2 de mai. de 2007

A Pátria de Chuteiras

Chamava-se resenha Facit, era um programa televisivo (Tv – RIO) apresentado todos os domingos à noite. Jamais se viu uma mesa-redonda com a qualidade dos cronistas que se apresentavam: Sandro Moreira, João Saldanha, Nelson Rodrigues, Armando Nogueira, José Inácio Werneck.
Havia um briga interminável entre Nelson Rodrigues que dizia ser a seleção de futebol a pátria de chuteiras e João Saldanha que era até contra tocar os hinos dos paises antes dos jogos internacionais.
A Itália é o país das passeatas e das manifestações em praça pública. Sempre a mesma coisa, ninguém sabe direito que é reivindicado, muitas bandeiras, dos sindicatos, da antiga União Soviética, de Cuba, da Correa do Norte, da Palestina e não se sabe mais o que, mas nunca vi, nas inúmeras que aconteceram, alguma que trouxesse a nacional tricolor italiana, que como todas as bandeiras nacionais do mundo são representativas de uma nação, de um país soberano.
Mas nesse ano que passou a Itália venceu a Copa do Mundo de futebol. Todos comemoraram à exaustão nas ruas das mais de 8 mil cidades do país. Milhões de bandeiras, todas, mas todas mesmo, eram a tricolor italiana. Dando plena razão a Nelson Rodrigues.
No Brasil, em todas as manifestações sempre prevaleceram a verde ouro, nas Copas nem falar. Mas ontem vi que o fenômeno italiano se repetiu também no Brasil. Em São Paulo, no Campo Bagatelle, mais de 750 mil pessoas comemoravam o 1° de maio com bandeiras da CUT, do PT, da MST e outras menos votadas, como se pode ver na foto não havia uma sequer do Brasil.
Quer dizer, que o patriotismo vale somente no futebol?
Acorda Brasil! (G.S.)

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