Só garotas e garotos de programa?
Só imigrantes ilegais em potencial?
Por Ralph J. HofmannSó imigrantes ilegais em potencial?
Neste momento, aqui mesmo no Brasil há pessoas que tem escrito achando que os espanhóis estão certos, que a maioria dos que vão para a Espanha são penetras naquela sociedade, que vão para ficar.
Passamos todas as nossas vidas indo aos Estados Unidos mediante a concessão de vistos. A imigração dá entrada num computador quando entramos e dá baixa quando saímos. É a sociedade que mais se preocupou com isto desde a década de 50. O policiamento posterior da entrada e saída se dá mais ou menos rigorosamente conforme o momento do país.
Mas há exigências e entrevistas para receber um visto.
Uma vez concedido legitimamente há, nos Estados Unidos, pouca probabilidade de ser barrado na entrada salva a descoberta de evidências clara de falsidade ideológica, ou falsificação.
É para isto que serve um visto. Outrossim, os cartões de crédito internacional servem para que não se carregue dinheiro. O que são 500 euros comparados com um cartão com três mil euros de crédito, ou mesmo um cartão de débito idem, facilmente determinável com consulta à Visa ou qualquer outro. O cartão é um aprova de idoneidade maior do que dinheiro, que pode ser um empréstimo devolvido assim que ultrapassada a imigração.
Mas a Comunidade Européia em alguns países mais, em outros menos, tem transformado o visto num jogo de “víspora” ou “Devagar se vai ao longe”. O sujeito vai ao consulado, espera na fila, paga as taxas, apresenta documentação espera entre horas e dias recebe o seu visto e ao chegar no destino nem consegue argumentar. É segregado, ninguém se interessa em ver seus documentos comprovando inclusive convite, ou seja lá o que for, Se veio apresentar um “paper” o evento terá se realizado antes de ser liberado.
Então para que o seu consulado emitiu visto? Ou seja, uma víspora, Se sorteado volta ao começo do jogo, digo, da viagem “.
Então deveria haver uma placa na porta dos consulados dizendo: “Os vistos emitidos por este consulado são válidos para uso dentro do Brasil. Não garantem sua entrada em países europeus”.
Ou seja, a fiscalização na entrada, e cabe enfatizar, não é só a Espanha, os incidentes com jovens estudantes ocorrem também em outros países, especialmente a Inglaterra, onde as autoridades tampouco dão bola a qualquer argumento, mesmo de pessoas que ligam para o Brasil e conseguem a intervenção dos cursos no destino final, às vezes Irlanda, que confirmam o pagamento antecipado do curso, ou de simpósios idem.
E isto é completamente imprevisível.
Meu filho, bolsista de universidade européia, visto de permanência remunerada por um ano absolutamente em ordem para a Itália acabou não indo a Inglaterra visitar o tio-avô. Poderia acabar sendo recambiado ao Brasil e não à Itália, se desse um ataque de mau humor no “seu guarda”. Nos custaria uma nova passagem internacional para ele voltar a seu lugar na Universidade em Ancona.
Mas há um fato importante. Isto está acontecendo há anos. Há uma massa de casos injustos, em que não eram aventureiros os barrados. A Espanha foi a gota d’água. Mas sinceramente, há muito tempo o Itamaraty deveria ter apresentado um plano em defesa dos lesados. É esta a função do serviço consular. Infelizmente, há uma grande corrente entre os funcionários consulares (não necessariamente funcionários da carreira) em achar que as autoridades do país onde estão sempre tem razão. Se algo estiver errado é culpa do brasileiro acossado.
E se mexerem no assunto sobra menos tempo para tomar chá.
Mas a Comunidade Européia em alguns países mais, em outros menos, tem transformado o visto num jogo de “víspora” ou “Devagar se vai ao longe”. O sujeito vai ao consulado, espera na fila, paga as taxas, apresenta documentação espera entre horas e dias recebe o seu visto e ao chegar no destino nem consegue argumentar. É segregado, ninguém se interessa em ver seus documentos comprovando inclusive convite, ou seja lá o que for, Se veio apresentar um “paper” o evento terá se realizado antes de ser liberado.
Então para que o seu consulado emitiu visto? Ou seja, uma víspora, Se sorteado volta ao começo do jogo, digo, da viagem “.
Então deveria haver uma placa na porta dos consulados dizendo: “Os vistos emitidos por este consulado são válidos para uso dentro do Brasil. Não garantem sua entrada em países europeus”.
Ou seja, a fiscalização na entrada, e cabe enfatizar, não é só a Espanha, os incidentes com jovens estudantes ocorrem também em outros países, especialmente a Inglaterra, onde as autoridades tampouco dão bola a qualquer argumento, mesmo de pessoas que ligam para o Brasil e conseguem a intervenção dos cursos no destino final, às vezes Irlanda, que confirmam o pagamento antecipado do curso, ou de simpósios idem.
E isto é completamente imprevisível.
Meu filho, bolsista de universidade européia, visto de permanência remunerada por um ano absolutamente em ordem para a Itália acabou não indo a Inglaterra visitar o tio-avô. Poderia acabar sendo recambiado ao Brasil e não à Itália, se desse um ataque de mau humor no “seu guarda”. Nos custaria uma nova passagem internacional para ele voltar a seu lugar na Universidade em Ancona.
