28 de mar. de 2008

Só mudou o nome

A ministra Dilma nega que tenha montado um dossiê, mas admite que tenha um banco de dados com informações sobre despesas com cartões corporativos para atender possíveis pedidos legais. É, deve ser a eficiência da moça, ela se antecipa aos fatos. Sei!
Engraçadinha a moça, não?
Ai, eu num guento!!!

ATUALIZAÇÃO: Petista é assim, o culpado é sempre o outro. Quando não dá pra jogar a culpa no antecessor, joga no assessor. Fou assim com a Matilde, lembra? Ela disse que usou o cartão no freeshop a mando de um assessor. De certo ela não sabia que a grana vinha do povo. Agora é a vez da assessora da Dilma, Erenice Guerra (na foto, de olhinhos fechados, em uma solenidade como ministra interina da Casa Civil). Foi dela a idéia de montar o dossiê, opa!, o banco de dados. Tudo saiu da cabeça dela, Dilma não tinha a mínima idéia do que a assessora estava fazendo.
Ora, se era apenas um banco de dados, porque ela corre o risco de cair?

Um comentário:

Anônimo disse...

Adriana,às vezes o pessoal aqui em casa fica bravo comigo, quando falo que vou fazer tempestade de idéias. A minha tempestade consiste em fazer hipóteses absurdas pra ver no que dá. E se Dilma foi inocente do dossiê? É porque alguém está lhe passando uma rasteira: ou Lula, que não a quer como sucessora, ou Lobão, porque ela é uma burocrata na questão da Energia. Lobão é do PMDB e Sarney também. A ida de Chávez ao Maranhão de Sarney para uma parceria petrolífera é o início de uma quebra de braço?
Há um leitor muito informado do coturnonoturno que escreveu o seguinte comentário:
"Hoje, a vinda de Chavez, já estava programada há muito tempo. e a inauguração desta refinaria, também. Para ver como, vou colocar um artigo. Extenso demais, por isso arquive, pois tem interesse ver que tudo entre Chavez, molusco e demais cumpaheros, não acontece por acaso.

Os jornais brasileiros não deram muito destaque ao encontro de no dia 10/08/07, em Tarija, na Bolívia, próxima à fronteira com a Argentina, dos presidentes Nestor Kirchner, Hugo Chávez e Evo Morales. Mas o fato é que os presidentes da Argentina, Venezuela e Bolívia deram ali o ponta-pé inicial para a construção do grande Gasoduto do Sul, o qual, partindo da Faixa do Orinoco, na Venezuela, e entrando no Brasil por Manaus, seguindo por Fortaleza, Recife, São Paulo, Buenos Aires, chegará à Bolívia.
Na verdade, as obras deveriam começar pelo trecho Orinoco-Manaus, mas por causa das vacilações brasileiras e das premências argentinas por gás, houve a determinação de tocar o megaprojeto em sentido contrário, ou seja, da Bolívia para a Argentina. Este ramo inicial do gasoduto, segundo os acordos assinados pelos três presidentes, estará fornecendo, ate o ano 2011, à Argentina, 27 milhões de metros cúbicos de gás, o equivalente ao total das atuais exportações da Bolívia para o Brasil.

Não se compreende a ausência do Brasil naquela solenidade de Tájira, onde praticamente se delineou o futuro da segurança energética. Como é sabido, nosso país encontra-se muito dependente do gás boliviano, não podendo dar as costas a um evento daquela magnitude, quando seu próprio destino estará em jogo. Como ficaremos, se a Bolívia, por alguma contingência ou mesmo chantagem, resolver transferir suas prioridades comerciais para a Argentina, que vive uma crise energética sem precedentes? Onde é que vamos buscar o gás de que tanto necessitamos?

É possível que o isolamento do Brasil naquele ato constitua um ato deliberado de Kirchner, Chávez e Morales para pressionar nossa diplomacia a abandonar suas hesitações e procrastinações e tomar uma atitude, aderindo concretamente ao espírito de integração regional, sob pena de pegar o bonde andando, com enormes prejuízos para a nossa economia.
Na verdade, os três presidentes, mandaram um recado ao presidente Lula de que não estão mais dispostos a esperar mais por suas decisões. O presidente Kirchner disse, naquela ocasião, que, se a Petrobrás, detentora dos direitos de um poço de gás na região, continuar negando-se a investir (numa aparente manobra conjunta com duas outras multinacionais), a Argentina se dispõe a fazer os investimentos necessários.

Por sua vez , o presidente Evo Morales avisou que aquelas empresas perderão suas concessões, se seguirem fazendo corpo mole. Por sua vez, o presidente Chávez já tinha antes manifestado sua inconformidade com a morosidade do Brasil: "Que vergonha, ainda não começaram a fazer a refinaria de Pernambuco" (cuja pedra fundamental foi lançada há mais de um ano).

Numa entrevista ao Canal Argentino, TN (Todo Noticias), o presidente venezuelano alertou para a necessidade de todos os países latino-americanos assinarem o Tratado de Segurança Energética, já firmado com o Uruguai, Argentina, Bolívia, Equador, Nicarágua e ous 10 países do Caribe, já reunidos na Petrocaribe.

Este tratado propõe-se a garantir a segurança e a estabilidade energética desses povos e aprofundar a sua união, através do intercâmbio tecnológico.

Chávez lembrou, finalmente, que as reservas de petróleo tanto do Brasil como da Argentina só tem mais dez anos de vida útil, enquanto a da Venezuela, que se dispõe a dar essa segurança energética aos países irmãos, conta com um potencial provado para sustentar o consumo do continente e de outros países, de mais de 150 anos."
27 de Março de 2008 21:10

Impressionante, né?