3 de abr. de 2008

O porta-voz do casuísmo

Por Chico Bruno

Para começo de conversa é preciso esclarecer.
A convocação de um plebiscito só precisa no Congresso Nacional de maioria simples, mas precisa para ser realizado estar de acordo com as normas constitucionais, caso contrário, a Constituição precisa ser alterada por meio de um projeto de emenda constitucional, que necessita de dois terços de votos favoráveis dos parlamentares para sua aprovação.
Dito isso vamos ao que interessa.
Toda vez que o governo está no meio de um tiroteio com a oposição, como agora, quando é fustigado pela oposição para que autorize a quebra de sigilo dos gastos da Presidência da República, surge um porta-voz sugerindo um terceiro mandato para o presidente Lula.
Mesmo com as pesquisas de opinião, nas quais Lula acredita piamente, registrando, que apesar da maciça aprovação popular ao governo de Lula, que existe uma rejeição, igual à aprovação de Lula, à tentativa de mudar o jogo jogado para ele dispute um terceiro mandato.
O mensageiro da vez é o vice-presidente da República, empresário têxtil e ex-senador José Alencar, filiado ao minúsculo PRB, braço político da Igreja Universal do Reino de Deus – IURD.
Em entrevista à rádio Bandeirantes, sem ser indagado sobre o assunto, Alencar colocou na pauta a possibilidade de Lula continuar no cargo o mandato após 2010 “pela vontade de povo".
A declaração não teria muita importância, não fosse Alencar o vice-presidente da República.
Volta e meia vem à baila à defesa da proposta do terceiro mandato lançada pelo deputado federal Devanir Ribeiro (PT-SP), íntimo de Lula desde os tempos de sindicalismo.
Subliminarmente, o presidente Lula, em suas 17 viagens desde janeiro, tem deixado escapar a idéia.
Alencar sutilmente disse:
- O Lula tem feito muito. Mas falta muito por fazer. Sou um democrata. Não aceitamos conversar outra coisa que não seja discutir a democracia. O Lula deseja fazer o seu sucessor. Mas eu digo que se perguntar aos brasileiros, o que os brasileiros desejam é que o Lula fique mais tempo no poder. Porque está bem o Lula, vai bem o Lula. Raramente encontramos um cidadão como ele para dirigir o país.
Em seu "lero-lero", Alencar diz que não aceita conversar outra coisa que não dentro dos parâmetros democráticos, mas aceita discutir a mudança do jogo jogado.
A pergunta que não quer calar é porque teria Alencar introduzido o tema na entrevista.
Só existem duas respostas plausíveis:
A declaração tem o objetivo de desviar o foco do debate ou existe mesmo a intenção do terceiro mandato?

Pois é...


JÁ QUE PERGUNTAR NÃO OFENDE...

Mais devagar, senhor Lula

Por Plínio Zabeu

Os assessores do presidente precisam ser mais eficientes. Ao menos se ele se limitasse a ler o que escrevem, teríamos uma melhor sensação de estarmos sendo bem governados.
Ocorrem então os improvisos. E, nestas ocasiões, o verbo corre solto. Sem nenhum cuidado ao emitir opiniões. Já que está escorado em um enorme apoio dos seus eleitores, deveria respeitar os demais. Afinal, todos pagamos os impostos mais caros do mundo e temos pelo menos o direito a alguma consideração.
Num dos seus constantes e intermináveis discursos (em palanques sempre assistido por uma claque convenientemente preparada) saiu-se com algumas bobagens, totalmente impróprias à maior autoridade do país.
Aproveitando a ocasião e a presença daquele que não respeitou o cargo – para os que já se esqueceram, trata-se de Severino Cavalcanti, que alugava uma área da Câmara para um restaurante e embolsava o dinheiro – saiu-se com esta: “Severino foi injustiçado pela Zelite (zelite é o termo usado para infundir o ódio dos mais pobres e humildes contra os demais) que o elegeu e o cassou”. Severino sorriu e fez um gesto de agradecimento. Uma revolta muito grande aconteceu em todos os brasileiros decentes que assistiam ao deprimente espetáculo pela TV. Ao se referir a Renan Calheiros, foi todo amável chamando-o de amigo.
Também teve a coragem de cumprimentar publicamente o Hugo Chávez enaltecendo todas as suas qualidades e afinal classificando-o como “O Pacificador”. Deixou sua tribuna e caminhou ao encontro do tirano dando-lhe um aperto de mão.
E todos os que sabem exatamente qual o papel e as intenções do mencionado ditador, seu relacionamento com os criminosos narcotraficantes das Farc, mais uma vez se sentiram injuriados.
E assim ele vai não medindo palavras nem atos. Em uma página da revista Veja o autor lembra que, entre os romanos, ao vencedor de batalha regressando em uma biga, intensamente ovacionado pelo povo, um escravo repetia constantemente aos seus ouvidos: “Você é apenas um homem!”. Assim os sábios orientavam os vitoriosos. Pra Lula ninguém avisa nada e ele continua se julgando todo poderoso, dono do mundo...
Uma sua promessa escrita em junho de 1998 na campanha eleitoral: “Assumo o compromisso de acabar com o uso indiscriminado das Medidas Provisórias. Limitar-me-ei ao que prescreve a Constituição usando-as apenas em situação de excepcionalidade e emergência”. Como apenas assinou o compromisso, se perguntado, a resposta será a de sempre: “Eu não sabia...

2 de abr. de 2008

O avesso da democracia.

