Existem determinadas pessoas que tem uma capacidade inata, se num grupo de 2 mil pessoas existir uma que seja “porcaria”, sem o saber, escolhem instintivamente esta para “companheira”. Assim lamentavelmente vem mostrando ser o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, só para citar um exemplo, num grupo de mais de 500 deputados, escolheu como interlocutor e novo “companheiro” Jader Barbalho, que num país mais ou menos sério estaria na cadeia como mega peculatário.Esse seu macabro extinto voltou a se fazer presente ontem, como conta Josias de Souza. Deixou-se fotografar ao lado do presidente do Partido Democrático Trabalhista Carlos Lupi, que deverá ser nomeado ministro da Previdência, que no mínimo quer dizer que Lula não cogita em fazer a tão necessária reforma previdenciária.
Carlos Lupi, tem um triste passado de amoralidade. Em 1997 foi suplente do senador eleito Saturnino Braga (PSB-RJ), mas fez um contrato assinado e registrado com este, que renunciaria na metade do mandato em seu favor. Cumprido o prazo quando Lupi, foi apanhar o seu butim, ouviu de Saturnino que o dito ficaria pelo não dito. A sem-vergonhice tornou-se pública e Lupi foi chamado a depor no Conselho de Ética e Décor Parlamentar (foto menor à direita) onde sua justificativa mostra a total falta de caráter e entendimento do que é moral e imoral:“- A palavra e a honra devem valer muito. Se houve queda da ética ela não foi minha, por ter aceito esse acordo, pois nunca procurei o senador Saturnino para pedir nada. Eu não prometi o que não tinha. Não vendi, não negociei e não participei de nenhuma negociação para poder levar meu nome como suplente. A retidão é uma regra em minha vida - declarou o depoente, que acusa o senador de não haver cumprido com o que foi acertado em composição política porque ele (Saturnino) passou para o PT.”
Fica difícil saber o que ainda estará para acontecer no governo Lula. (G.S.)
Por Josias de Souza
Às voltas com as últimas definições da mexida ministerial que anunciará na próxima semana, Lula informou a auxiliares que deve nomear o presidente do PDT, Carlos Lupi, para o ministério da Previdência. Confirmando a decisão, Lula como que sacramenta a opção do governo de não realizar a reforma previdenciária.
Ao negociar o ingresso na coalizão governista, o PDT impôs duas condições: que o governo não mexa nem nos direitos previdenciários nem nas conquistas trabalhistas dos assalariados. Ao alojar Lupi na Previdência, Lula reforça a impressão de que limitará as mudanças na área previdenciária aos ajustes de gestão. Nada de alterações constitucionais.
Lula preferia trazer de volta para o governo o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), com quem tem mais afinidade. Miro foi ministro das Comunicações entre 2003 e 2005. Hoje, é líder do PDT na Câmara. E fez chegar à direção do partido e ao próprio Lula o desejo de permanecer no Legislativo.
O presidente considerou também a hipótese de nomear o catarinense Manoel Dias, secretário geral do PDT. Embora não o tenha descartado por completo, Lula concluiu, depois de muito conversar, que é Carlos Lupi quem detém o controle do PDT. Daí a preferência. Lula acha que, uma vez escolhido, Lupi conseguirá traduzir a nomeação em votos no Congresso.
Outra deliberação sacramentada pelo presidente é a transferência de Walfrido Mares Guia da pasta do Turismo para a secretaria de Relações Institucionais, cujo ocupante, Tarso Genro, vai para o lugar do demissionário Márcio Thomaz Bastos, na Justiça. Não há, por ora, definição quanto ao nome que irá para o Turismo.
A atual pasta de Mares Guia permanece como uma espécie de prêmio de consolação para Marta Suplicy (PT-SP). Até a noite passada, porém, Lula não havia convidado a ex-prefeita. Tampouco autorizara Tarso Genro a fazê-lo. A definição terá de ser tomada até o final de semana. Lula pretende anunciar o novo ministério na segunda (12) ou na terça-feira (13), nas pegadas da convenção do PMDB que reelegerá Michel Temer para a presidência do partido.
