Walter Brito Neto (PRB-PB), cassado ontem pelo TSE por infidelidade, o único deputado federal até agora, alega perseguição dentro do seu ex-partido, o DEM e acusa o senador Efraim Morais (DEM-PB), presidente regional do partido.
A lei que possibilita a cassação de infiéis vai trazer a público uma estatística nova. O número de perseguidos políticos.
Um comentário:
Adriana,meio off-topic, mas explica por que o deputado está se sentindo traído, nessa circunstância. Há outras e outras, nesse governo. Transcrevo aqui:
Caiu a máscara da KGB brasileira - vivemos tempos de ditadura aos moldes soviético-cubanos!!!!
Por Rebecca Santoro (*)
"Dessa vez foi uma "alopradazinha" de Dilma Rousseff que teve que assumir a culpa por ter mandado fazer uma varredura seletiva, ao que parece, nas contas de despesas com cartões corporativos e com contas do tipo B do governo passado. A senhora, braço direito da ministra, diz que não montou um dossiê, mas um banco de dados (completamente seletivo, diga-se de passagem) preventivo, digamos assim, para o caso de necessidade na CPI dos cartões corporativos. Acontece que a operação vazou, os dados são visivelmente pinçados ao bel prazer da equipe e, por fim, FHC autorizou a abertura de suas contas, de sua família e de sua equipe. E agora?
Fato mais estapafúrdio nessa questão dos cartões corporativos, e em tantas outras sobre o atual governo, é que o governo, em sendo maioria em muitos casos, simplesmente impede as investigações, como se tivesse autoridade sobre o acobertamento de crimes. Ou seja, se o governo veta um depoimento, uma quebra de sigilo bancário ou um pedido de dados e de informações, mesmo que isso seja imprescindível para as investigações sobre se tenha havido ou não o cometimento de um crime, fica tudo por isso mesmo. Como é que um governo pode, por ter maioria ou apoio da maioria no congresso pôr fim a um crime, simplesmente por ter impedido a sua averiguação?
Quer dizer que se um cidadão, por exemplo, que cometesse um crime, mas em tendo a seu favor a maioria dos investigadores, que, por sua vez, tivessem o poder de resolver vetar a investigação, só por isso o cidadão se livraria de ter cometido crime? O crime desapareceria só porque a maioria teria decidido vetar as investigações? Então só há crime e punição quando a maioria concorda em investigar?
E a lei? A constituição? Apropriação idébita ou uso indevido de dinheiro público deixam de ser crime porque a maioria do congresso, ou dos componentes de uma CPI decide impedir a investigação? Pessoas que cometem esses crimes ficam inimputáveis só porque a maioria do congresso resolveu que elas assim o devam ser? Onde estão as autoridades do judiciário? Para que serve a lei? Quem comete esses crimes não está somente sujeiro às investigações do congresso e às leis do congresso - está sujeito às penas do código penal e as investigações deveriam transcender à vontade de congressistas.
Bem-vindos ao novo comunismo!"
POSTADO POR CARL VON CLAUSEWITZ ÀS 17:38 0 COMENTÁRIOS
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