Por Maria da Piedade Eça de Almeida*

Etimologicamente a palavra Democracia significa “o governo do povo”. A Revolução Francesa e outros movimentos sociais deram a esse povo novas atribuições: a de zelar pelo bem estar de todos e o poder de administrar o dinheiro público. No Brasil fala-se demais em Democracia e pratica-se de menos. Uma pesquisa de 2007 patrocinada pela ONU denuncia que na América Latina mais de 50% das pessoas preferem um governo autoritário ao democrático. Talvez seja a conseqüência do desvirtuamento, da decepção e da revolta com os calamitosos resultados dos governos que se dizem democráticos.
Democracia é a forma de governo legítima representante da maioria da população, com governantes escolhidos conforme as normas legais, que responda aos principais desafios da sociedade e resolva os maiores problemas da população. No Brasil a organização do Estado Democrático conseguiu um índice mínimo de bons resultados para a maioria, coexistindo com o esforço extremo em evitar a impopularidade, facultando concessões irresponsáveis para que eleições próximas não fossem comprometidas. O salutar jogo democrático sumiu por entre nuvens escuras de corrupção, tráfico de influências, demagogia e oportunismo. A população desencantou-se com a Democracia, perdeu o respeito e no inconsciente coletivo se acumularam mágoas profundas. Vivemos em perigo do jugo da dominação ideológica. Por que se o poder público é o poder do povo, este não é o poder exercido pelo Estado. O poder democrático de direito tem seus limites na Constituição vigente e não pode ser efetivado à sua revelia, usando subterfúgios enganosos, desrespeitando as leis, ignorando a principal finalidade de defender os interesses da coletividade e o bem comum. A democracia brasileira é o governo “do povo do PT. ” Uma só e única mistura homogênea entre Estado, Governo e Partido, sem espaço para o povo com acesso irrestrito à informação e educação sem viés ideológico que constrói com independência a própria capacidade de fazer a melhor escolha de seus representantes.
O Senador Jarbas Vasconcelos de Pernambuco declarou da tribuna do Senado que tinha atingido o limite do tolerável, que sua consciência não poderia se calar perante o esfacelamento das instituições imposto pelo governo: “o Presidente da República quer fazer o País de tolo, de bobo e a população de idiota. As instituições não são respeitadas e os Poderes são desmoralizados. (...) o Presidente tem formação autoritária, exorbita, quer por que quer fazer a opinião pública entender que o grande trabalhador é ele e que o Congresso é um bando de vagabundos ou como disse no passado um bando de picaretas e a sua equipe um conjunto de brilhantes aloprados”. A coragem desse homem teve repercussão? Não. Foi uma voz no deserto da solidão moral, no reino de Babel. Até quando vamos agüentar tanta desfaçatez? A oposição séria e cidadã precisa se organizar, aglutinar interesses comuns e enfrentar o desrespeito e a indignidade; o povo, as instituições civis e republicanas têm obrigação de protestar, gritar, espernear, e decidir pela luta sem trégua contra o autoritarismo. Com esse governo/partido/estado não somos uma Democracia, o governo não respeita o povo para o qual deve governar, não produz condições de solidariedade entre os cidadãos, nem tranqüilidade e convivência pacífica que nos conduziriam certamente ao progresso. O povo precisa de informação objetiva para que consiga exercer a vontade esclarecida da maioria. O Presidente Lula no alto das pesquisas de popularidade (manipuladas certamente) teve a ousadia de desmoralizar o Judiciário, ignorar o Tribunal de Contas da União, comprar a maioria do Congresso e agora quer calar e dispensar o Senado. Em plena campanha eleitoral desrespeitando os prazos legais a bordo do aerolula pago pelo povo, nos palanques de auditórios vendidos apela para improvisos desastrosos, distribui marmitas, dinheiro, promete favores para uma população com fome, sem acesso ao conhecimento, doente, que não tem instrumentos para distinguir um democrata de um demagogo. Neste estado de calamidade política tudo pode acontecer. Até acordamos um belo dia dominados por um ditador arrogante que se considera muito esclarecido. Não é o governo/partido/estado que produz o progresso e a riqueza. É o povo/cidadão pela sua iniciativa, com o seu trabalho, com a coragem e resistência em impedir que se construam obstáculos ao desenvolvimento do País, que é de todos nós. Se não partirmos unidos para uma imediata e contundente oposição o Brasil continuará um País pouco sério com a capital em Buenos Aires.

* filósofa, pós graduada, professora universitária, secretária executiva do Movimento pelos Deveres/direitos do Cidadão “MDC” .E-mail: mpbalmeida@uol.com.br

Culpado é a mãe

Sapo, perereca e rã...rã, rã...

Por Fabiana Sanmartini

Eu posso ajudar o governo do Rio a controlar a proliferação e a epidemia de dengue! Ficou pasmado? Mas o governo já deu a dica, como em um retorno histórico lamentável comporta-se como Maria Antonieta.
“O povo tem fome porque não tem pão. O que vamos fazer?, - perguntou-lhe um nobre da corte?
“Dêem ao povo brioches!” – respondeu a rainha.
No nosso caso complexo B, repelente e calças compridas! Posso sugerir a criação de batráquios (sapos, rãs, pererecas...). Todos são predadores naturais do mosquito. É uma piada de mau gosto, um desrespeito, um total descaso. Se nós estamos fazendo a nossa parte de evitar o acumulo de água, tampar as caixas, virar as garrafas e por ai vai. Nas minhas criações, por exemplo, de cães e mini coelhos, os bebedouros são automáticos, desta forma nem vasilhas de água temos. Mas continuam morrendo pessoas, os hospitais, inclusive os de campanha, estão lotados. As principais vítimas continuam sendo as crianças e agora o governador retrocede na contratação de pediatras de fora do Rio. Que venham de qualquer lugar, que o estado faça sua parte, entrando em casas abandonadas, verificando piscinas, verificando os vazamentos e conseqüentes empoçamentos de água. Os agentes de saúde precisam ter autoridade pra entrar, não só nas nossas casas, mas também em construções, obras... Já falamos aqui sobre a maternidade da dengue, a antiga Maternidade Leila Diniz, em Curicica, Jacarepaguá. Afinal se temos medo do crime organizado que pode perfeitamente passar por agente de saúde, ou morremos de dengue, ou da violência. Estamos mesmo é morrendo pelo descaso em ambos as situações.

Cuba está tendo que mudar

Por Giulio Sanmartini

Fidel Castro ficou no poder, como ditador por várias décadas, valia-se de seu inquestionável carisma para engambelar o povo, que acabava fazendo inconscientemente o que Castro queria, achando que estava fazendo o melhor O sistema social igualitário castrista foi um grande equívoco, onde todos se igualaram pela pobreza.
Quando do fim da União Soviética, Castro entendeu que poderia conservar o poder tão somente. se abrisse a ilha para o turismo de massa, mas o “líder máximo” se dedicou aos meios para não permitir a estratificação de sua sociedade comunista, onde todos eram pobres, mas iguais.
Castro por motivos de saúde teve que deixar o poder, que hereditariamente, foi transferido ao irmão Raul (foto).
Este ao contrário de Fidel é uma figura quase inexpressiva, todavia é um oficial do exército que sempre atuou na área de informações, por isso lhe é fácil perceber a seqüência dos acontecimentos deduzindo sobre o futuro. Certamente deve ter entendido que se faz necessária uma abertura e assim está agindo. Tal qual um Mikail Gorbaciov, está promovendo uma perestójka antilhana. Seu último feito foi a permissão a qualquer cidadão de hospedar-se em hotéis 5 estrelas. Em Cuba depois da abertura ao turismo criou-se uma classe média híbrida, não é composta de pequenos comerciantes ou professores, mas daqueles que vivem do turismo: taxistas, garçons, porteiros de hotel e prostitutas. Outro segmento que produziu uma melhora de ida geral, é aquela englobando parentes dos emigrantes que na Flórida, atingida de forma ilegal, mandam para as famílias algo como um bilhão de dólares por ano. Portanto deduz-se que está a caminho uma liberdade verdadeira, onde todos possam se locomover como quiserem, e possam, fazer uso da moeda forte local, o CUC.

Vale tudo, só não pode ser honesto

O deputado Ayrton Dias, o Tucalo (PSC), um dos acusados de contratação de funcionários fantasmas e de fraudar o benefício auxílio-educação, se manteve no cargo.
Dos 66 deputados presentes, 30 votaram contra a cassação do mandato, 24 a favor e 12 se abstiveram. Tucalo foi aplaudido pelas pessoas que ocupavam a galeria da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro e recebeu abraços de alguns dos deputados. Em sua defesa, Tucalo disse que foi alvo de "perseguição implacável".
O plenário da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) cassou hoje o mandato de duas deputadas estaduais envolvidas num escândalo de contratação de funcionários fantasmas e fraudes no auxílio-educação oferecido aos servidores da Casa. Foram cassadas Jane Cozzolino (PTC) e Renata do Posto (PTB). Os deputados ainda votam hoje o pedido de cassação de João Peixoto (PSDC) e a suspensão temporária do mandato de Édino Fonseca (PR). Outros dois deputados envolvidos foram absolvidos pelo Conselho de Ética da Casa, que já investiga outros seis parlamentares.