O PMDB, aliás, é outro problema a ser administrado por Lula. Os deputados do partido reivindicam um naco de poder equivalente ao conferido ao PMDB do Senado, que detém dois ministérios –Comunicações e Minas e Energia. Já lograram acomodar Geddel Vieira Lima na Integração Nacional. Mas perderam a Saúde para José Gomes Temporão, apadrinhado do governador Sérgio Cabral (RJ).
Tonificado pelo triunfo de Michel Temer, o PMDB da Câmara cobrará de Lula a nomeação de mais um ministro. O presidente não quer entregar. Mas será pressionado. De resto, para completar a reforma, Lula tende mesmo a criar, conforme antecipado aqui no blog, a secretaria de Portos e Aeroportos. Será entregue ao PSB, como compensação pela perda da Integração Nacional para o PMDB.
Às voltas com as últimas definições da mexida ministerial que anunciará na próxima semana, Lula informou a auxiliares que deve nomear o presidente do PDT, Carlos Lupi, para o ministério da Previdência. Confirmando a decisão, Lula como que sacramenta a opção do governo de não realizar a reforma previdenciária.
Ao negociar o ingresso na coalizão governista, o PDT impôs duas condições: que o governo não mexa nem nos direitos previdenciários nem nas conquistas trabalhistas dos assalariados. Ao alojar Lupi na Previdência, Lula reforça a impressão de que limitará as mudanças na área previdenciária aos ajustes de gestão. Nada de alterações constitucionais.
Lula preferia trazer de volta para o governo o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), com quem tem mais afinidade. Miro foi ministro das Comunicações entre 2003 e 2005. Hoje, é líder do PDT na Câmara. E fez chegar à direção do partido e ao próprio Lula o desejo de permanecer no Legislativo.
O presidente considerou também a hipótese de nomear o catarinense Manoel Dias, secretário geral do PDT. Embora não o tenha descartado por completo, Lula concluiu, depois de muito conversar, que é Carlos Lupi quem detém o controle do PDT. Daí a preferência. Lula acha que, uma vez escolhido, Lupi conseguirá traduzir a nomeação em votos no Congresso.
Outra deliberação sacramentada pelo presidente é a transferência de Walfrido Mares Guia da pasta do Turismo para a secretaria de Relações Institucionais, cujo ocupante, Tarso Genro, vai para o lugar do demissionário Márcio Thomaz Bastos, na Justiça. Não há, por ora, definição quanto ao nome que irá para o Turismo.
A atual pasta de Mares Guia permanece como uma espécie de prêmio de consolação para Marta Suplicy (PT-SP). Até a noite passada, porém, Lula não havia convidado a ex-prefeita. Tampouco autorizara Tarso Genro a fazê-lo. A definição terá de ser tomada até o final de semana. Lula pretende anunciar o novo ministério na segunda (12) ou na terça-feira (13), nas pegadas da convenção do PMDB que reelegerá Michel Temer para a presidência do partido.
O PMDB, aliás, é outro problema a ser administrado por Lula. Os deputados do partido reivindicam um naco de poder equivalente ao conferido ao PMDB do Senado, que detém dois ministérios –Comunicações e Minas e Energia. Já lograram acomodar Geddel Vieira Lima na Integração Nacional. Mas perderam a Saúde para José Gomes Temporão, apadrinhado do governador Sérgio Cabral (RJ).
Tonificado pelo triunfo de Michel Temer, o PMDB da Câmara cobrará de Lula a nomeação de mais um ministro. O presidente não quer entregar. Mas será pressionado. De resto, para completar a reforma, Lula tende mesmo a criar, conforme antecipado aqui no blog, a secretaria de Portos e Aeroportos. Será entregue ao PSB, como compensação pela perda da Integração Nacional para o PMDB.
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