19 de mar. de 2008

A bola da vez são as Medias Provisórias

A Reforma Política que ninguém quer
Villas-Bôas Corrêa no Jornal do Brasil

Com a mais solene seriedade, o governo e o Congresso discutem há várias semanas - em negociações que envolvem o presidente Lula, poupam a ministra Dilma Rousseff e enchem o tempo vazio de lideranças - sobre a emocionante e recorrente mudança nas regras de tramitação das medidas provisórias.
Não se pode negar a importância do empenho dos presidentes da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia,(foto) e do Senado, senador Garibaldi Alves, em desatar o nó que tranca a pauta das duas Casas do Congresso durante tempo indeterminado, enquanto a fila dos projetos de iniciativa dos parlamentares entope gavetas e armários com quase 1.290, esquecidos em meses e anos.
Com as naturais dificuldades em conciliar o interesse do governo em preservar o essencial das medidas provisórias e a evidência de que como está não é possível continuar, mais dia, menos dias, e o acerto deverá ser anunciado com a badalação de praxe. Lula não abre mão do essencial: as MPs editadas têm força de lei e vigência imediata. Mas reconhece que é indispensável varrer o entulho que engasga o Congresso.
Ora, até aí não chega a curiosidade da imensa maioria da população. E é inaceitável que se queira vender a correção de um erro que contribui para a desmoralização.

2 comentários:

Chacon disse...

Já comentei uma vez aqui sobre isso. Se juntarmos cada ação do Governo, pequena que seja, e não pensarmos no agora, essas açoes no conjunto nos dá a idéia de un futuro com uma Ditadura como a do Hugo

Anônimo disse...

É, só um preguiçoso manipulador pode fazer uma afirmação dessas. Assim como, na época da derrubada da CPMF, teve o desplante de afirmar que governar é administrar verbas. O pior é que esse palhaço está gostando de todo o staff de luxo e de palanque para desfilar como grande estadista, despejando suas besteiras paranóicas.