30 de mar. de 2008

Um governo sem seriedade, totalmente despirocado

Por Josias de Souza

A política brasileira vai se transformando num hospício. É algo que ninguém ignora. Há, porém, algo novo na atmosfera. O manicômio passou a ser dirigido pelos loucos.
Tínhamos o chamado Carnaval fora de época. Coisa a que se dedicam os foliões cuja folgança, por infinita, não cabe nos poucos dias que antecedem a Quarta-feira de Cinzas.
Agora, temos também a campanha fora de época, apartada do calendário eleitoral. Aos pouquinhos, vai-se carnavalizando a política. Nesta sexta-feira, a pretexto de lançar, em Alagoas, o programa Territórios da Cidadania, Lula pisou o seu território predileto: o assoalho do palanque.
Lero vai, lero vem, o ato “administrativo” foi descambando para a folia. Súbito, o presidente, com mãe Dilma a tiracolo, caiu no samba: “E estão lá os nossos amigos do PSDB, que, no primeiro momento, eu diria, trabalharam de forma civilizada. Estão lá os nossos amigos do DEM, que tiveram tanta vergonha que mudaram o nome do partido, de PFL para DEM...”
“...Estão lá, destilando ódio, destilando ódio. Ódio. Coisa que mesmo que, quando era dirigente sindical, não conseguia destilar ódio contra os meus adversários. Deus escreve certo por linhas tortas. A pesquisa de ontem deve ter deixado eles incomodados."
No início da semana, São Lula canonizara, em pa©lanque montado no Recife, o ex-deputado Severino “Mensalinho” Cavalcanti. Nesta sexta, levou ao ponto mais alto do andor o "comopanheiro" Renan “Rei do Gado” Calheiros. Aquele que "nos ajudou tanto no Senado."

Dando inveja

Blairo Maggi, vencedor do prêmio motosserra de Ouro, vai morrer de inveja do Eslovaco Milan Roskopf. Ele bateu recorde de malabarismos com 2 motosserras elétricas, na Alemanha.

Lula...

... E SUA ESCOLA DE SAFADEZA

Erenice, Erenice !!!

Tira a mão do meu bolso

Sensação de roubado
Mauro Chaves em O Estado de São Paulo

Os que acham que se está fazendo muita celeuma em torno dos cartões corporativos, que existem problemas muito mais importantes a serem resolvidos no País do que a briga de oposicionistas com governistas na CPI dos Cartões, que se exagera nas acusações de chantagem por meio de sórdidos dossiês de novos aloprados, ou que é simples mesquinharia a insistente cobrança da quebra de sigilo dos gastos presidenciais, com certeza ainda não descobriram a "sensação de roubado" que acomete o povo brasileiro, depois de se ver tão afanado por agentes do Estado. As vítimas de roubo costumam sofrer uma auto-avaliação de incompetência, negligência e impotência, sentindo-se culpadas por não terem sabido proteger o próprio patrimônio. Bem, em se tratando do eleitorado, essa culpa às vezes se justifica plenamente. Mas o importante é perceber que a "sensação de roubado" rebaixa a auto-estima, que tanto se pretende elevar no povo brasileiro.
O eminente tributarista Renato Ferrari já sintetizou (em seu livro Em Busca da Paz Tributária, pág. 58 - foto) o ponto mais sensível da relação Estado-cidadãos, nestes termos: "O Estado, sendo um meio e não um fim, deve servir ao homem e à sociedade e não servir-se deles; e sendo o Estado um ente abstrato, servir-se deles significa dizer o proveito pessoal, pelos agentes públicos, da sua condição de componentes e representantes do Estado, no plano concreto".

