O governador da Bahia Jaques Wagner adotou uma estratégia para combater a violência que parece estar virando moda: a “delegalização” das secretarias de segurança pública dos estados. Seu primeiro secretário era o delegado da polícia federal Paulo Bezerra (foto à esquerda), que caiu por incompetência. Foi substituído em fevereiro deste ano por outro
delegado da PF, César Nunes (foto à direita). Parece que a estratégia do petista não adiantou. Dados divulgados hoje demonstram que os registros de homicídios, só em Salvador nos primeiros três meses deste ano, tiveram um aumento de 59,7%.Em Mato Grosso o governador aderiu à moda e nomeou o delegado da PF, Diógenes Curado. Outros estados também fizeram o mesmo. Não tenho um levantamento, mas me parece que no RS e no RJ, os secretários são ex-delegados também.
Aparte: Interessante é que Paulo Bezerra e César Nunes eram investigados na Operação Octopus, que tentava apurar a atuação de policiais federais junto ao grupo de empresários corruptos. Eles foram acusados de suposta prática de crimes de corrupção passiva, violação de sigilo funcional e prevaricação. Essa Operação vazou, mas deu origem à Operação Navalha. Diógenes Curado foi o responsável pelas investigações da gangue do dossiê e não conseguiu desvendar nada.Só queria entender pra que serve essa “delegalização” das secretarias estaduais de segurança pública.
Um comentário:
Essa gentalha segue o exemplo dado pelo ídolo-dos-pés-de-barro deLLes, o Mula, que levou para seu Sinistro da Justiça (no primeiro roubato) um advogado criminalista de extensa colaboração aos mais célebres criminosos do país.
Na verdade, em vez de um ministro, o apedeuta teve um célebre advogado criminalista acobertando -- com enorme eficiência -- todos os seus maus feitos.
Ora! Como a experiência resultou lucrativa (literalmente), os subalternos do messias da fraude seguiram o exemplo vindo de cima deLLes.
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