Mas há um fato importante. Isto está acontecendo há anos. Há uma massa de casos injustos, em que não eram aventureiros os barrados. A Espanha foi a gota d’água. Mas sinceramente, há muito tempo o Itamaraty deveria ter apresentado um plano em defesa dos lesados. É esta a função do serviço consular. Infelizmente, há uma grande corrente entre os funcionários consulares (não necessariamente funcionários da carreira) em achar que as autoridades do país onde estão sempre tem razão. Se algo estiver errado é culpa do brasileiro acossado.
E se mexerem no assunto sobra menos tempo para tomar chá.
5 comentários:
Alô, Ralph.
Como conciliar seu post com as declarações do Peidró? Veja (tirada do site da Radiobrás):
"Com relação a brasileiros e a todos os outros países em que não pedimos visto, é possível um guarda de fronteira, em qualquer país da União Européia, pedir documentação que ateste que a pessoa está efetivamente fazendo uma visita privada ou como turista e que tem meios de subsistência", explicou. "Isso é normal, qualquer país tem isso nas suas regras para visitantes", ponderou.
Sobre a possibilidade de a exigência de visto evitar a frustração de uma repatriação, Pacheco deixou claro que a União Européia não pretende fazer esse tipo de exigência a cidadãos brasileiros. "Nossa avaliação é que não é necessário ter uma política de vistos. Vistos normalmente estão associados a situações em que há uma grande imigração ilegal, que cria problemas no país que recebe", afirmou.
Melhor ter visto e saber com que se está lidando, do que perder 3 mil ou mais euros com um tiro n'água.
Nem convite de universidade escapa hoje.
Além do que a realidade é outra. Está havendo abuso especialmente no tratamento dos passageiros enquanto escolhem uma data para deportar. Brasileiros tomam banho todos os dias. Europeus no sábado. Então para brasileiros banhos de caneca são tratamento desumano.
As regras dojogo são roleta russa.
O guarda pode pedir documentação. Mas não pode decidir sozinho nada. Tem de ter pessoas treinadas para isso.
E pelo próprio tratamento os loucos estão cuidando do asilo.
Saquei essa do Millor, o gatilho mais rápido de Ipanema.
" Devemos ser gratos aos portugueses. Se não fossem eles estaríamos até hoje falando tupi-guarani, uma língua que não entendemos."
.
Ralph,
Nos EUA, mesmo com o visto de entrada "e tudo o mais" estando em perfeita ordem, não há nenhuma segurança de que o ingresso do estrangeiro estará assegurado.
Basta um mínimo deslize na brevíssima entrevista com a polícia de imigração ou qualquer desconfiança do empregado da alfândega e o estrangeiro (qualquer um) volta "rapidinho" para seu lugar de orígem — isto se não ficar retido...
Esta situação é incômoda e tem a ver com a discricionariedade que é legítima a todas as polícias de fronteira (mas dentro de "determinadas regras").
Equívocos e abusos acontecem exatamente por conta desse poder/autoridade — não só nos EUA, mas no mundo inteiro.
Há cidadãos com os quais esse tipo de restrição é mais freqüente, e outros menos. A freqüência tem a ver não apenas com o grau de desenvolvimento de seus países de orígem mas também com a qualidade da atuação de suas representações diplomáticas nos destinos.
Os brasileiros não são os mais barrados ao redor do mundo, mesmo havendo muitos dos nossos concidadãos que imigram para afrontar a lei e os costumes em seus destinos — o que nos envergonha.
Todavia, se nossas autoridades diplomáticas fossem efetivamente representativas e respeitadas (no seu conjunto e não apenas em alguns indivíduos), mesmo os irregulares seriam mais respeitados se fossem devidamente assistidos.
É esse tipo de assistência que nos falta e certamente foi "graças" a essa falta que a Espanha (por exemplo) permite que qualquer zémané dê bicudas nos trazeiros dos nossos compatriotas, generalizando preconceitos como aquele do texto transcrito (creio que foi isto) pelo Giulio em outro post.
Aquele post, aliás, reflete exatamente o que nos falta em relação a nós mesmos: respeito e dignidade.
Por isso é que precisamos agir contra os excessos cometidos pela Espanha, pois se ela tinha razão em um ou em alguns casos de repatriamento, exorbitou quando generalizou e escarneceu e a tibieza ou a leniência por parte de nossas autoridades só nos desmoralizaria no resto do mundo.
Por fim, não é demais observar que os "rigores" das polícias de fronteira da Espanha em relação aos brasileiros causou estranheza e comoção também entre os espanhóis. Se foi assim entre eles, por que nós não podemos nos irresignar?
Ando por demais prolixo, me desculpem!
Yoda
Falôôô !
Só que com o visto em dia eles só param caras realmente suspeitos. E mandam gente para Israel inclusive para aprender a ler a linguagem corporal.
Tenho um conhecido, ruivo, braquelo, descendente de italianos do norte, que ao passar uma imigração sempre fica com o rosto afogueado e nervosos. Resultado, não só os americanos o revistam como também na volta a PF o revista.
Eu tenho repondido a entrevistas algumas vezes, nestes muitos anos. Como que não deve não teme, sempre saio com um aperto de mãos e divirta-se.
Eu também era bom em provas orais de geografia e história quando elas existiam, e até peguei uma oral de cálculo na faculdade (mais de 25% de faltas no ano). Sem problemas.
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