Os líderes do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), e na Câmara, Antonio Carlos Pannunzio (SP), encaminharam ontem ao Ministério Público Federal uma representação para que a entrevista dada pelo ex-ministro José Dirceu à revista Piauí, na semana passada, seja incluída como prova na ação penal do mensalão, aberta no ano passado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra 40 pessoas, entre elas, Dirceu.
Na avaliação do PSDB, a entrevista à Piauí é uma confissão por parte de Dirceu de que o mensalão existiu mesmo. Por isso, sugerem ao procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, que Dirceu seja questionado sobre a entrevista no interrogatório marcado para dia 24 em São Paulo.
O partido sugere, inclusive, dez perguntas que deveriam ser feitas pelo juiz encarregado ao ex-ministro, a começar pela acusação de que a sede do PT em Porto Alegre teria sido construída com recursos de caixa 2. Segundo a assessoria do Ministério Público, as sugestões serão analisadas por Souza.
PLANO
Virgílio também afirmou ontem que, assim que o Congresso retornar do recesso, em fevereiro, colherá assinaturas para criar uma CPI no Senado destinada a investigar as declarações de Dirceu à revista.
A CPI, de acordo com o tucano, funcionaria apenas no primeiro semestre, para não ser esvaziada pelas eleições municipais, e investigaria principalmente a declaração sobre caixa 2 e a suspeita da oposição de que o presidente Lula tinha conhecimento do esquema do mensalão, já que um de seus mais importantes ministros sabia das irregularidades.
As declarações, disse, deveriam ter causado grande impacto na opinião pública. “O PSDB entende que o Brasil está anestesiado. Essa entrevista teria impacto semelhante à do Pedro Collor. É como se o povo brasileiro tivesse injetado éter na veia”, reclamou. Virgílio referia-se à entrevista dada pelo irmão do então presidente Fernando Collor em 1992, que contribuiu para seu impeachment.
Leia a matéria de Felipe Recondo em O Estado de São Paulo
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O partido sugere, inclusive, dez perguntas que deveriam ser feitas pelo juiz encarregado ao ex-ministro, a começar pela acusação de que a sede do PT em Porto Alegre teria sido construída com recursos de caixa 2. Segundo a assessoria do Ministério Público, as sugestões serão analisadas por Souza.
PLANO
Virgílio também afirmou ontem que, assim que o Congresso retornar do recesso, em fevereiro, colherá assinaturas para criar uma CPI no Senado destinada a investigar as declarações de Dirceu à revista.
A CPI, de acordo com o tucano, funcionaria apenas no primeiro semestre, para não ser esvaziada pelas eleições municipais, e investigaria principalmente a declaração sobre caixa 2 e a suspeita da oposição de que o presidente Lula tinha conhecimento do esquema do mensalão, já que um de seus mais importantes ministros sabia das irregularidades.
As declarações, disse, deveriam ter causado grande impacto na opinião pública. “O PSDB entende que o Brasil está anestesiado. Essa entrevista teria impacto semelhante à do Pedro Collor. É como se o povo brasileiro tivesse injetado éter na veia”, reclamou. Virgílio referia-se à entrevista dada pelo irmão do então presidente Fernando Collor em 1992, que contribuiu para seu impeachment.
Leia a matéria de Felipe Recondo em O Estado de São Paulo
2 comentários:
Li hoje no blog do Reinaldo de Azevedo que o Zé tá bravo porque, entre as empresas de que é consultor, como declarou na entrevista à Revista Pauí, é a Oi. Por isso está bravo com Lula: por causa do Lulinha e a falcatrua que já está sendo gestada no Planalto para favorecê-lo.
E tem mais: se ele quiser, ele diz que foi tudo invenção do pessoal da Piauí e fica o dito pelo não-dito, pois todos se borram de medo do zé.
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