Mais um cabide de empregos

Um Caso Perdido
Ipojuca Pontes em O Estado de São Paulo

Tal como esperado, a oposição perdeu a batalha da TV Pública. Numa sessão tumultuada, marcada por gritos e ameaças, o governo fez aprovar no Senado a criação da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), gestora da TV.
A votação estava prevista para 21 de março, mas o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), numa manobra ardilosa, desobstruiu a pauta da Casa, rejeitando outras votações, e antecipou a votação em dez dias. Com isso acelerou a votação da medida provisória (MP) da TV Pública. A oposição, como protesto, retirou-se em bloco do plenário, prometendo dificultar futuras votações de interesse do governo - mas a TV de Lula estava aprovada.
Para quem não acompanhou a porfia, em fevereiro o governo aprovou na Câmara dos Deputados, em primeira votação, a MP da criação da TV Pública, depois de receber duras críticas dos parlamentares da oposição. Numa sessão que atravessou horas, DEM e PSDB tentaram obstruir a votação, pois não concordavam com seu encaminhamento por medida provisória, instrumento que consideram, pelo uso indiscriminado, impróprio, inadequado e arbitrário.
Além de discordar da criação da EBC por MP, a oposição vinha criticando vários pontos do relatório do deputado Walter Pinheiro (foto - PT-BA), entre eles o que diz respeito à imposição de Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública, cujos recursos adviriam do pagamento compulsório das empresas de radiodifusão ao Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel).

O governo está jogando no ventilador; e de pá

Por Ruy Fabiano

"Não há dúvida de que o episódio do dossiê da Casa Civil relativo às contas pessoais do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e de sua mulher, dona Ruth, revelado por Veja – e confirmado pela Folha de S. Paulo - é fato gravíssimo, que se soma e equipara a delitos anteriores na esfera do atual governo, ainda impunes.
Entre outros, cobrança de propina por parte do subchefe da Casa Civil, Waldomiro Diniz; mensalão; quebra ilegal do sigilo de um caseiro pelo ministro da Fazenda e pelo presidente da Caixa Econômica Federal; dossiê dos aloprados do PT contra o PSDB. Etc.
O agravante no caso presente é o grau hierárquico em que o delito se opera: sua origem e destinação. Concebido na Casa Civil da Presidência da República, instância mais íntima do chefe do governo, teve como alvo um ex-presidente.
Embora a Constituição diga que todos são iguais perante a lei, vale na prática a constatação de Millor Fernandes, segundo a qual alguns são mais iguais. Se a quebra do sigilo do caseiro Francenildo Costa, há dois anos, foi um mega-escândalo que levou à lona um superpoderoso ministro da Fazenda e o presidente de um banco estatal, que se pode esperar deste, que tem como responsável o mais importante auxiliar do presidente da República – a ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata à sucessão presidencial, Dilma Roussef, e como vítima um ex-presidente da República?
Espantosamente, até aqui, nada."
O desdobramento do caso revela o descompromisso oficial com o decoro, a inconsciência da gravidade que envolve o caso. Diante da denúncia de Veja – devidamente documentada, goste-se ou não da revista -, a reação inicial foi de negar tudo. Tratava-se de uma farsa. Como a denúncia não era apenas adjetiva – ao contrário, estava recheada de dados objetivos e substantivos -, não era possível ficar apenas na negação. Derivou-se então para os eufemismos.
Não haveria dossiê, mas, segundo o ministro da Justiça, Tarso Genro, “um levantamento”, a pedido do Tribunal de Contas da União. O TCU, no entanto, desfez a versão, esclarecendo que não solicitou coisa alguma. A mentira (que outro nome dar?) exposta no ato mesmo de sua enunciação. Falou-se então, sem qualquer constrangimento com a negativa anterior, em “vazamento”, o que não retiraria a responsabilidade do governo, mas a atenuaria.
Mais uma vez, bastaria acusar “assessores aloprados”, como fez Lula em relação aos autores do falso dossiê contra o PSDB, na eleição presidencial passada, e assunto encerrado. Só que, na seqüência, chegou-se a um nome por trás da lambança, graduado demais para isentar a cúpula do governo de responsabilidade: a secretária-executiva da Casa Civil – uma espécie de vice-ministra –, Erenice Alves Guerra, braço direito da ministra Dilma Roussef.
Ela, segundo apurou a Folha, comandou a operação-dossiê, que teve início ainda no período do carnaval, quando pipocavam as denúncias de uso irregular dos cartões corporativos pelos altos escalões governamentais, incluindo o presidente da República.
Entre aquele momento e a denúncia do dossiê, os ministros Paulo Bernardo, do Planejamento, e Tarso Genro, da Justiça, insinuavam que havia algo de podre nas contas do governo anterior. No Congresso, o PT emulava esses argumentos, insistindo que a CPI abrangesse a administração FHC.
Paralelamente, a secretária-executiva da Casa Civil empreendia operação de Estado-Maior para montar o documento e - o que é mais grave – vazá-lo, com o objetivo explícito de intimidar a oposição e esvaziar a CPI. Pode-se até argumentar que as despesas pessoais do presidente não deveriam estar no topo da agenda política de um país com tantos problemas estruturais.
A questão, porém, é que está. E não pelo tema em si, mas pelo que nele está embutido. A verdade administrativa não pode ser instrumento de chantagem política. Se um ex-presidente delinqüiu, deve ser responsabilizado, e quem está no lugar de providenciá-lo é o presidente atual. Não pode condicionar ou negociar a denúncia, sob pena de improbidade equivalente. Mais grave ainda se o faz para ocultar ou pelo menos deixar de investigar as mazelas de sua própria administração. É o que está em pauta.
A reação de FHC de mandar abrir as próprias contas é um marco na história da administração pública brasileira. Como ele mesmo disse, nada justifica o sigilo continuado em torno dos gastos de um chefe de Estado. O argumento da segurança estratégica é circunstancial. Superada a circunstância, deve ser revelado.
O assunto parece menor, mas não é. Embute considerações de ordem ética vitais ao saneamento da prática republicana brasileira.

