Normalmente as coisas que são feitas de “mentirinha” não andam para a frente. O presidente Lula, para dizer a verdade, leva algumas coisas a sério, por exemplo: seu novo avião que custou milhões de dólares, suas intermináveis e inúteis viagens, seus falaciosos discursos e agora seu último brinquedo, a Tv. pública.Por outro lado, grande parte de seus mistérios são de “mentirinha”, foram criados para abrigar os “companheiros” sem emprego ou para abrigar seus aliados de oportunidade.
Assim pensou ele sobre o ministério do Meio Ambiente, trata de assunto bonito e politicamente correto, mas era para ficar tudo como estava, seria apenas uma fachada.
O governo, para dar uma sacudida em sua paralisia fez como sendo a grande panacéia o Programa de Aceleração do Crescimento – PAC. A programa mal planejado, sem um mínimo de estudos sérios, saiu como um aleijão que não anda, aí, como se não bastasse, o ministério do Meio Ambiente resolveu aparecer no que concerne na construção de duas hidroelétricas no rio Madeira (foto). Essa dificuldade, da qual não vou julgar o mérito, pois se trata algo muito complexo e me falta capacidade para julgar, serviu para os “Paquiatas” (a turma responsável pelo PAC) justificarem sua inermidade. Para sair desse nó, o governo resolveu agir no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, Ibama (órgão do ministério do Meio Ambiente), mas parece que coisa não está indo muito bem. Os 6.400 servidores do instituto entram hoje em greve por tempo indeterminado, nos 26 estados e no Distrito Federal, numa tentativa de forçar o governo a revogar a Medida Provisória 366, que dividiu o órgão em dois. O movimento deve atingir todos os departamentos do Ibama, inclusive o setor responsável pelo licenciamento ambiental, o que deverá trazer mais dor de cabeça para o governo, empenhado em fazer deslanchar o Programa de Aceleração do Crescimento.
A polêmica não apresenta, a curto prazo, uma solução e tudo no PAC está parado. (G.S.)
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