Dengue no Rio de Janeiro, ninguém segura

Devido à falta de médicos, três tendas de hidratação para pacientes com dengue no Rio ainda não foram inauguradas. As unidades da Penha e Del Castilho, na zona norte, e Gávea, na zona sul, estão prontas, mas ainda não funcionam.
"Nesse momento estamos aguardando os médicos para abrir as tendas", disse o governador do Estado, Sérgio Cabral (PMDB). "Estamos com as três tendas fisicamente prontas, do ponto de vista do material que não está faltando, o problema agora, são os médicos", disse.
Para aumentar o número de profissionais, a Secretaria Estadual de Saúde articula o deslocamento de médicos de outras unidades federativas para o Rio. O Conselho Nacional de Secretários de Saúde intermedeia as negociações e se reunirá na próxima quinta-feira (3) para discutir o assunto. (leia mais na Folha de São Paulo)

(*) Foto: hospital militar de campanha no Rio de Janeiro

Esta é...

...A DOLOROSA VERDADE IMPOSTA PELO PT

Os brasileiros não têm presidente

Por Ralph J. Hofmann

Temos uma triste constatação. O Brasil não tem presidente.
Quando um indivíduo é eleito presidente do Brasil precisa tomar consciência de que passa a ser o Presidente (com maiúscula mesmo) de todos os brasileiros. Mesmo os presidentes militares foram presidentes de todos os brasileiros.
Houve presidentes com uma agenda pessoal discutível, aí incluídos Sarney e Collor. Mas nunca antes foi possível vislumbrar claramente que o presidente de hoje preside apenas para si e para os seus.
Sim, ele alimenta os pobres. Mas seus programas perenizam a pobreza que é a vida ao nível da subsistência. Alimentar os desvalidos hoje já é uma instituição que provavelmente terá continuidade pelos tempos afora. Ninguém quer ser cidadão de uma terra fértil em que as pessoas morrem de fome. E os programas assistenciais já estavam encaminhados ha mais tempo.
Então ele é o Presidente dos Pobres? Não é não. Ou apenas o é no sentido de que aumenta a dependência dos pobres e aumenta o número das pessoas que se classificam como pobres.
Mas o Presidente não governa para a grande massa de pessoas que já haviam se elevado além do nível da pobreza. Não preside para os contribuintes que pagam as contas. Estes são pura massa de manobra. Patos a depenar.
Sim, as carteiras de pedidos das indústrias de eletrodomésticos e automóveis estão cheias, mas como se diz; “Menos, menos. Menos é mais”.
Ha uma bomba relógio que pode a qualquer momento atingir até as mais prósperas operações no país. O controle a pragas e endemias é hoje um mero vestígio do que já eram. A transposição do São Francisco é semelhante à Transamazônica e à ferrovia do Sarney. Só que mais cara considerando-se que as gerações ribeirinhas, e todo o nordeste pagarão as contas na geração que está indo aos bancos escolares hoje.
A pecuária já sofreu sanções pela aftosa e agora está sofrendo sanções devido à rastreabilidade. No caso da aftosa foi devido ao contingenciamento de verbas que devem ser desembolsadas todos os anos para policiar o rebanho. No caso da rastreabilidade do gado, uma exigência para a qual os produtores sérios se estavam preparando ha anos, essencial para as exportações, o aparelhamento das instituições capitaneadas por elementos estranhos aos problemas da pecuária deixou-a cair entre as frestas do assoalho.
As autoridades reguladoras uma a uma foram manietadas e aparelhadas. O estado passa a extinguir as vozes dos entendidos. Uma opinião contrária à posição do presidente passa a ser um ato político.
Com isto se silenciam não apenas opositores políticos. Se silenciam as vozes dos entendidos e dos estudiosos. E com isto perdem os brasileiros.
Uma pequena nota sobre a contribuição sindical. Este é um dinheiro arrecado à revelia do trabalhador, que não pode optar por contribuir ou não. Sendo assim é uma arrecadação imposta na marra. Então nada mais justo do que ser avaliada pelo TCU. Tecnicamente isto é inequívoco. Mas o presidente não é o presidente dos brasileiros. No momento em que veta esta auditoria pelo TCU ele é o presidente dos líderes sindicais.
Lula hoje está mais para Napoleão que seqüestrou a Revolução Francesa e se fez imperador, não sabia governar, só guerrear e sacrificou duas gerações de homens franceses. Ou então Enver Hoxha ou Ceaucescu, que, também como Napoleão cuidaram muito bem de suas famílias e amigos às custas de seus conterrâneos.

Corre perigo a democracia

A Estrela desce
Villas-Bôas Corrêa no Jornal do Brasil

A mais de dois anos da sua sucessão e sete meses das eleições municipais para prefeitos e vereadores, o presidente Lula embarca no pretexto do lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento e embala na canoa do PAC para subir no palanque, sem coisa nenhuma inaugurar e solta a língua no improviso para desancar a oposição, entoar a cantilena da auto-louvação ao maior presidente da história republicana e exibe ao seu lado, entre elogios e paparicos, a ministra Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil e virtual candidata a sucedê-lo por sua soberana e indiscutível decisão.
Ora, o que falta para caracterizar a quebra das regras do jogo democrático, os prazos e cautelas impostos pela lei e as mais elementares normas do decoro e do regime democrático?
A nota do escândalo, que jamais falha nas muitas etapas dos seus dois mandatos é apenas um detalhe. Nem a ministra-mãe do PAC e candidata em campanha dá a menor bola para o esperneio da oposição que todo santo dia comparece aos tribunais para protocolar recursos contra atos do governo. Agora foi a vez do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) encaminhar a Procuradoria-Geral da República a documentação que comprovaria o vazamento de dados confidenciais sobre os gastos com os cartões corporativos e com as contas tipo B do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e da ex-primeira dama Ruth Cardoso.

Mudam as moscas, mas o material continua o mesmo

Por Carlos Chagas

Tendo transcorrido ontem o dia dedicado ao Pinóquio e seus amigos, vale esticar um pouco mais o fio da imaginação descompromissada, mas, nem por isso, menos aflitiva. Já meditou o leitor na evidência de que, se a História só se repete como farsa, também parece verdadeiro que nada de novo existe sob o Sol?
Nos idos de 1964 o então presidente João Goulart autorizava correligionário a especular a respeito de sua reeleição, hipótese a que constitucionalmente não tinha direito. Empenhado em realizar profunda obra social e econômica, baseada nas reformas de base, ele passou a sabotar todos os nomes então referidos como candidatos à sucessão de 1965.
Começava por Juscelino Kubitschek, de quem dizia já ter tido sua oportunidade e que estava defasado diante do mundo em transformação, a exigir um desenvolvimento muito mais social do que industrial. Solapava Santiago Dantas, seu correligionário, rotulando-o de conservador e de intelectual demais.
Afastava Leonel Brizola pelo impedimento fundamental de ser seu parente, além de muito radical. Condenava Magalhães Pinto e Carlos Lacerda, adversários, como representantes da reação, a serviço de forças retrógradas e elitistas.
Sobrava quem, então? Ele mesmo, ainda que repetisse todos os dias a determinação de presidir eleições e passar o governo ao sucessor democraticamente escolhido pelo povo.
Para caracterizar a marcha irresistível para a concretização das reformas de base, atropelando o Congresso, bem como para atingir seu objetivo continuísta, Jango passou a nova etapa: dialogar diretamente com o povo, mobilizando as massas em monumentais comícios pelas principais capitais do País, começando pelo Rio, a 13 de março e, conforme o calendário previsto, encerrando em São Paulo a 1 de maio, Dia do Trabalho.
As coisas deixaram de fluir conforme seus planos, acabou deposto depois de haver realizado apenas o comício da Central do Brasil, na antiga capital, mas...
Mas um corte para os dias de hoje conduz-nos ao videoteipe meio esmaecido do passado, ainda que nem por isso de roteiro diferente. O presidente Lula acentua que fará o sucessor, rejeitando de público aquilo que amigos seus tramam em particular, no caso, o terceiro mandato. Não aceita a hipótese de José Serra ou Aécio Neves, adversários.
Deixa de confiar em Ciro Gomes e já contribuiu para queimar José Dirceu e Antônio Palocci, estando Dilma Rousseff a caminho da frigideira. Devem cuidar-se Patrus Ananias e Marta Suplicy, especialmente se vierem a perder as eleições para as prefeituras de Belo Horizonte e de São Paulo, por falta de empenho dos companheiros. Quer dizer, ninguém serve, ninguém dispõe de tamanha popularidade como ele mesmo.
Em paralelo, desenvolve-se com invulgar intensidade o diálogo direto do presidente com a população, todas as semanas baixando num estado diferente para inaugurar ou simplesmente vistoriar obras do PAC. É o milagre da multiplicação dos palanques.
Se alguém achar outras semelhanças entre o passado e o presente, deve atribuí-las ao primeiro de abril celebrado ontem. Ou não?