Dilma nega dossiê contra FHC...

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) negou nesta sexta-feira a elaboração de um dossiê com todos os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de sua mulher, Ruth Cardoso, e ministros da gestão tucana, conforme revelou hoje reportagem da Folha.
Em entrevista em Recife (PE), segundo a rádio CBN, Dilma afirmou que o governo montou um "banco de dados" com informações sobre despesas com cartões corporativos para atender possíveis pedidos legais.
A ministra ainda afirmou que a coleta de informações não teve a característica de investigar o ex-presidente FHC.
O vice-presidente José Alencar e o ministro Tarso Genro (Justiça) também negaram hoje a existência de um suposto dossiê. "Não há dossiê. Há uma sindicância. Isso é normal. É uma sindicância administrativa", disse Tarso Genro.
Alencar afirmou que as informações contidas no suposto dossiê foram solicitadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União). "Essas informações são rotina no governo. Nunca houve nenhum dossiê para nenhum objetivo diferente do que preparar informações não só daquele período como de outros períodos. Isso é rotina, isso é normal." (leia mais na Folha de São Paulo)

Casa Civil em nota Oficial, nega dossiê anti-FHC

1. Com relação à matéria de capa da Folha, de 28/03, a Casa Civil reafirma que, em momento algum, organizou qualquer dossiê com denúncias sobre o uso de cartões corporativos e contas tipo B no governo anterior. O que o jornal insiste em chamar de dossiê são fragmentos de uma base de dados em fase de digitação para alimentação do Suprim -- que visa unicamente organizar os dados relativos aos gastos com suprimento de fundos desde 1998 até hoje, fato já explicado em nota de 22/03. Trata-se de uma ferramenta de gestão e não de um dossiê.
2. O vazamento desses fragmentos da base de dados para a imprensa é lamentável. Algumas das informações estão cobertas por sigilo e sua divulgação contraria a legislação vigente. Por isso mesmo, a Casa Civil instituiu comissão de sindicância para apurar o episódio, composta por funcionários estáveis da Advocacia Geral da União, da Controladoria Geral da União e da própria Casa Civil.
3. A matéria, de forma maliciosa, dá a entender que a secretária-executiva, Erenice Guerra, teria assumido a responsabilidade de "organizar processo de despesas de FHC, isentando a chefe (no caso, a ministra Dilma Rousseff) de ter tomado a decisão. (leia a íntegra na Folha de São Paulo)

29 de mar. de 2008

Venha para o mundo da Utopia

Por Cassio Curvo

"O pior é que é tudo não passa de marketing puro, de um grande slogan, embora o produto seja ruim. Quem não se sujeitaria a um slogan como “a igualdade entre os homens”, tão bom como aquele “venha para o mundo de Malboro”, a utopia do cigarro, que mata milhares todos os anos, mas faz crer que ao fumar o consumidor será levado ao mundo maravilhoso.
Se algum dia a “igualdade entre os homens” não convencer mais, é provável que tenhamos um novo slogan: “venha para o mundo do socialismo!”"

