9 de abr. de 2008

Ponto e vírgula II

Por Giulio Sanmartini

O meu artigo sobre o ponto o vírgula gerou algumas cartas onde os leitores alegavam usar esse acento gráfico. Como lembrei ter outras cartas desses mesmos, fui a arquivo do blog procurar o ponto e vírgula, o resultado é melhor deixar para lá e publicar um recado recebido aqui na Itália sobre o assunto, que tenho certeza deixará esses meus leitores satisfeitos: “Não assassine a elegância do Ponto e Vírgula”: Assassinar o ponto e vírgula é muito mais grave que o assassinato de pais, mães, filhos, filhas, maridos, mulheres, avós, cunhados, como podemos sempre ver em nossos telejornais (exagerado).
A língua deve sua própria elegância à riqueza dos seus instrumentos expressivos. Um verdadeiro idioma possui um fortíssimo vocabulário: muitos sinônimos: muitos modos de dizer: não usa jamais formas inexpressivas ou mecânicas: alterna um período longo dez linha e aquele de três palavras: corre velozmente ou refreia como se pegasse no sono: conhece frases subordinadas, usa o tempo indicativo, o condicional (futuro do pretérito) e o subjuntivo: se é o caso, inventa metáforas; (olha ele aí) possui todos os sinais de interrupção - ponto, dois pontos, ponto e vírgula, vírgula, hífen, parêntesis.
Nenhum é inútil, porque esses assinalam pausas mais ou menos profundas, e dão ritmo diverso à prosa. Se perdermos a riqueza da língua, nos tornamos incapazes de pensar, ou de elaborar nossos pensamentos..

COMENTÁRIO: O autor do recado usou o ponto e vírgula, mas a forma como o colocou poderia usá-lo mais vezes no texto da carta, o que não fez e mais ainda, não explicou como e porque se usa o ponto e vírgula.
PS: Usei na tradução a mesma pontuação usada no texto original.

3 comentários:

Anônimo disse...

Importância dos blogs:
1. são focos de resistência à imbecilidade e corrupção reinantes;
2. estão tendo alcance nacional;
3. brevemente o senhor Luiz Inácio não vai conseguir mais se locupletar com nossa grana;
4. enterrarão os seus sonhos de silenciar a imprensa e do terceiro mandato. (ponto final)

Abreu disse...

É complicado fazer-se críticas não apenas pelo mau uso do vernáculo, mas também pela inobservância das regras ortográficas e gramaticais -- mormente se como aquele macaquinho da 'história', estivermos sentadinhos sobre nossa própria caudinha enroladinha... bem discretinha e bonitinha.

Dias atrás, fiz questão de criticar um suposto leitor (suposto porque não creio que ele nos dê muita atenção, sendo muito mais provável que tivesse sido alertado por alguém que seus crimes tivessem sido comentados aqui) pelo texto com o qual nos 'brindara'.

Por que critiquei? Porque além do sujeito não escrever com muita coerência, literalmente assassinava nosso idioma numa pretensa nota oficial.

Ora! Se o sujeito se apresentava como Diretor de uma Empresa prestadora de serviços (DE ALTA TECNOLOGIA) para o Governo Federal (mediante concorrência pública), era impositivo que respeitasse todas as regras da norma culta em tal documento -- sim, do-cu-men-to.

Se o sujeito não tivesse competência para escrever naquelas condições, que pedisse ajuda (pagando, se fosse o caso) a quem fosse.

Como nos blogs escrevemos com informalidade, muita coisa "passa" e nem precisamos recorrer aos aqruivos para encontrarmos nossos tesouros. Basta olhar o que cada um de nós mesmos terminou de escrever para aceitarmos que tavez seja o caso de prestamos "mais" atenção em nós mesmos para não cobrarmos dos outros aquilo que não fazemos...

Rô, cê tá celrta agór idôtra vêis tuméim.

"PURÔTRU LÁDU, EU TÔ DI ÔIO É NIÊU MÊSMU"!

Anônimo disse...

Abreu, nos blogs a gente pode usar a "língua informal culta". É um novo modelo de língua que estou inventando agora, mas cabe no que Bechara prega de que devemos ser poliglotas na nosa própria língua.