PF versus prefeito

O prefeito de Paranaíta (norte de MT), Pedro Alcântara, acusou a Polícia Federal e agir com truculência e instalar o caos e o pânico em sua cidade, durante a Operação Arco de Fogo. Além disso, segundo o prefeito, a PF tem impedido que a imprensa local acompanhe os trabalhos.
De acordo com o site Olhar direto, a PF está acompanhada da Rede Globo e da CNN.

Comentário:
a operação Arco de Fogo tem gerado polêmica, gritaria, esperneio e tudo mais, nos municípios indicados pelo governo federal como os campeões de desmatamento ilegal. Não duvido da palavra do prefeito, mas entendo que a população estranhe a presença do poder público na cidade.

Governistas complicam o churrasqueiro de Lula

Um cochilo dos governistas permitiu ontem à CPI das ONGs requerer ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) dados sobre supostas movimentações financeiras "atípicas" feitas no período de 1999 a 2006 por Jorge Lorenzetti - ex-chefe do Núcleo de Informações e Inteligência da campanha à reeleição do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.
O autor do requerimento, aprovado por cinco votos a quatro, foi o senador Álvaro Dias (PSDB-PR). Ele afirmou que a ONG Unitrabalho, que teve Lorenzetti como dirigente na década de 80 e no ano de 2006, recebeu "vultosos recursos governamentais".
O relator Inácio Arruda (PCdoB-CE) votou contra a aprovação do requerimento. Alegou que a medida se comparava à quebra do sigilo bancário e fiscal de Lorenzetti e, portanto, deveria ser o "último" recurso da CPI. Ao depor na CPI, no dia 5, Lorenzetti se recusou a abrir suas contas, argumentando que isso já tinha sido feito pelo Coaf, Receita Federal e Polícia Federal. (leia mais na Tribuna da Imprensa)

Apoio financeiro a Lula

O engenheiro civil Ricardo Luiz do Carmo afirmou ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) que em 2002, na campanha eleitoral para a Presidência da República, a direção da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) convocou um encontro com o objetivo de arrecadar doações para a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo Carmo, a reunião foi realizada por ordem do então presidente da entidade, Luiz Eduardo Malheiro - que faleceu dois anos depois no interior de Pernambuco em acidente de carro. "Ele (Malheiro) anunciou a todos os funcionários, empreiteiros e fornecedores da Bancoop o apoio a Lula e entregou material publicitário da campanha", declarou o engenheiro segunda-feira, em depoimento de 7 páginas.
Alguns dias depois desse encontro, afirmou Carmo, ele foi chamado por Malheiro e por um diretor da tesouraria que o teriam comunicado sobre sua missão. "Eu deveria pedir aos empreiteiros contribuições financeiras para campanhas eleitorais do PT. Eu avisei que não pretendia me envolver nesses pedidos, que não iria realizar qualquer ato que pudesse comprometer minha reputação". (leia mais na Tribuna da Imprensa)

Efeito evacuação

Acostumados a evacuar NA Câmara, os deputados federais nem se alarmaram quando precisaram evacuar A Câmara.

Fé no golpe

O cientista político Leôncio Martins Rodrigues (foto), estudioso de partidos políticos e questões sindicais, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, disse acreditar Lula vai tentar um terceiro mandato, apesar das reiteradas negativas do Planalto e do próprio Lula. O tema voltou a ser discutido após o vice-presidente, José Alencar, ter que está convencido de que "o povo brasileiro deseja que o Lula fique por mais tempo no poder".
Leia a entrevista completa aqui.

Comentário meu: eu estou convencida que ficar debatendo este tema é dar pano pra manga. Isso é golpismo e ponto. José Alencar, porque no te callas?

Gás letal

Sindicatos liberados

Ao comentar o veto do presidente Lula ao artigo que tornava obrigatória a prestação de contas ao Tribunal de Contas da União de valores referentes a contribuições por sindicatos e federações de trabalhadores, o presidente nacional da OAB, Cezar Britto, qualificou a decisão de “acertada”, uma vez que mantém intacta a autonomia dos sindicatos. “Nunca os sindicatos tiveram que se submeter ao Ministério do Trabalho ou ao TCU, pois quem deve fiscalizar os sindicatos são os próprios trabalhadores. Da mesma forma ocorre com a OAB. Os que defendem a submissão da Ordem ao TCU buscam, na verdade, atingir a sua autonomia e colocar uma mordaça na entidade representativa da sociedade civil“.

Comentário meu: se mesmo com a fiscalização do TCU os trabalhadores são constantemente lesados, sem a obrigatoriedade a trabalhador brasileiro passa a ter o direito legal de ser roubado, caso a presidente do seu sindicato assim entenda. Por outro lado, Celso Britto deve se sentir aliviado, afinal, ele entra no rol dos que não mais precisarão prestar contas.
Quanto ao Lula, bem, essa foi mais uma mentira pregada durante a campanha. Ele se elegeu prometendo uma reforma na arcaica CLT e o fim do imposto sindical.

Tudo menos isso

Da coluna Contraponto da Folha

Dilma Rousseff participou ontem de inspeção do Palácio do Buriti, onde Lula e equipe trabalharão durante a reforma do Planalto. Depois da vistoria, o governador José Roberto Arruda (DEM-DF) recebeu a ministra para almoçar. À mesa, contou a ela que, de manhã, dera início à operação Brasília Limpa. Conversando com um funcionário encarregado de retirar publicidade da rua, ele indagou:
-Você prefere que eu nomeie um coronel ou uma mulher para comandar essa operação?
-Um coronel-, respondeu o servidor, de pronto.
-Por quê? -, quis saber Arruda.
-Deus me livre, mulher é muito brava!
Dilma, conhecida pelo pulso firme, morreu de rir.

