Lula tem uma inveja doentia de Fernando Henrique Cardoso, não perde uma ocasião para critica-lo direta ou indiretamente, pelo pretérito e pelo atual. E o faz de forma cáustica e peçonhenta, que me faz lembrar a fábula da Cobra e o do Vaga-Lume.Ia voando, num final de tarde, o vaga-lume com sua luz acesa, quando começou a ser perseguido por uma cobra indiana.
O vaga-lume fugiu até onde pode, mas um momento cansou-se e teve que parar. Antes der abocanhado pela cobra, ainda perguntou:
- Por que você vai acabar comigo, se não faço parte de tua cadeia alimentar?
- Eu sei – respondeu a cobra – mas não permito que alguém possa brilhar!
Fala do Presidente nas suas Intermináveis Campanhas Eleitoreiras, essa em Florianópolis.
O script é sempre o mesmo: uma obra do PAC, um palanque, mãe Dilma a tiracolo e críticas, muitas críticas à oposição. No final da tarde desta quinta-feira (21), o cenário escolhido por Lula para repetir a performance foi a capital de Santa Catarina.
A obra não está pronta. Na verdade, nem começou. O presidente assinou uma ordem de serviço. Poderia tê-lo feito no seu gabinete, em Brasília, ou na sala do governador catarinense Luiz Henrique (PMDB). Mas Lula não tem dispensado, em ocasiões do gênero, nem o palanque nem a platéia. Em timbre azedo, repetiu o que vem dizendo em todas as viagens:
“A oposição quis nos prejudicar [o governo] com o fim da CPMF. Ela não foi aprovada e perdemos mais de R$ 24 bilhões no PAC da Saúde. O que eles não sabem foi que não prejudicaram a mim, mas ao povo desse país. Mas não pensem que eu vou deixar de cumprir esse programa”.
“Eu não podia ficar nervoso, nem errar. Eu sabia que tinha uma missão porque não é em qualquer país que um operário chega à Presidência da República.”
“A oposição quis nos prejudicar [o governo] com o fim da CPMF. Ela não foi aprovada e perdemos mais de R$ 24 bilhões no PAC da Saúde. O que eles não sabem foi que não prejudicaram a mim, mas ao povo desse país. Mas não pensem que eu vou deixar de cumprir esse programa”.
“Eu não podia ficar nervoso, nem errar. Eu sabia que tinha uma missão porque não é em qualquer país que um operário chega à Presidência da República.”
2 comentários:
A imagem é boa, Giulio. O cara é rastejante. Vamos ver até quando dura essa palhaçada. O que me dá pena é que FHC teve sua oportunidade e foi igual: inaugurou o mensalão, governou por meio de MPs... dizem até, não sei se é verdade que, ao terminar seu governo, comprou um apartamento em Paris, na quadra mais cara do mundo. Será que uma pessoa como o FHC não poderia ter sido um pouco mais fiel a seu passado? Esqueçam tudo o que escrevi...disse ele.
Hoje, creio que ele chora sobre o leite derramado. Mas eu, por exemplo, não o levo mais a sério.
E, desta maneira, temos uma cobra rastejante a nos governar e não há argumentos capazes de dar um basta a esta desgraça que se abateu sobre o nosso país.
Além de analfabeto, é preconceituoso. O problema não é um operário chegar à presidência, o fato é ele prometer e não cumprir. Continuar mentindo e enganando. E mais, trair seus princípios, se é que tinha algum!
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