Venha para o mundo da Utopia

Se parte da nossa esquerda não teve estômago para suportar o que ocorre no governo, boa parte dela se submeteu e se perdeu no apoio ao governo Lula, ludibriada pela simbologia que foi ter um operário como presidente da republica. O poder de persuasão disso calou quem antes era crítico feroz dos erros cometidos pelos administradores públicos. Participamos do momento em que essa avant-garde deforma e aceita um novo conceito de verdade e moral, assumindo como natural o tripudio deslavado e absurdo sobre todos e quaisquer argumentos, mesmo quando irrefutáveis, desde que ditos por membros deste governo de um operário. A mentira grosseira tornou-se aceitável e, sem o menor pudor, defendida veementemente como se uma verdade fosse.
Do “comício” de outro dia, com Chaves presente, daqueles dois púlpitos onde Lula e Chaves estavam, foi este quem pareceu "encabulado" com a mentira dita pelo nosso presidente. Lula conseguiu encabular – mesmo que ligeiramente – el pacificador venezuelano.
Como é possível Lula dizer tantas sandices? Idiota ele não é, sabe que está mentindo, mas continua nessa ininterrupta seqüência de mentiras porque existe uma conivência com isso. Os tão críticos de antes ficaram “cegos” por tudo o que ele diz.
Isso não vem de hoje. Desde a queda do muro de Berlim esses “sábios” se perderam no sentido da razão, vencida pelo sentimento ideológico. Como é possível uma conjectura se sobrepor à razão, tão óbvia nas contagens dos milhões de mortos que o socialismo realizou? Qual o motivo de toda essa cegueira?
Lembro-me de um programa numa dessas TVs a cabo, em que o assunto era a queda do muro de Berlim. Em um dos trechos do programa apareceu a entrevista de um alemão, um senhor de seus 80 a 90 anos que dizia ter lutado contra o nazismo e dedicado a vida ao comunismo. Finalizou seu depoimento dizendo que sentia como se tivesse jogado a vida fora. Creio que muitos não mudam de opinião por não admitir jogar no lixo o tempo de suas vidas que passaram defendendo algo que se mostrou equivocado.
Na América latina essa fé ideológica ainda não faz ver as mudanças que ocorreram no mundo. Enquanto uns – os perfeitos idiotas latino americanos – ainda imaginam que ser de direita é feio, os indivíduos que pensam racionalmente já não aceitam tão facilmente esse esquerdismo sem resultados práticos, que apenas acredita em uma "utopia".
O pior é que é tudo não passa de marketing puro, de um grande slogan, embora o produto seja ruim. Quem não se sujeitaria a um slogan como “a igualdade entre os homens”, tão bom como aquele “venha para o mundo de Malboro”, a utopia do cigarro, que mata milhares todos os anos, mas faz crer que ao fumar o consumidor será levado ao mundo maravilhoso.
Se algum dia a “igualdade entre os homens” não convencer mais, é provável que tenhamos um novo slogan: “venha para o mundo do socialismo!”

As águas do PMDB


Para ter o apoio do PMDB nas próximas eleições o prefeito de Cuiabá Wilson Santos (PSDB), ofereceu a agência de saneamento e abastecimento de água – a Sanecap.
A empresa teve um faturamento de R$ 71 milhões em 2007.
Tentadora a proposta, não?

