24 de mar. de 2008

Para Flávio

O leitor Flávio deixou um comentário no post abaixo "Um bando partidário", como minha resposta ficou um pouco longa, resolvi postar aqui. (leia o que o Flávio escreveu no post abaixo)
Olá Flávio, concordo com você. Acho que Alckmin é, talvez, a maior liderança do estado de SP. Herdou o que era de Covas, mas quis dar o passo maior que as pernas, achou que seria eleito presidente ...
Após o Serra ter saído da prefeitura, alguns correligionários começaram a questionar a candidatura dele ao governo, quer dizer, uma rasteira violenta. O Alckmin se calou naquele momento, e José Aníbal (também inimigo de Serra no partido – Serra é bom em arranjá-los) se lançou candidato também. Alckmin só se manifestou após as pesquisas estaduais (antes mesmo da eleição) mostrarem que Serra estava quase eleito e ele próprio patinava e não conseguia alcançar Lula. O partido e o grupo de Alckmin se submeteram à realidade daquele momento.
A estratégia dele era engessar Serra na prefeitura, foi dele a iniciativa de pressionar Serra a ser candidato na capital, mas acabou que ele possibilitou ao Serra “dominar” a capital e o estado.
A questão aqui no meu artigo é sobre o Aécio, que acho que está “circulando” muito livre, e ameaçando veladamente o partido com sua saída. Isso pra mim é chantagem, e por mais que ele tenha votos e poder em Minas, ou o partido toma uma posição ou aceite de vez que é uma feirinha livre, que cada um passa e sai a hora que bem desejar.

Um comentário:

Abreu disse...

Partidários ou não, políticos agem sempre de modo oportunista e circunstancial.

Não "conheço" um, sequer, que tenha recusado apoio daquele que nós, na patuleia entendamos ser inimigo figadal.

Muita coisa acontece nos bastidores. Entre eles e respectivas famílias, muitas vezes até existem trocas (às vezes até mesmo de 'líquidos').

Nos desgastar por eles? Bobagem.

Todos eles e sem exceção, estão fazendo o "jogo político", que tão bem dominam.

Nós, "aqui de fora" é que temos estômagos sensíveis (ou normais) e não aceitamos essas coisas desses indivíduos parecerem se matar uns aos outros e, não menos do que "de repente", se tornarem os mais antigos amigos de infância.

Fico incomodado quando leio sobre os barracos na casa do vizinho, contados pelo vizinho que tem interesse que os barracos dos outros sejam evidenciados -- quando menos para desgastá-los.

Aquilo que nos pareça lógico sempre o será -- a depender da perspectiva e da habilidade de quem nos conte "o causo".

Em resumo: sob qualquer perspectiva, o galto das Alterosas parece comer em demasia aqueles paezinhos de queijo alucinógenos, e não merece muito respeito não.

Quanto ao mais, convém pesquisar tudo o que for possível.