Oposição incompetente

Por Chico Bruno

O presidente Lula está instalado no Palácio do Planalto há pouco mais de cinco anos. Neste período, os seus opositores não conseguiram desestabilizar a popularidade de Lula.
Muitas bolas foram levantadas pela imprensa e até por companheiros do presidente, mas a oposição não conseguiu marcar um gol sequer.
Bingos, mensalões, vampiros, sanguessugas e dossiês movimentaram os cinco anos de Lula no poder e a oposição viu a banda passar sentada na janela.
Falta a oposição um líder que comande as oposições. O que se vê são vários soldados atirando para todos os lados.
Agora mesmo, no calor do debate sobre o "banco de dados", uma parte da oposição gasta munição indo ao TSE pedir que o tribunal proíba (na petição pede a cassação, segundo o site do tribunal) o presidente Lula de lançar fora de Brasília programas oficiais, como o "Territórios da Cidadania".
Uma coisa típica de amadores. Uma atitude que reforça a incompetência da oposição.
Segundo o Democratas, autor da ação, o presidente tem feito viagens oficiais com objetivo meramente eleitoral, de promover aliados nestas eleições municipais e atacar a oposição.
Ir ao TSE requerer uma investigação judicial alegando descumprimento da Lei Eleitoral é risível.
O presidente Lula entre janeiro e março assinou ordens de serviços do PAC em sua 17 viagens pelo país.
Ao invés de ir ao TSE, a oposição deveria centrar fogo nas promessas não cumpridas por Lula nestes cinco anos de governo.
Que tal lembrar aos eleitores as primeiras viagens, em 2003, a Guaribas e a Brasília Teimosa e mostrar que nada mudou nestes lugares, fazendo uma comparação com as promessas do PAC.
A viagem a Alagoas para sobrevoar o Canal do Sertão foi um prato cheio para a oposição, mas ela não consegue aproveitar o que existe de concreto para usar contra Lula.
O Canal do Sertão data de 1992, está sendo construída há 16 anos e, segundo as autoridades federais, só ficará pronta em 2017 se tudo correr como manda o figurino.
Ao invés de ir ao TSE, a oposição deveria usar a viagem de Lula a Alagoas para fazer uma comparação entre o Canal do Sertão e o Canal do São Francisco, mostrando que é uma proposta que Lula não vai cumprir.
O PAC das Favelas cariocas vem sendo combatido pelos próprios moradores, que não querem aquela pirotecnia, pois preferem coisas mais simples, como os serviços básicos que não chegam às favelas. O que faz a oposição sobre isso, nada.
Ao invés de ir ao TSE, a oposição deveria provar que as "solenidades do PAC" são aparelhadas com o aluguel de centenas de ônibus, distribuição de brindes, lanches e até alguns trocados.
Como a oposição é inoperante, o blog Militar Legal publicou uma série de fotos mostrando que a “solenidade do PAC” de Duque de Caxias foi aparelhada, mas mesmo assim arregimentou pouca gente.
Para felicidade de Lula, a oposição prefere ir ao TSE, pois não tem competência para fazer protestos nas "solenidades do PAC", como os que o PT fazia com Sarney, Collor, Itamar e FHC.

Ódio, raiva, mentiras

Por Peter Wilm Rosenfeld

Dizem os cardiologistas e os oncologistas que os sentimentos de ódio e de raiva fazem mal à saúde, podendo causar vários tipos de doenças, a pior delas, sem dúvida, o câncer.
Como o Presidente da Silva vem demonstrando a cada novo pronunciamento que faz (ou seja, quase diariamente...), está possuído de ambos os males. Como evidência do que estou afirmando, basta que se olhe a foto estampada na página 64 do nº 2054 da revista “Veja” desta semana, lembrando que as fotos não mentem...
Aliás, duas coisas são notáveis em S. Excia, o Presidente da Silva: 1 – Tem um fôlego de gato, conseguindo discursar tão freqüentemente como o tem feito, para inaugurar todo o tipo de obras, desde a abertura de uma simples rua até um programa qualquer de auxílio aos pseudo-necessitados; 2 – A título de se tratar de realizações que antecederam o período pré-eleitoral, pode fazê-lo sem infringir a lei eleitoral.
Mas o mais interessante é que, mesmo em se tratando de qualquer assunto, sempre consegue desviar o conteúdo de sua fala para o posicionamento de seus opositores, acusando-os das mais variadas coisas: apesar de terem governado nos últimos 500 anos, nada fizeram para resolver o problema específico, qualquer que ele seja; que lhe dedicam verdadeiro ódio, palavra repetida com tremenda ênfase cada vez que a pronuncia.
Ainda há dias, em Recife, em uma solenidade que deveria ser de alegria, de festejos falou, de forma preocupante pela ênfase empregada e repetida, que seus opositores estavam possuídos de um raiva inaudita e lhe dedicavam um ódio mortal pelas realizações do atual governo.
Ora, nada de mais errado. Quem estava vociferando ao microfone era o Presidente da Silva; quem estava demonstrando estar possuído de uma raiva incontrolável era mesmo o Sr. da Silva, evidentemente aplaudido pela claque que havia sido recrutada para a ocasião.
Que eu me lembre em meus 76 anos de idade, discursos assim só em comícios, em que é lícito fazer qualquer tipo de afirmativa sem qualquer preocupação com o fato de se estarem mencionando verdades ou mentiras...
Vem-me à mente que o Sr. da Silva, ao discursar da forma como está fazendo, age e fala como se estivesse em um comício de campanha eleitoral, o que é estrita e especificamente proibido pela Lei Eleitoral em vigor.
Certamente os partidos da chamada “base”, não se especificando que tipo de “base” é essa, que está a toda hora sendo bajulada pelo Poder Executivo, entregando-lhe cargos com polpuda remuneração e com milionárias verbas para quaisquer obras, cuja lealdade precisa ser comprada a peso de ouro (em sentido figurativo, mas com o mesmo valor...) concordarão com o Sr. da Silva, em troca da já mencionada remuneração.
Outra evidência de que o Sr. da Silva já está em plena campanha eleitoral(apesar de, por enquanto, não ser candidato a nada na próxima eleição para Prefeito e Vereadores Municipais, são suas atitudes e, mais, palavras para com políticos das mais variadas espécies: chegou ao cúmulo de elogiar o famoso ex-deputado Severino Cavalcanti, de Pernambuco, que se notabilizou por ter sido eleito para a Presidência da Câmara dos Deputados graças à falta de sensibilidade do PT, cujos deputados ficaram se digladiando para ver quem deveria ser eleito; como Presidente, comprometeu-se a elevar a remuneração dos deputados; renunciou à Presidência ao ser revelado que recebia um “mensalinho” do concessionário de um dos restaurantes do Congresso (R$ 10 mil/mensais...); não foi eleito para um novo mandato. Mas foi elogiado pelo Sr. da Silva.
Ainda no campo da mentira, essa não diretamente imputável ao Sr. da Silva, diz respeito ao “affaire” dos dados ultra-secretos dos gastos dos Palácios do Governo pagos com o cartão de crédito corporativo. Nesse caso, com o pleno respaldo do Sr. da Silva, sua Ministra da Casa Civil Sra. Dilma Rousseff, antigamente conhecida como a Companheira Estela, que participou de atos violentos durante o período dos militares, está se tornando especialista. Nega que tenha mandado preparar um dossiê sobre os gastos do casal Fernando Henrique Cardoso. Apenas mandou buscar no arquivo morto do Planalto os dados constante de pastas avulsas possivelmente necessários para submissão à CPMI do Congresso; nunca foram eles organizados como dossiê. Sugiro que a companheira consulte o Dicionário Houaiss para saber o que é um dossiê.
Para encerrar, e para tornar este artigo não tão pesado, aqui vai uma notícia “leve”, quase uma piada: O Sr. da Silva e seu amigo da Venezuela, Sr. Chávez, acordaram que no fim de abril irão à Venezuela para montarem o esboço de dois acordos, um na área de gás e o outro na de energia, os Srs. Sérgio Gabrielli e Edson Lobão. Que bem estaremos representados com esses dois “especialistas” .... A propósito, a foto à página 44 de já citada revista Veja faz com que se pense que os entendimentos entre os dois Presidentes foram precedidos de algum encontro em que bebidas alcoólicas foram fartamente consumidas...

O presidente Lula...

