24 de mar. de 2008

Triste contabilidade

O êxodo de brasileiros em busca de uma vida melhor no exterior continua levando milhares imigrantes a deixar o país todos os anos.
Desde 1980, registros dos aeroportos sugerem que o Brasil tem perdido mais pessoas do que recebido. O movimento chegou a ter uma pausa entre 2001 e 2004, mas, a partir de 2005, o êxodo retomou sua força.
Em 2005, saíram 24 mil pessoas do Brasil a mais do que as que entraram pela via aérea. Em 2006 (os últimos dados disponíveis), esse total mais que dobrou, passando para 58 mil. Os números foram compilados a pedido da BBC Brasil pelo Victor Klagsbrunn, coordenador do curso de pós-graduação em Relações Internacionais da Universidade Federal Fluminense (UFF).

5 comentários:

Anônimo disse...

É o efeito Lula, o causador deste êxodo brasileiro. Sem esperança, emprego formal e nenhuma motivação para continuar aqui, debandaram para outros países onde oferecem maiores chances de progesso. É lamentável!
Mas nós, os 26, resistiremos bravamente.

Anônimo disse...

Ontem, Páscoa, a filharada não me deu paz, no bom sentido, solicitando-me muito, de maneira carinhosa, então tudo que li foi muito rapidinho. Mas lembrei-me de outro post em que falávamos sobre emigração, aqui, pois li em algum lugar que os brasileiros que estão indo para o Canadá estão sendo muito recebidos. Falo isso porque, desde que somos Banânia, eu não teria coragem de sair do Brasil nem para uma viagem turística.
Sendo formada em Francês e Italiano, além de Português, facilmente domino o Espanhol também,por causa dos conhecimentos de Latim que tenho, pois na minha época a gente estudou Latim por vários anos. Meu sonho sempre foi conhecer a Europa os países onde se falam essas línguas, mas não tenho coragem, mesmo porque a crise da aviação está brava. Sabendo que na Europa todos pensam que a gente vai para se prostituir, também não me animo a passar por prostituta velha. Nem tento, embora tivesse sido meu sonho acalentado por muitos anos conhecer a Europa depois que me aposentasse.

Abreu disse...

Rô,
...então vá ao Canadá.
Tenho Amigos por lá.

A vida por lá é dura, não é fácil, mas eles pricuram facilita-la ao méximo — e ainda te incentivam (subsidiam) para obter fluência no idioma.

Apesar do incentivo à imigração e da enorme diversidade étnico-cultural dela decorrente, a realidade cultural é muito diferente da nossa (se para melhor, depende de quem analisa).

A única observação para viver e conviver no exterior é (como em qualquer lugar) a manutenção de uma altivez receptiva, sem sentimentos de inferioridade em de dominância.

Observada essa "regra", mesmo que os demais representantes da mesma colônia de orígem desvirtuem a sua ncionalidade, o indivíduo será sempre tratado como tal e não pelo coletivo.

ma gu disse...

Alô, Abreu.

Beleza sua resposta para a Rô. Nas minhas viagens, sempre usei essa regra, que chamo de 'regra de ouro de viagem'. As únicas exceções se davam quando, em Miami, ao entrar em algum restaurante onde havia brasileiros fazendo zona (muito comum), eu e a sócia evitavamos nos identificar como brasileiros e ficavamos longe do grupo. Quanto a todas as outras cidades americanas, percorremos tres desertos, de carro, parando em cidades pequenas e sempre fomos tratados com muita decência, mesmo nos aeroportos, inclusive em 2002, logo depois das torres gêmeas. Num retorno, nessa época, ao me abaixar para tirar os sapatos, senti uma fisgada no ciático e uma certa dificuldade em me levantar. A agente, uma negra gorda, percebeu e perguntou se eu necessitava de cadeira de rodas.

Para a Rô: não fique apenas com o que lê a respeito. Na verdade, devemos nos comportar como 'puta véia', sem ser. Se a norma em vigência exige que se tire os sapatos para serem examinados, a maioria dos brasileiros esperam o agente exigir, como se fossem melhores que os outros passageiros. Nós já nos apresentávamos na fila do raio x com os sapatos na mão, para colocá-los na bandeja da esteira, como faziam todos os passageiros do país, sem perder o bom humor.

Anônimo disse...

Engraçado: por que será que a partir da tão propalada "redemocratização" tanta gente se mandou?
Nos "anos de chumbo" e mesmo com o slogan - ame-o ou deixe-o - o pessoal ficou, à excessão dos comunas que foram para Paris.