Destilarias e destilarias

Ronald Reagan lives on

Por Ralph J. Hofmann

Segundo o Partido Democrata Ronald Reagan já estaria sofrendo de Alzheimer muito antes de ter declarado ao povo americano que estava destinado a morrer desta doença.
E realmente ha evidências neste sentido. Na época assisti um longo programa de TV que apresentava trechos de discursos do Presidente Reagan em que este citava exemplos de heroísmo individual ou coletivo como modelos a serem seguidos por patriotas.
O programa intercalava clipes com resumos de filmes, alguns em preto e branco, que contavam precisamente as histórias usadas como ilustração por Reagan. A maioria dos evento era fictícia. Reagan, ator coadjuvante em sua segunda carreira (a primeira foi de salva-vidas) baseava seus conhecimentos em sagas hollywoodianos estava confuso, não distinguia bem as coisas.
Como na realidade poucos discursos são efetivamente escritos por um presidente americano pode ser que os erros fossem mais culpa de algum escrevinhador profissional, mas certamente Reagan dava o formato final.
O coitado do Reagan já passara ha muito dos setenta anos. Era um homem médio com conhecimentos médios, mas muito esforçado.
Mas temos agora sinais de que o espírito de Reagan ainda vive. Vive em simbiose no corpo de um brasileiro. E veio implantar-se com Alzheimer e tudo.
Refiro-me ao nosso caro (dispendioso) Presidente Lula. Sua alegada conversa ao telefone em que chama o Presidente Bush à falas parece ter sido uma ação de Reagan. Reagan sempre foi um presidente zeloso da economia americana. Certamente terá aproveitado sua coabitação do corpo de Lula para dar um pito em Bush. Pito? Pelo que Lula diz deve ter sido um pito com puxão de orelhas e ameaça de aparecer em Washington com uma vara de marmelo.
Ou vocês acham Lula capaz de uma mentira deste calibre?

O congresso foi para o fundo do poço

O senador Pedro Simon (foto - PMDB-RS) declarou ontem, em sessão do Senado, que o Congresso Nacional perdeu credibilidade com o excesso de medidas provisórias (MPs), "que impedem o Legislativo de legislar", com as comissões parlamentares de inquérito (CPIs) "que não investigam" e com a sucessão de escândalos de corrupção.
"Estamos no rodapé das pesquisas de opinião", afirmou o senador, destacando que isso demonstra "a desilusão política do povo", segundo informação da Agência Senado.
Para Simon, as medidas provisórias "usurpam, há muito tempo, o direito de legislar dos parlamentares", permitindo ao governo federal substituir o Congresso na produção de leis. O senador afirmou ainda que essas medidas deveriam ser devolvidas ao Executivo, quando não cumprirem as exigências constitucionais de relevância e urgência, para que não tranquem a pauta do Legislativo. Quanto às CPIs, o senador disse que as comissões acabaram se tornando "um cartório emissor de certidões de idoneidade".

Vem aí a CPI do Pagot

Esta semana o site pnb do ex-senador Antero Paes de Barros, entrevistou o senador Mário Couto (PSDB/PA) que afirmou que a CPI do Dnit vai investigar as ações do diretor Luiz Antonio Pagot. Publico abaixo a entrevista e ainda esta tarde (depois que voltar do almoço e acordar do cochilinho básico) publicarei algumas ‘relevantes’ ações de Pagot frente ao Dnit que a redação do prosa e política teve acesso.