...PASSA A COROA

Uma economia confusa

Por Josias de Souza

Entre as atribuições do Congresso, diz-se que a mais importante é a análise e aprovação do Orçamento da União. Nada mais falso. Nessa matéria, a vontade dos congressistas não vale uma nota de três reais.
Quem manda é o Executivo.
Aprovado pelo Congresso com atraso, o Orçamento de 2008 (gastos de R$ 1,36 trilhão) foi sancionado por Lula não faz nem dez dias. Pois bem. Nesta terça-feira (1º), o ministro Guido Mantega (foto - Fazenda) informou que o governo vai passar a tesoura.
O corte será de R$ 20 bilhões. É necessário, segundo Mantega, para compensar a perda da CPMF. Uma compensação que o Congresso dizia já ter promovido. Quais as rubricas que serão passadas na faca? O ministro promete para os próximos dias a divulgação da reprogramação orçamentária.
Segue-se, assim, a praxe: o Executivo elabora o Orçamento. O Congresso finge que vota. Congressistas engancham, aqui e ali, verbas que vão sair pelo ladrão. O Executivo dá de ombros para o votado e executa o Orçamento como bem entende.
Mantega contou a novidade numa reunião do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social). Lula também discursou. Disse aos empresários com assento no conselho que o Brasil não está imune à crise que rói a saúde financeira dos EUA.
Num dia em que o consórcio governista esmagou a oposição, de novo, na CPI dos Cartões, o presidente comparou a encrenca norte-americana a uma comissão parlamentar de inquérito. “É como se fosse uma CPI. Todo dia aparece uma notícia, todo dia aparece uma denúncia, todo dia aparece uma coisa...”.

Assunto que o presidente não fala

"O Presidente Lula não fala nada sobre o assunto abaixo, certamente por dois motivos: o primeiro é que atrapalharia seu insano ufanismo e o segundo é que não deve saber muito bem do que se trata." (G.S.)

O superávit de R$ 8,966 bilhões nos dois primeiros meses do ano, equivalente a 6,22% do PIB, permite pensar que a meta de 3,8% do PIB será cumprida neste ano.
Mas a questão não é bem saber se a meta será cumprida, mas avaliar, neste momento da conjuntura, se não seria necessário aumentar a meta, isto é, reduzir as despesas correntes do governo federal com o objetivo de evitar uma explosão da demanda e a necessidade de o Banco Central (BC) elevar a taxa Selic, o que interromperia um ciclo de aumento dos investimentos, que são mais sensíveis a uma elevação dos juros.
Os dados de fevereiro - que convém analisar à luz do grande aumento da arrecadação - mostram que o déficit nominal foi de R$ 6,477 bilhões, enquanto no mês anterior se tinha registrado um superávit de R$ 5,531 bilhões, cabendo ao governo central a maior responsabilidade neste desempenho. O BC está revisando sua projeção de déficit nominal de 1,2% para 1,6% do PIB, mostrando, assim, que está afastada a hipótese de sua eliminação. (leia mais em O Estado de São Paulo)

1 de abr. de 2008

O mercado...

Uma vez, num vilarejo, apareceu um homem anunciando aos aldeões que compraria micos por $10 cada. Os aldeões sabendo que havia muitos micos na região foram à floresta e iniciaram a caça aos mesmos. O homem comprou centenas de micos a $10 e então os aldeões diminuíram seu esforço na caça. Aí, o homem anunciou que agora pagaria $20 por cada mico e os aldeões renovaram seus esforços e foram novamente à caça.
Logo, os micos foram escasseando cada vez mais e os aldeões foram desistindo da busca. A oferta aumentou para $25 e a quantidade de micos ficou tão pequena que já não havia mais interesse na caça.
O homem então anunciou que agora compraria cada mico por $50! Entretanto, como iria à cidade grande, deixaria seu assistente cuidando da compra dos próprios.
Na ausência do homem, seu assistente disse aos aldeões: "olhe todos estes micos na jaula que o homem comprou. Eu posso vender por $35 a vocês e quando o homem retornar da cidade, vocês podem vender-lhe por $50 cada".
Os aldeões, espertos, pegaram todas as suas economias e compraram todos os micos do assistente. E desse dia em diante, eles nunca mais viram o homem ou seu assistente, somente micos prá tudo que é lado. E micos pretos..., da raça subprime...
Agora você entendeu como funciona o mercado de ações.

Xíiiii, lá vem MT de novo!!!

Comissão resgata escândalo do dossiê dos aloprados
Do blog do Noblat

Lembram de Jorge Lorenzetti, aquele que ficou conhecido como o churrasqueiro do presidente Lula, o tal que participou da montagem de um dossiê contra o PSDB nas eleições de 2006? Pois mais uma vez o nome dele está envolvido nas investigações do Congresso. Dessa vez, na CPI das ONGs.
Por conta da ampla maioria governista na CPI das ONGs, dos cinco requerimentos apreciados hoje pela CPI, apenas um foi aprovado. Logo o que solicita ao Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf) informações sobre transações atípicas das contas da ONG UniTrabalho, da qual Lorenzetti foi diretor.
No dia 5 de março, Lorenzetti depôs na CPI das ONGs, mas se recusou a explicar a origem dos R$ 1, 7 milhão que seria usado para comprar o dossiê contra candidatos do PSDB. Se limitou a dizer que no relatório da Polícia Federal ele foi isentado de qualquer relação com o assunto. À época, Lorenzetti era chefe do núcleo de informações estratégicas da campanha de reeleição de Lula.
Xíiiii, vai sobrar para figuras ilustres, pra não dizer, ex-tratorféricas, rsrsrsrsrs

Ainda sobre Jornalistas

Ralph, só pra fazer um adendo ao seu texto, cito dois casos, talvez emblemáticos à vida jornalística do nosso país. Um é Barbosa Lima Sobrinho, formado em Direito e que militou no jornalismo durante toda a vida, tendo si proclamado Jornalista Emérito pelo Sindicato dos Jornalistas de SP.
Foi citado na Homenagem que a ABI recebeu no final do ano passado, pela ocasião do centenário da Associação. O presidente da Câmara, deputado Chinaglia, mesmo petista, declarou sobre a ABI: ” A Associação Brasileira de Imprensa, atualmente presidida por Maurício Azêdo, a quem cumprimentamos efusivamente, pela função e também pela sua própria história, está acima de interesses empresariais particulares e mesmo dos interesses individuais dos jornalistas. Tendo surgido para defender seus filiados, apoiando-os em suas lutas, foi além e definiu como seu horizonte de atuação a defesa dos interesses nacionais e dos direitos humanos.
Outro exemplo é Cláudio Abramo, a quem adorava ler nos meus tempos de estudante na coluna São Paulo da Folha. Abramo era formado na Escola de Altos Estudos Sociais e Políticos de Paris, não era jornalista, mas foi quem reformulou e modernizou o nosso jornalismo, tendo feito isso na Folha e no Estadão. Fui buscar na net a vida dele, e encontrei uma passagem de que ele se perguntava qual o objetivo dos jornalistas brasileiros, e como já tendo a resposta – fazer carreira e ganhar dinheiro, protestava: “Então já não sou mais jornalista, já pertenço a uma espécie em extinção.”
Concordo sobre as defesa que os jornalistas fazem da classe, mas como dentista, por exemplo, não impediria que se descobrisse a cura das doenças que me dão renda. Trabalharia sim para descobrir a cura delas. Imagino que a classe (ou os dignos de pertencer a ela) não deseja a restrição da liberdade de imprensa, seja de quais formas tentem fazer, como a obrigatoriedade do diploma.

