Senador Arthur Virgílio classificou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, de "aloprada", tal qual aqueles que tentaram comprar um dossiê dos chefes da gangue dos sanguessugas, a família Vedoin.
Tem razão, ela agiu como uma “aloprada”, mas assim como aqueles outros, de aloprados eles não têm nada. É grave a atitude da Dilma ou da sua emissária, tanto quanto dos outros, mas eles alcançam o objetivo. Alcançaram na época das eleições de 2006 e vão alcançar agora. Nem digo pelo acovardamento da oposição, mas pela impunidade. Basta olhar o que aconteceu aos primeiros aloprados.
Nada, absolutamente nada. Estão soltos, lépidos e consultores. O delegado encarregado das investigações, Diógenes Curado, não “conseguiu” descobrir nem a origem do dinheiro usado para a compra do dossiê. Com supostas ligações a políticos do estado de Mato Grosso, Diógenes hoje é secretário de Justiça e Segurança de Mato Grosso. Ora, eu não contrataria alguém que tivesse falhado em uma missão tão básica, a menos que eu tivesse certeza de sua competência, com provas. Mas que provas poderiam atestar a competência de um delegado federal que não conseguiu elucidar um crime pateticamente de fácil resolução?O que vai acontecer a Dilma? Engana quem pensa: ‘agora a Dilma vai ter que sair’. Vai sair nada. O máximo que pode acontecer, caso a imprensa pressione, é a demissão da sua pau mandado Erenice Guerra, que não será uma punição, como não foi punição para Zé Dirceu ou qualquer outro petista que precisou se afastar publicamente do governo. Ela vira consultora.
A ministra não só tinha conhecimento de tudo como foi a criadora do ‘banco de dados’, isso é óbvio. Uma mulher que aos vinte e poucos anos conseguia coordenar ações com precisões cirúrgicas e exitosas, como o roubo de armas de um quartel sem um só tiro. Uma mulher que faz isso aos vinte e poucos anos é capaz de muito mais que um simples dossiê de merda.
De merda sim. Ora, supõe-se que um dossiê exista para chantagear alguém. Certo? Se o dossiê continha a especificação dos gastos do ex-presidente Fernando Henrique e de sua esposa Ruth Cardoso e eles abriram mão do sigilo, qual a função do dossiê?
Estão vendo? Tem algo errado nessa história. Esse escândalo do dossiê vai abafar a necessidade principal, vai mudar o foco que de fato interessa que é abrir os gastos para que a população tenha conhecimento do que e quanto paga.
3 comentários:
O DEM acaba de soltar nota oficial sobre Dilma! http://www.blogdemocrata.com.br/
Desataste o nó, é tudo fogo de artifício, todo mundo foacado no cartão e o pessoal das ongs estão de gozação. Depois se acontecer algo antidemocrático teremos a bruxaria de volta. Quem planta colhe, única e tão somente o que plantou. O povo trabalhador e ordeiro, não milongueiro já está farto de tanta embromação. Antigamente tinhamos o Che Guevara de boteco, zona sul, 12 balas. Agora temos os leões da tribuna, na maior mis en scene, " me segura se não eu bato nele." É Pindorama descendo a ladeira.
Claro que nada acontecerá à Dilma, e ela pode dar o nome que quiser, mas todos serão sinônimos de dossiê. Ponto final.
O que me preocupa é a posição, no minimo catastrófica par ser muito gentil, doministro Tarso Genro que deveria ser de Justiça, mas parece ser do Ministério da Empulhação.
Vamos, por um minuto esquecer, da motivação e do destino e uso das informações sigilosas que vazaram, ok?
Pensemos nos seguintes: há um decreto presidencial (e não cabe aqui saber-se se inconstitucional ou não) que é usado como força de lei, que determina que os gastos feitos com cartão corporativo de toda a estrutura que compõem a Presidência da República, incluindo-se aí os gastos do Presidente e sua família, são sigilosos em nome da segurança nacional. Certo?
Pois bem, vai que fragmentos destes dados vazam para imprensa. Ora quem vazou tais informações cometeu um crime contra a segurança nacional, certo ? E acrescente-se que tal crime foi cometido dentro das dependências da Presidência da República, no caso, a Casa Civil. Ora, de quem seria a responsabilidade pela investigação do crime cometido contra a segurança nacional ? Do FMI? Do conselho de segurança da ONU? Do MST? Das FARCs? Da OPEP ? Ou seria da CBF? Da Marinha? Do Exército? Da Aeronáutica? Da delegacia de polícia mais próxima? Ora, dentro da estrutura de segurança vigente no país, tal investigação seria da competência da Polícia Federal, ok?
Pois não é assim que entende o Ministro Genro. Para ele a PF não pode ser usada para demandas de querelas políticas !?
Fico imaginando, Adriana, se ao invés de dados de FHC, sua esposa e ministros, tivessem sido dados da Família Lula da Silva que tivessem vazado. Neste caso, qual seria a posição do Tarso Genro? Não tenha dúvida:colocaria todos os cachorros da PF para apanhar o bandido que atentou "contra a segurança Nacional".
Aliás, é bom lembrar, em janeiro de 1999, quando o presidente FHC mudou para o regime de câmbio flutuante, que se comprovou ter sido uma medida acertada, e da qual Lula, a partir de 2003, veio a se beneficiar, como se portou o senhor Genro? Exigiu a renúncia de FHC, presidente recém reeleito pelo povo brasileiro de forma legítima, tendo criado a emblemática frase; "FORA FHC", ou seja, a partir de uma simples ação econômica em benefício do próprio país, longe, anos-luz de distância do que caracteriza um crime, ele já "exigia" nada mais do que a renúncia de um presidente eleito e empossado legitimamente.
Portanto, quando um ministro da justiça é incapaz de reconhecer um crime, ou ao menos distinguir a diferença de um crime atentado à segurança nacional, de uma querela política ordinária, covenhamos, a degradação chegou ao seu ponto máximo.
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