10 de abr. de 2008

A manchete que ninguém deu: “Se o PT insistir com o 3º mandato, rompo com o partido”

Por Chico Bruno

Nesta terça-feira, 8, ao receber a bancada do PDT no Senado e o ministro Carlos Lupi (Trabalho), o presidente Lula deu o mote para a manchete dos jornais no dia seguinte.
Lula tocou em dois assuntos importantes. Falou do 3º mandato e das eleições municipais.
Em relação às eleições municipais, prometeu a senadora Patrícia Saboya (PDT-CE) que não subirá em nenhum palanque em Fortaleza e reforçou a promessa, afirmando que não fará campanha onde a base aliada tiver mais de uma candidatura a prefeito.
O jornal O POVO, do Ceará, mancheteou a declaração: “Lula diz que não fará campanha para Luizianne”.
A declaração de Lula sobre o 3º mandato, o fato político desta terça-feira, 8, não mereceu manchete em nenhum dos mais importantes jornais do país.
A ameaça do presidente Lula de romper com o PT caso a legenda insista em levar a cabo a tese do terceiro mandato foi o fato do dia.
Além de ser uma declaração forte, é nesta quarta-feira, 9, que o deputado Devanir Ribeiro (PT-SP) começa a colher assinaturas para uma proposta de emenda à Constituição que acaba com a reeleição e amplia o mandato presidencial para cinco anos – manobra que, em tese, zera o jogo eleitoral e permite uma nova candidatura de Lula em 2011.
Em seu “O Filtro”, desta quarta-feira, 9, Thomas Traumann lembra:
“Devanir não é um deputado qualquer. Foi da diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC quando Lula era presidente, participou da histórica “turma do Mé” (o grupo pré-PT montado por Frei Betto para discutir política) e é um dos poucos políticos que dona Marisa Letícia deixa sentar no sofá da sala sem fazer cara feia. Lógico, seria mais fácil para o presidente ligar e dar uma bronca homérica em Devanir (o que, conhecendo o estilo de Lula, aposto que já fez um milhão de vezes), mas esse tempo já passou”.
Em artigo anterior, tratamos do “queremismo”, movimento que tem defensores destacados, dentre os quais, o vice-presidente da República, José Alencar.
Por isso, o assunto mereceria manchete, mas, infelizmente a mídia não larga do pé de assuntos levantados por uma oposição burra e teimosa, que não consegue sacar que está falando para as paredes, pois o povo está preocupado com a dengue.
Bastar ver, que os estoques de repelentes contra mosquitos acabaram em todo o país.

5 comentários:

Abreu disse...

Adriana,

De tão grande, essa mentirona, até os próprios petralhas têm vergonha de repetir. Vai ver, foi por isso!

Anônimo disse...

Eu não gosto de segundo mandato, cargo vitalício,pensão para ex-presidente, erário sustentar família de autoridade, aposentadoria diferenciada, isenção de impostos, benesses de qualquer espécie pelo estado,foro privilegiado, censura.
Acho que tem que haver uma limitação para que o estado e seus agentes não dividam uma nação entre duas categorias.
Uma de cidadão que paga imposto e outra de privilegiados do estado.
Essa casta de privilegiados visa somente o próprio interesse.
Um estado todo poderoso assassina a democracia e direito da pessoas.

Anônimo disse...

Meus caros, ele disse que rompe com o PT, mas não com o PMDB, PDT, PPS, PTB nem com a PQP.

Abreu disse...

Marreta,

Se elejo alguém competente, quero ter o direito de reelegê-lo por no máximo outro mandato para que complemente o bom trabalho.

Não vejo mal algum nessa regra que, aliás, parece existir nas "melhores democraicias".

Também concordo com o foro privilegiado, pois evita que o político que tenha perdido (ou não) seu mandato se submeta a toda sorte de perseguições por inimigos que somente queiram prejudicá-lo ao ajuizar quaisquer tipos de ações perante quaisquer juízes nos milhares de juízos pelo país à fora.

Um razoável exemplo do perigo contra a defesa e dos excessos possíveis pode ser lembrado, por exemplo, pela quantidade de ações totalmente sem pés-nem-cabeça que à época das privatizações estouravam nos quatro cantos do país, quando qualquer juíz, por mais incompetentes que fosse (lato sensu), concedia liminares e decisões orientadas (quando não compradas) apenas para inviabilizar negócios que contrariavam certos interesses.

Recentemente o mesmo "fenômeno" se repetiu com "fiéis" da IURD que ajuizaram ações contra a FSP e uma de suas jornalistas em diversas comarcas diferentes pelo Brasil a fora, exclusivamente para dificultar as defesas, gerar despesas e constranger suas vítimas.

Ao contrário do senso comum, o foro privilegiado é até mais perigoso contra seus "beneficiários", já que o julgamento ocorre em última instância, e contra eventual condenação não há recurso (que o diga o ex-deputado Cunha Lima, lá da Paraíba, que recentemente renunciou ao mandato apenas para poder declinar do foro privilegiado, tamanho era o risco de sua condenação "sem volta".).

Quanto aos demais pontos, ou seja, (i) cargo vitalício, (ii) pensão para ex-presidente, (iii) erário para sustentar família de autoridades, (iv) aposentadorias diferenciadas, (v) isenção de impostos, e (vi) benesses sem propósito, estou de acordo, pois que valham para essas autoridades os mesmos critérios que vigorem para os demais cidadãos, sem nenhuma vantagem extraordinária.

Por isso, o que se pode fazer é ter maior rigor contra os julgadores, mas nunca tirar o sofá da sala para evitar o adultério.

Anônimo disse...

O mundo é feito de concordâncias e divergências.
É uma questão filosófica,só concordo com a do sofá.