"Minestérios foram inventados e Ministros sem a mínima imprtância nomeados, tão somente para agradar aliados que tenham votos no Congresso. O presidente, que pensa somente em viajar e fazer comícios, de trabalhar como exige o cargo, não quer nem ouvir falar. O resultado é esse ministério composto em sua maioria, de desconhecidos incompetentes. Agora tiveram uma utilidade; serviram de bodes expiatórios para os desandes presidenciais, pois Lula tem a rara habilidade de não saber ou culpar os outros, falta-lhe coralhe coragem para assumir os erros." (G.S.)Referindo-se a ministros de seu governo que informam errado a respeito do início e da conclusão das obras do PAC, declarou o Lula na semana passada: "Qualquer um pode passar por mentiroso, menos o presidente da República". Queixava-se de que ministros sugeriam visitas a obras que, logo depois, verificava-se nem haver começado, obrigando a mudanças em sua agenda já anunciada.
A conclusão é de que ministros mentem ao presidente, ou, pior ainda, mostram-se tão incompetentes a ponto de não saberem o que se passa em seus setores de atuação.
Qual a saída? Em qualquer lugar onde prevalecem a disciplina e a hierarquia, seria a demissão dos indigitados pinóquios, ou dos frouxos, sem apelação. Um ou dois serviriam como exemplo para os demais. Porque se um comandante não comanda, a responsabilidade é dele.
O lamentável episódio do pito público do chefe do governo, passado em seus ministros, conduz a realidade mais grave: o ministério tem muito pouco a ver com o presidente da República. Existem ministros, é claro, presentes todos os dias ao gabinete do Lula.
Os palacianos, de Dilma Roussef a Franklin Martins, os econômicos, como Guido Mantega e Paulo Bernardo.
Os demais, com raras exceções, são deixados ao léu. No bojo de alguma crise, são convocados, mas em tempos normais passam até seis meses sem despachar com o presidente. Uns tocam de ouvido, administram imaginando quais seriam as diretrizes do comandante. Mantêm contato freqüente com a chefe da Casa Civil e tocam projetos.
Outros, porém, preferem cruzar os braços, mantendo a rotina de chegar cedo aos gabinetes, despachar processos óbvios, ler os jornais, receber resumos do noticiário transmitido na véspera pela televisão e pelo rádio, e aguardar convocações que não acontecem.
Pode estar na origem desse desencontro o número excessivo de ministérios. Hoje são 38, logo chegarão a 40. Nos tempos modernos, faça-se justiça, quem tentou corrigir a situação foi Fernando Collor. Não deu certo, os reclamos dos partidos até contribuíram para o seu enfraquecimento, mesmo tendo, no meio de seu curto mandato, sido obrigado a voltar atrás e restabelecer o número de ministérios. Só que eram 25, naqueles idos.
Foi com o governo Lula, com a colaboração anterior de Fernando Henrique Cardoso, que aconteceu o milagre da multiplicação dos ministérios. Tanto para satisfazer os companheiros, ávidos de ocupar o poder, quanto para contemplar aliados. Existem ministros que o presidente jamais havia conhecido, antes da nomeação. Alguns até que, quando bissextamente o encontram, usam o tratamento de "Vossa Excelência", para valer.
O resultado aí está, mas, reconheça-se, não é privilégio do governo Lula: de um lado, o ministério; de outro, a Presidência da República e seus penduricalhos. Desde os generais-presidentes que se formaram quistos no palácio do Planalto. Eram os tais "ministros da Casa", "grupo das nove da manhã" ou que outro nome tenham merecido.
Amigos do peito, auxiliares de vasta eficiência ou até invejosos guindados à intimidade do chefe. Eles valiam muito mais do que os outros, relegados às salas de espera ou aguardando os despachos, primeiro semanais, depois quinzenais, para trocar meia palavra com o presidente e em seguida resolverem suas questões com os chefes das casas Civil ou Militar. A moda continuou nos governos democráticos e agora chegou ao limite, senão da irresponsabilidade, ao menos da desimportância. Talvez por isso o Lula tenha razão ao declarar-se desinformado e submetido a informações mentirosas.
Os palacianos, de Dilma Roussef a Franklin Martins, os econômicos, como Guido Mantega e Paulo Bernardo.
Os demais, com raras exceções, são deixados ao léu. No bojo de alguma crise, são convocados, mas em tempos normais passam até seis meses sem despachar com o presidente. Uns tocam de ouvido, administram imaginando quais seriam as diretrizes do comandante. Mantêm contato freqüente com a chefe da Casa Civil e tocam projetos.
Outros, porém, preferem cruzar os braços, mantendo a rotina de chegar cedo aos gabinetes, despachar processos óbvios, ler os jornais, receber resumos do noticiário transmitido na véspera pela televisão e pelo rádio, e aguardar convocações que não acontecem.
Pode estar na origem desse desencontro o número excessivo de ministérios. Hoje são 38, logo chegarão a 40. Nos tempos modernos, faça-se justiça, quem tentou corrigir a situação foi Fernando Collor. Não deu certo, os reclamos dos partidos até contribuíram para o seu enfraquecimento, mesmo tendo, no meio de seu curto mandato, sido obrigado a voltar atrás e restabelecer o número de ministérios. Só que eram 25, naqueles idos.
Foi com o governo Lula, com a colaboração anterior de Fernando Henrique Cardoso, que aconteceu o milagre da multiplicação dos ministérios. Tanto para satisfazer os companheiros, ávidos de ocupar o poder, quanto para contemplar aliados. Existem ministros que o presidente jamais havia conhecido, antes da nomeação. Alguns até que, quando bissextamente o encontram, usam o tratamento de "Vossa Excelência", para valer.
O resultado aí está, mas, reconheça-se, não é privilégio do governo Lula: de um lado, o ministério; de outro, a Presidência da República e seus penduricalhos. Desde os generais-presidentes que se formaram quistos no palácio do Planalto. Eram os tais "ministros da Casa", "grupo das nove da manhã" ou que outro nome tenham merecido.
Amigos do peito, auxiliares de vasta eficiência ou até invejosos guindados à intimidade do chefe. Eles valiam muito mais do que os outros, relegados às salas de espera ou aguardando os despachos, primeiro semanais, depois quinzenais, para trocar meia palavra com o presidente e em seguida resolverem suas questões com os chefes das casas Civil ou Militar. A moda continuou nos governos democráticos e agora chegou ao limite, senão da irresponsabilidade, ao menos da desimportância. Talvez por isso o Lula tenha razão ao declarar-se desinformado e submetido a informações mentirosas.
3 comentários:
Carlos (em) Chagas é lulista de primeira hora. O que ele escreve não se lê.
Prezado Giulio,
Ontem coloquei uma sugestão para consulta das pessoas que comentam no blog " Bootlead" para verem opinião sobre o presimente atual:
http://bootlead.blogspot.com/2008/03/brasileiros-este-o-seu-presidente.html
Realmente este sujeito parece um louco que está escondido em uma carapaça.
As nomeações são, em sua maioria, feitas sob a ótica da política e não da competência. Eu, mesmo que tivesse capacidde de ser ministra, jamais seria, por causa do maquiavelismo dos "chefes". Vejam a Matilde. Só ela gastou indevidamente? Da Matilde e de outros ministros degolados em praça pública, passou-se a FHC. E os outros? E o Presidente? E a ABIN? E a Força Aérea? É muita baixaria para meu gosto.
Aqui onde moro, região de cidades pequenas, então... nem se fala... ter algum cargo, porque, embora a ignorância seja mais crassa, o maquiavelismo é igual.
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