20 de abr. de 2008

O pai da baderna

Por Leandro Mazzini

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra pode ter grande propósito humanitário, mas exacerba cada vez mais, a cada cerca derrubada, plantações destruídas e, a cada trilho bloqueado, portas arrombadas.
O espírito de revolta contra as mazelas sociais que tenta passar ao público faz de suas atividades evidentes intimidações. Não é por aí que se conquistam campos e se plantam sonhos.
Em 25 de dezembro de 2001, o repórter da coluna passou o Natal com os sem-terra no maior acampamento do país – comunidades distribuídas em três núcleos de uma usina desativada de cana-de-açúcar. Era notório o interesse deles por terras. O movimento crescia, aparecia, mas a cada palavra proferida pelos acampados notava-se uma indecisão sobre a reforma agrária. Fato constatado e apurado: metade do grupo ali nunca havia arado uma terra, muitos não sabiam distinguir sementes de milho e soja. Eram pessoas de favelas próximas, que souberam da invasão, deixaram suas casas e foram atrás de terras – para vendê-las quando assentados e voltar aos seus bairros de origem.
O MST tem um sonho. O MST recebe verbas públicas. O MST passou do protesto a ameaça. O grande desafio do MST hoje é separar o joio do trigo em suas plantações: saber quem deseja reforma agrária, e saber quem está ali para fazer baderna. (Foto: José Rainha Junior)

Um comentário:

Anônimo disse...

Brasil afora espalham-se os filhotes do MST. Longe do Brasil maravilha e silenciosamente (embora às custas do governo federal - via ONGs), armam-se para ampliar a bandalheira.

Rainha agora é MST do B.

Ammqard