Senador diz que CPI investigará Pagot
Por Luana Braga

O senador Mário Couto, um dos maiores críticos da indicação de Luiz Antônio Pagot à diretoria geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), disse em entrevista concedida ao Preto no Branco que a gestão de Pagot, com apenas seis meses, também será investigada pela CPI do Dnit.
Já aprovada no Senado Federal, a Comissão Parlamentar de Inquérito voltada para investigar as denúncias de corrupção no Dnit está prevista para entrar em cena após o desfecho da CPI dos Cartões Coorporativos.
“Nós não temos pressa para começar a CPI. Quanto mais tempo tivermos até lá, mais fatos deverão ser investigados”, ressaltou Mário Couto, propositor da Comissão Parlamentar de Inquérito.
Conforme nota publicada na última quarta-feira (26) no site Prosa & Política, comandado por Adriana Vandoni,
o Tribunal de Contas da União determinou a anulação de dois contratos formados pelo Dnit para as obras de construção da BR-235.
Foram constatados sobrepreços e modificações do projeto original nos contratos com as seguintes empresas: Construtora Centro Minas Ltda. e Egesa. O contrato com a Centro Minas, no valor de R$ 7.382.238,90 previa a construção de 79,77 quilômetros de rodovia.
Já o contrato com a empresa Egesa, de R$ 5.968.087,39, era destinado à execução de 69 km. Segundo o TCU, foram verificados em ambos os contratos sobrepreços da ordem de 19,25% e 12,18%, respectivamente. Além disso, as obras sequer chegaram a ser iniciadas.
O senador Mário Couto adiantou que nos próximos dias irá solicitar o pronunciamento do Tribunal de Contas da União no Senado Federal sobre a anulação dos dois contratos citados acima.
De acordo o senador, as informações do TCU também servirão de base para a já aprovada CPI do Dnit. “Vamos instaurar a CPI do Dnit para estancar o mar de corrupção que existe dentro do órgão. Esta será a minha luta”, declarou Mário Couto.
Para o parlamentar a divulgação desse fato envolvendo Departamento não o surpreende. “Não pela gravidade do acontecimento, mas sim por se tratar de quem está por de trás, Luiz Antônio Pagot”, declarou o parlamentar.
“Uma pessoa que recebe quase R$ 500 mil do Senado, indevidamente, sem trabalhar, está credenciado para cometer qualquer tipo de delito”, acrescentou Couto, referindo-se a episódio em Pagot ficou nacionalmente conhecido pelo seu “dom” da ubiqüidade.
Entre os anos de 1995 a 2002, Luiz Antônio Pagot trabalhou, ao mesmo tempo, como funcionário do Senado e diretor-superintendente da Hermasa Navegação da Amazônia, empresa privada com sede em Itacoatiara, a 240 quilômetros de Manaus.
Mesmo sendo comprovado como funcionário-fantasma do Senado, o nome de Luiz Antônio Pago foi aprovado para administrar um orçamento superior a 10 bilhões de reais em investimentos em infra-estrutura.
Foram necessários apenas seis meses à frente do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), para que Luiz Antônio Pagot (PR), mais conhecido como “trator” de Blairo Maggi (PR), mostrasse a que veio.

A guerrilha brasileira

No dia 25 de março publiquei aqui um artigo de Jorge Serrão do blog Alerta Total (releia aqui), comentando uma matéria da revista IstoÉ sobre a atuação de um grupo guerrilheiro em Rondônia. A LCP - Liga dos Camponeses Pobres, uma organização radical de extrema esquerda que adotou a luta armada como estratégia contra a burguesia, o imperialismo e o latifúndio. Só no ano passado suas ações produziram a morte de 22 pessoas.
Esta semana a revista voltou a tocar no assunto (leia a matéria aqui) trazendo o primoroso posicionamento do ministro da Reforma Agrária, Guilherme Cassel. Procurado pela revista ele mandou sua assessoria dizer que “não comenta sobre movimentos sociais”.

Movimento social é o @#$%@#&¨$¨#@!!!

Essa turma do PT não faz diferença entre movimento armado para movimento social. São capazes de colocar no mesmo patamar uma LCP e um grupo que ajuda o hospital do câncer.

Do México

Do YouTube, postado a apenas 10 horas, e em homenagem ao nosso leitor Chacon, do México, a entrevista com a estudante mexicana que estava no acampamento das Farc fazendo “uma investigação para a faculdade de filosofia e letras”, hehehe, e não "de que era uma célula das farc no México".
Pra quem não entende espanhol, como eu, escute duas vezes que dá para rir.


Sindicato de ladrões

O empresário da Master Saúde, que denunciou a extorsão que sua empresa estava sofrendo do sindicato dos Motoristas e Cobradores de Campinas (representantes do sindicato queria receber a propina de R$ 600 mil), procurou a polícia na sexta-feira, dia 28, para registrar as ameaças de morte que vem recebendo. Foram telefonemas ameaçadores, segundo o delegado Eduardo Simões Miraldi, “em virtude do que foi apurado até agora, e também da colaboração que ele nos deu para desvendar esse esquema”.

