles que criaram as aposentadorias especialmente no setor público que em sua maioria são feitas para pessoas que se ficasse em casa sairia mais barato para o contribuinte, pois não produzem nada e enche as ruas de carros.
E assim caminhamos nós os latinos, através do Positivismo, cada vez mais fracos economicamente e sem ordem e sem progresso.

Um comentário:

Anônimo disse...

Do jeito que nóis elege mal, acho que a democracia num tá dando, memo.