Em busca de Dilma

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, já está recolhendo assinaturas para apresentar recurso para votação de todos os requerimentos rejeitados na CPI dos Cartões, entre eles a convocação de Dilma Rousseff, cuja convocação foi derrubada na CPI pela maioria da base aliada.
O regimento do Senado prevê recursos em plenário para votação de matérias apreciadas nas comissões. Para isso, são necessárias assinaturas de nove senadores.

"No plenário, a sociedade vai saber quem é contra (a convocação da ministra) e cada senador terá de dizer isso pessoalmente"
, afirmou Virgílio. "Se alguém pensa que vai consagrar a impunidade, vai ter que botar a cara no plenário."

Pro mosquito, só alegria!!!!!!!!!

31.288 de casos notificados na cidade do Rio de Janeiro. 31 pessoas morreram.

Banana e os Jornalistas

Por Ralph J. Hofmann

Banana (para os que não lêm P&P codinome de um cara que sempre critica o direito dos colaboradores do Blog de apresentarem suas opiniões) colocou as manguinhas de fora. Dá a entender que a Adriana não pode entrevistar Roberto Romano por não estar habilitada para tal. (Roberto Romano deu a entrevista com prazer).
Por mais de 130 anos de Brasil como país houve jornalistas, editores e articulistas sem que houvesse escolas de jornalismo. E houve jornalistas excepcionais.
Na maioria dos outros países o diploma de jornalista é um requinte. Não garante acesso à função meramente devido à sua posse. Aliás, a maior parte dos jornalistas estudou outra coisa.
Mas a Adriana é Editora de um Blog. Portanto nem sequer a lei desnecessária e deplorável sobre o cartório dos jornalistas impede que ela entreviste quem quer que seja e publique a entrevista.
Aliás, faça um recenseamento entre o pessoal de TV. Quantos comentaristas, entrevistadores são Jornalistas. Jô Soares que eu saiba é ator. Adriana Galisteu, metade dos comentaristas esportivos.
A maioria dos primeiros professores das escolas de jornalismo ou eram advogados ou tinham ascendido na carreira a partir de “foca” ou locutor de rádio até chegarem a cargos mais responsáveis.
O Banana amanhã vai exigir que não se publiquem livros se não forem escritos em parceria com um escritor formado em faculdade e aprovado em prova da OAuB (Ordem dos Autores do Brasil).
Minhas desculpas e respeitos aos jornalistas formados e bem sucedidos. Fizeram bem em estudar, e certamente já sabiam que queriam ser jornalistas, e tinham talento.

Bisbilhoteiros

A CPMI dos Cartões recusou o requerimento que pedia todas as informações relativas aos cartões corporativos da Presidência da República, inclusive as sigilosas. A votação foi 11 a 7 contra o requerimento.
O texto, de autoria dos deputados Vic Pires Franco (DEM-PA) e Índio da Costa (DEM-RJ), pedia o número dos cartões, o nome dos portadores, o limite, o detalhamento dos gastos e as notas fiscais desses cartões.
O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) afirmou que os integrantes da base aliada foram “escolhidos a dedo para proteger o governo”.
O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) disse que a quebra de sigilo “é bisbilhotice”.

Vazamento da Câmara

As reuniões e audiências públicas desta tarde no anexo 2 da Câmara Federal tiveram de ser interrompidas por causa de um vazamento de gás no laboratório de análises clínicas do Departamento Médico, localizado no anexo 3. Todos os plenários tiveram de ser esvaziados.
O Corpo de Bombeiros, com vestimenta de proteção, estão lá para descobrir a fonte dos vazamentos. Segundo informações do Departamento de Polícia Legislativa, o vazamento já teria chegado ao subsolo do anexo 2. Com isso, todas as consultas e o atendimento emergencial foram suspensos.
Um dos funcionários que estava no local, o farmacêutico Wellington Divino, estava com dificuldade de respiração e foi atendido com suspeita de intoxicação.
Em breve, mais informações.

Geeeente, ATENÇÃO!!!!

Acabei de descobrir que um dos 26 ou 27 leitores do prosa e política é ninguém menos que o professor Roberto Romano, por isso, Prestenção pessoal! vamos nos conter nas besteiras rsssssssss

Agora é sério, acabei de entrevistar o doutor em Filosofia pela Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales de Paris, o filósofo Roberto Romano, professor de Ética e Filosofia da Unicamp.
Assim que editar a entrevista, ela estará no ar.

Mas é sério também que ele entra no blog, foi ele quem disse, por isso, e peço desculpas ao professor Romano, mas esta é pra matar de inveja o laranja, opa, banana (ou sei lá que frutinha o cara quer ser). ha ... ha ... ha

Todo dia é

Os donos da dengue

A Secretaria Estadual da Saúde do Rio solicitou ontem a todos os estados que enviem pediatras para atender crianças vítimas da dengue em três novos centros de tratamento que esperam apenas a contratação de 154 médicos para serem inaugurados.
A secretaria também pediu ajuda à Sociedade de Pediatria do Estado do Rio (Soperj) para revisar os óbitos de crianças com o objetivo de identificar possíveis erros.
Ontem, o número de mortes no município do Rio subiu de 31 para 44. Desses, 23 são de crianças até 12 anos. Em todo o Estado, foram pelo menos 67 mortes. "Fazer a revisão dos óbitos é muito importante não apenas para que os mesmos erros não sejam cometidos, mas para que o Brasil comece a montar a sua literatura da experiência do combate à doença. A dengue, neste momento, assumiu uma gravidade na infância jamais vista e nós temos pouca expertise no tema", afirmou a presidente da entidade, Fátima Coutinho.
Em boletim divulgado ontem pelo Ministério da Saúde, porém com dados até fevereiro, o Rio aparece com 36% de todos os casos de dengue registrados no Brasil até aquele mês, sendo que a capital concentra o maior número. (leia mais na Tribuna da Imprensa).

(*) Foto: no sentido horário: Prefeito do Rio Cesar Maia, Lula, Ministro da Saúde José Gomes Temorão e Governador do Rio Sérgio Cabral

Eu também quero.

"Um sujeito com bigode enorme que atendia por Manoel, morava com um brasileiro, este só de sacanagem, enquanto Manoel dormia passou-lhe cocô nos bigodes. Este ao acordar sentindo o cheiro fétido, inicialmente pensou que tivesse se borrado. Procurou, procurou e não encontrando nada resolveu tomar um ar, abriu a janela e respirou fundo, mas logo assustado gritou:
- Cagaram no mundo inteiro.
Os políticos locais não podem roubar no mundo inteiro, mas o fazem em todo o Brasil sem fazer miséria. Agora foi apanhado em falta o terceiro na linha de sucessão, o presidente da Câmara dos Deputados Arlindo Chinaglia, como conta Cláudio Humberto." (G.S.)
“Chinaglia: passeio político em jatinho da FAB O presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia, requisitou um jatinho do tipo Learjet, da Força Aérea Brasileira, para comparecer a uma convenção regional do Partido Progressista (PP) na cidade de Palmas (TO), neste fim de semana. Autoridades podem requisitar aeronaves da FAB quando viajam em serviço ou quando não há vôos de carreira para o destino pretendido, mas não foi o caso: Chinaglia cumpria uma agenda meramente político-partidária. Ao retornar de Palmas, o presidente da Câmara deu carona a alguns políticos, como o líder do PP na Câmara, deputado Mário Negromonte (BA).
O jatinho Learjet é semelhante àquele que fez pouso forçado no aeroporto dos Guararapes, na semana passada, quando estavam a bordo os ministros Hélio Costa (Comunicações) e Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) e mais dois assessores. Este site tentou insistentemente obter a explicação oficial de Chinaglia, através de sua assessoria, para o uso abusivo do avião da FAB em seu passeio dominical às custas do contribuinte, mas não obtivemos resposta."
Não há dúvida, o exemplo vem de cima, se o presidente e seus parentes fazem o que bem entendem com o dinheiro do contribuinte, por que Chinaglia não pode? É no Brasil inteiro.