O gambito ACM

Por Ralph J. Hofmann

Já vi esta jogada antes. A jogada do dossiê. Se fosse xadrez seria chamada do “O Gambito ACM”. Gambito é uma jogada inicial de xadrez que carrega a estratégia do jogador para a partida.
Cheguei a este termo por lembrar das “Guerras Maluf X ACM”. Na década de oitenta ACM desfilava com uma gorda pilha de documentos, esmurrava a mesa e dizia que este era o dossiê de informações que tinha sobre Maluf. Nunca mostrou o dossiê porque ou não continha material não comprovado, ou porque Maluf certamente teria material suficiente para revidar. Mas nos currais eleitorais da Bahia funcionava. À época eu estava num Congresso Internacional de Irrigação em Salvador e lembro que no “happy hour, com a TV ligada mostrando as bravatas do ACM os baianos aprovavam o ACM e nós forasteiros dizíamos simplesmente que ACM e Maluf eram farinha do mesmo saco.
Pela estratégia da Dilma tanto mostrar o dossiê do governo FHC não interessa. Uma comparação com os dados do governo Lula fatalmente mostrará a barba do dito cujo fartamente lambuzada com marmelada.
Mas alegar que o dossiê existe e depois não mostrar? Deve ter parecido puro lucro para Dilma e outros. Por inferência o PSDB já estaria condenado. O “gambito ACM” não necessita de fatos Apenas da semelhança a fatos.
FHC e a Doutora Ruth serenamente mandaram que, por favor, se mostrasse os relatórios de sua permanência no governo. Podemos chamar em xadrez de “a manobra FHC”.
Creio que foi um tiro n’água. Se visava atingir os profissionais desiludidos, de classe média, que ajudaram o PT a se eleger não conseguiu. Para pessoas que lêem os fundilhos das calças do PT estão rotos ha muito tempo.
Na verdade, em se tratando de Dilma, a exímia planejadora de assaltos, assassinatos, e, principalmente de massacre de reputações foi uma conta negativa.
Sua blindagem hoje lhe custará caro numa campanha publicitária. E vai quer verdade quer não ligá-la ao dossiê FHC anterior, com recursos misteriosos.
Numa campanha é só mencionar o crime e colocar a dúvida. Ao contrário de um processo não ha necessidade de verificar se os fatos podem ser comprovados em juízo.

Congresso, uma vergonha nacional

A Humilhação do Congresso paralisado
Villas-Bôas Corrêa no Jornal do Brasil

O Congresso enfrentará, na próxima semana, a preliminar da parada decisiva para a restauração da sua credibilidade, com o resgate da desmoralização que corrói o respeito público e ameaça a estabilidade do regime democrático.
Claro que a crise ética que lambuza o Congresso e salpica nos três poderes vem de longe. Passa por muitas etapas nos solavancos de períodos de estimulante recuperação e de quedas no lamaçal de escândalos em série, da farra das mordomias, vantagens e benefícios, além de ter a verba indenizatória de R$ 15 mil mensais para ressarcir as despesas dos senadores e deputados no fim de semana, a mais emblemática das trampas com o dinheiro da Viúva.
Não é necessário cutucar a memória para desenrolar o novelo dos muitos erros na longa travessia da decadência do Legislativo. Na ordem do dia, com perspectiva de solução parcial à vista, o desafio para desatar o nó cego das medidas provisórias, a mordaça controlada pelo governo que tranca a pauta e engessa o Congresso na paralisia humilhante da sua imagem pública.
O presidente Lula foi ao ponto crítico quando lançou o brado, que não chega a ser retumbante, ao dizer que "é impossível governar sem as medidas provisórias". Posta em brios, a oposição reagiu para virar a bravata pelo avesso, pois é bem mais verdadeira a sentença de que é impossível o funcionamento do Congresso com as MPs bloqueando a pauta e impedindo a votação de matérias importantes para o país.