Divide-se o governo. No exercício da presidência da República até domingo, por conta da viagem do presidente Lula à Holanda, o vice José Alencar sustenta que Dilma Rousseff deve comparecer à CPI dos Cartões Corporativos.
Muitos parlamentares do PT também pensam assim. Mesmo do outro lado do Atlântico, o presidente Lula continua irredutível: a chefe da Casa Civil não deve depor.Em paralelo, continuando José Alencar (foto) no comando da dissidência, vem a questão do terceiro mandato. O vice-presidente mostra-se favorável, como afirmou em entrevista. No PT, da mesma forma a imensa maioria, mesmo enrustida. No reverso da medalha, o presidente Lula anuncia a disposição de romper com seu partido, caso os companheiros venham a apoiar emenda constitucional autorizando sua candidatura nas eleições de 2010.
Qual a leitura a fazer nesses dois episódios? Simplesmente de que estamos assistindo a um jogo de cartas marcadas.
Porque nem o Lula se incomodará caso Dilma se veja compelida a enfrentar a CPI, nem, muito menos, o presidente pedirá desligamento do PT se a emenda do terceiro mandato contar com o número regimental de assinaturas, com prevalência dos petistas.
Lula está sendo sincero, num caso e no outro. Não gostaria da exposição explícita da chefe da Casa Civil, capaz não apenas de sair arranhada, mas de arranhar o governo na inexplicável explicação sobre a autoria intelectual do dossiê sobre os gastos da família Cardoso. Como já superou situações bem mais graves, como, por exemplo, a do mensalão, o presidente lavará as mãos, confiando em que desta vez, como das anteriores, os petardos lançados contra ele possam bater e voltar. Traduzindo: Dilma que se defenda. Se não puder, entrará para a galeria onde já se encontram os bustos de José Dirceu e Antônio Palocci.
Na questão do terceiro mandato, a mesma coisa. Quando ficar claro, e já ficou, carecer o PT de um candidato em condições de vencer as eleições presidenciais, admitirá o chefe do governo encerrar sua carreira pública, rompendo com eles e deixando mais de 40 mil companheiros desamparados, entre ministros, secretários, líderes, altos e baixos funcionários DAS ou estáveis, dirigentes de empresas estatais, representantes de entidades públicas nos estados e, em especial, vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais, senadores e governadores? Nem a bruxa da Branca de Neve admitiria praticar maldade igual.
Sendo assim, importa aguardar. A viabilização do terceiro mandato só acontecerá ano que vem, em especial se vier a ser sofrível a performance do PT nas eleições municipais de outubro. Porque a premissa fundamental entre seus detentores é de que, para não perder o poder, vale tudo. Até um golpe de estado, tanto faz se branco, vermelho ou alaranjado.
Lula está sendo sincero, num caso e no outro. Não gostaria da exposição explícita da chefe da Casa Civil, capaz não apenas de sair arranhada, mas de arranhar o governo na inexplicável explicação sobre a autoria intelectual do dossiê sobre os gastos da família Cardoso. Como já superou situações bem mais graves, como, por exemplo, a do mensalão, o presidente lavará as mãos, confiando em que desta vez, como das anteriores, os petardos lançados contra ele possam bater e voltar. Traduzindo: Dilma que se defenda. Se não puder, entrará para a galeria onde já se encontram os bustos de José Dirceu e Antônio Palocci.
Na questão do terceiro mandato, a mesma coisa. Quando ficar claro, e já ficou, carecer o PT de um candidato em condições de vencer as eleições presidenciais, admitirá o chefe do governo encerrar sua carreira pública, rompendo com eles e deixando mais de 40 mil companheiros desamparados, entre ministros, secretários, líderes, altos e baixos funcionários DAS ou estáveis, dirigentes de empresas estatais, representantes de entidades públicas nos estados e, em especial, vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais, senadores e governadores? Nem a bruxa da Branca de Neve admitiria praticar maldade igual.
Sendo assim, importa aguardar. A viabilização do terceiro mandato só acontecerá ano que vem, em especial se vier a ser sofrível a performance do PT nas eleições municipais de outubro. Porque a premissa fundamental entre seus detentores é de que, para não perder o poder, vale tudo. Até um golpe de estado, tanto faz se branco, vermelho ou alaranjado.
2 comentários:
Alô, Giulio.
O presimente, que já incorporou judicialmente o nome cefalópode ao seu, poderia pedir mais um, que representaria perfeitamente seu estágio atual, obviamente com o título de nobreza e acrescentando uma bacia ao símbolo heráldico:
D. Luiz I Lula Pilatus da Silva
Alô, Róq. Eis uma sugestão de charge...
E o vice deveria estar rezando para encomendar sua alma a Deus.
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