Cheiro de corrupção

"Ao que parece, salvo raras exceções, não existe na administração publica, municipal, estadual e federal, algo que não exale o fartum da corrupção." (G.S.)
A corrupção na cidade de Campos, Estado do Rio, é tão gritante que é possível encontrar numa delegacia uma eleitora prestando queixa porque levou calote de R$ 50 depois de vender seu voto.
Na terra dos petrodólares, a Bacia de Campos acoberta um mar de larápios. Esse flagrante foi da equipe do JB, em 2006, na eleição municipal suplementar – o prefeito Carlos Alberto Campista (foto), eleito em 2004, foi cassado no ano seguinte por irregularidades na campanha.
Campos é conhecida pela extração de petróleo. Recebe milhões de reais em royalties. Mas as administrações amargam sucessivos vexames. Uma operação da PF afastou o prefeito Alexandre Mocaiber e mandou 14 para a cadeia. Ficou a pergunta: onde foram parar os R$ 100 milhões de royalties que a Petrobras acaba de depositar na conta da prefeitura?
O buraco da prefeitura é ainda mais fundo que os poços perfurados em alto-mar. O MP investiga as maracutaias da agência de publicidade contratada por Mocaiber. Seria de um deputado federal carioca, prestes a ser denunciado. No meio dessa crise, o ex-prefeito de Campos Anthony Garotinho – com medo de ser preso, sob alegação de perseguição política – impetrou pedido preventivo de habeas corpus no STJ, o que foi negado. O tribunal deixou o recado: quem não deve, não teme.

Por Leandro Mazzini

Barril de pólvora

No texto “Desocupação da Amazônia” de Onofre Ribeiro, publicado aqui, ele dia que Mato Grosso é um barril de pólvora, com a pressão do MST, dos quilombolas e dos índios pronto a explodir. Pelo visto não é só Mato Grosso. Roraima também é um barril de pólvora só já que começou a explodir.
A Polícia Federal iniciou no estado uma operação para retirar os não índios da reserva Raposa do Sol e o clima esquentou. Estradas estão bloqueadas, pontes foram incendiadas, uma bomba explodiu e feriu o filho do líder dos rizicultores. E pelo andar a carruagem, a situação tende a se agravar.
A Reserva Raposa do Sol é uma aberração à segurança nacional. Homologada em 2005 por Lula (quem mais seria!), abrange uma área de 1.743.089 hectares (17.431 km²) e engloba a faixa de fronteira com a Guiana e a Venezuela. O estado possui 224.298,98 km², dos quais 46,37% são de reservas indígenas. (O mapa ao lado é da Funai e delimita as terras indígenas em Roraima)

Um recado

Na dengue, dizem especialistas, um surto epidêmico pode produzir uma proteção alta às pessoas no anos subseqüentes. Regiões onde o surto não esteja ocorrendo podem ser acometidas no futuro com a força com que ocorre hoje no Rio. Secretários de Saúde devem se prevenir agora para que no próximo verão uma epidemia de dengue não aconteça em sua região.
Recado dado.

Acessos do P&P

Pessoal, a CUT deve estar com uns 30 leitores. Pelo menos nesta semana. Nossos bravos 26 ou 27 leitores estão disputando com o portal da CUT de São Paulo, pelo menos no mesmo contador de acessos, e no quesito Brasil e Política/governo. Observem que na semana anterior estávamos em primeiro (entre parênteses) e agora em segundo. A setinha vermelha indica que caímos uma posição nesta semana.
Dá pra entender: o número de leitores de lá deve ter aumentado devido à preocupação com o veto de Lula à fiscalização do TCU nas contas daquela Central Sindical.

José Serra Acertou na Mosca

Por Tatiana Damasceno

Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha e divulgada hoje (31) pelo jornal Folha de S. Paulo, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), lidera a disputa pela Presidência em 2010.
Nos três cenários apontados pelo levantamento, o tucano aparece como favorito nas intenções de voto.
Na primeira simulação, o candidato do PT é a ministra do Turismo, Marta Suplicy. Ciro Gomes (PSB) e Heloísa Helena (Psol), estão em todos os cenários. Nesse, o governador de São Paulo aparece com 36 pontos percentuais, contra 20 de Ciro e 12 de Heloísa. Marta aparece em quarto lugar, com 8 pontos.
Em outro cenário, em que o candidato petista é a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, Serra lidera com 38 pontos, contra 3 da ministra. Na última simulação, em que Serra é o nome do PSDB e Patrus Ananias, ministro do Desenvolvimento Social, é o candidato do PT, o ministro fica com apenas 1 ponto percentual nas intenções de voto. Nesse cenário, o governador de São Paulo mantém 38 pontos.

É hoje

A CPMI dos Cartões Corporativos se reúne hoje para votar 53requerimentos de informações sobre as despesas com cartões corporativos e contas tipo B. Dentre eles estão a quebra de sigilo dos gastos de Lula, de Fernando Henrique Cardoso e sua respectivas esposas.
É hoje que a tropa de choque do PT vai ter trabalho.
Dá-lhe Ideli e seu "terminantemente".

Dilma aprendeu a mentir com Lula

Por Carlos Chagas

Primeiro, não havia dossiê. Depois, foi batizado de banco de dados. Agora, voltou a ser reconhecido como dossiê, mas preparado por um funcionário-traidor dos ideais do PT. Antes, a Casa Civil nada tinha a ver com os cartões corporativos.
Ontem, já admitiram haver sido preparada por sua secretária-executiva uma descompromissada relação de gastos do governo Fernando Henrique. Era, até pouco, para atender pedido do Tribunal de Contas da União.
Não é mais, depois que o TCU desmentiu. Passou a ser uma estratégia preventiva, para o caso de o pedido chegar. Dilma Rousseff não ia depor na CPI, por ter mais o que fazer. Poderá comparecer, argumenta-se agora. As chances dela deixar a Casa Civil são zero, afirma o presidente Lula, da mesma forma como pronunciou-se a respeito de José Dirceu.
Quem quiser que conclua, mas esse festival de mentiras ameaça suplantar os dias mais trágicos do mensalão. Na realidade, nada disso precisaria estar acontecendo caso o governo abrisse as contas do presidente Lula e de seus familiares com os cartões corporativos. O diabo é que se isso acontecesse, poderia ficar pior.

Formas para convocar Dilma

Para driblar a maioria governista na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Cartões, a oposição decidiu atacar em outras frentes e tentar convocar a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para depor em comissões permanentes do Senado, como a de Constituição e Justiça e a de Fiscalização e Controle
Outra hipótese é instalar uma CPI dos Cartões no Senado, onde a maioria do governo é apertada. Além disso, a oposição pedirá que a ministra seja investigada pela Procuradoria Geral da República.
A oposição quer ouvir da ministra explicações sobre a denúncia de existência de um dossiê sobre os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, cuja iniciativa teria partido de dentro da Casa Civil. A secretária-executiva e braço direito de Dilma, Erenice Guerra, é suspeita de articular a produção dos papéis.
"Qualquer requerimento que nós apresentarmos na CPI será 'tratorado' pelos governistas. Será perda de tempo", afirmou o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), ao reconhecer que a oposição não tem chances de aprovar a convocação de Dilma. (leia mais na Tribuna da Imprensa)

Antes fosse!

Gostaria que fosse apenas uma pegadinha de 1º de abril, mas não é. