23 de mar. de 2008

Saindo de banda

"Lula como sói acusou José Serra e o governo anterior pela atual epidemia de dengue para sair-se bonitinho dessa situação embaraçosa, mas os números mostram o contrário." (G.S.)
Quem olha com uma lupa para os gastos do Ministério da Saúde em 2007 encontra parte da explicação para o recrudescimento dos casos de dengue no Rio de Janeiro
Levantamento feito pelo site Contas Abertas mostra que o ministério aplicou pouco mais da metade da dotação de R$ 68,1 milhões destinada, no ano passado, ao Programa de Vigilância, Prevenção e Controle da Malária e da Dengue. Considerando apenas a fatia desses recursos voltada ao Rio de Janeiro, a execução foi de apenas 31% dos recursos programados no Orçamento Geral da União.
A rubrica garante verbas para a compra de equipamentos e veículos utilizados no combate à dengue, campanhas educativas, treinamento de profissionais, compra e transporte de inseticidas usados para matar o mosquito Aedes Aegypti, vetor da doença, e o percentual apontado pelo levantamento leva em consideração os gastos com os chamados "restos a pagar". Isso quer dizer que dos R$ 37,4 milhões gastos com o combate à dengue, e 2007, R$ 10,5 milhões serviram para quitar débitos de exercícios passados. Apenas R$ 26,9 milhões foram, de fato, dinheiro novo injetado no controle da transmissão da doença em todo o país, contra os R$ 68,1 milhões previstos no Orçamento, aponta a organização. (leia mais no Jornal do Brasil).

2 comentários:

Anônimo disse...

Enquanto os responsáveis manipulam a informação com sua falsa guerra de versões, as pessoas morrem. Os números não mentem. Num país com tanta política e corrupção não sobra dinheiro para o povo. Culpa do PSDB? Culpa do PT? Embora Lula diga que podemos tremer porque sua vitória é certa em 2010, PT e PSDB já eram. Fracasso rotundo, um se espelhando no outro. Por enquanto, não há vislumbre de uma terceira vias mais ética e competente.

Anônimo disse...

É sabido que a população também tem uma boa parcela de culpa neste episódio da dengue.
Até propus à Câmara Municipal daqui (220 mil habitantes), após vistoria do agente sanitário e não encontrando larvas (e com multa, se encontrassem), colocaria um cupom do morador numa urna para sorteio de cestas básica e/ou a isenção de uma conta mensal da água. Porque, por mais incrível que possa parecer, ninguém não faz nada sem algo em troca, até quando a saúde está em jogo.
Nem resposta deram, imaginam neste ano de eleição municipal!