
Como quem esmigalha protozoários
Meti todos os dedos mercenários
Na consciência daquela multidão...
E, em vez de achar a luz que os Céus inflama,
Somente achei moléculas de lama
E a mosca alegre da putrefação!
De Augusto dos Anjos
Meti todos os dedos mercenários
Na consciência daquela multidão...
E, em vez de achar a luz que os Céus inflama,
Somente achei moléculas de lama
E a mosca alegre da putrefação!
De Augusto dos Anjos
2 comentários:
A dignidade para uns é um fator de força e fortaleza moral que os torna mais humanos. Para outros, um mero instrumento de retórica que tenta impedir o domínio dos bens materiais, e a qualquer custo lutam para isso, não medem conseqüências. E curvam-se, se rendem, adaptam-se, se vendem, e assim conseguem consolidar seus espaços dentre os poderosos do momento. Com isso se forma uma corrente poderosa de mau caratismo.E já foi dito que o cidadão honesto é o travesseiro macio onde os canalhas repousam suas cabeças repletas de imundície.E diante do que tenho visto, não me desculpo,pelo meu juízo critico,e que em boa hora, me auto denominei Marreta. Eu sou um pecador por ação, não por omissão.
Como posso considerar a atitude da Ministra do Turismo, que mancomunada com políticos canalhas, pretendem abrir mão do princípio de reciprocidade não impondo a exigência do visto de entrada para canadenses e americanos; o mesmo visto que eles impõem aos brasileiros. E por mais esse absurdo eu me recuso a viver no asilo dos imbecis.
Alô, Giulio.
Não tendo a qualidade literária de um marreta (lindo comentário), só posso eu, triste mortal, socorrer-me dos intimos das musas, repetindo, qual psitacídeo (alô, fabiana), versos alheios.
E lembrando Adriana, no post "Mato Grosso...de novo se aparece", pedindo um Estado para chamar de seu, ofereço a ela versos de terceiro, do mesmo que Giulio lembrou aqui:
De Versos Íntimos:
"Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera."
E de As Cismas do Destino:
O Estado, a Associação, os Municípios
Eram mortos. De todo aquele mundo
Restava um mecanismo moribundo
E uma teleologia sem princípios.
Escritos no começo dos anos 1900, continuam com uma força atualíssima.
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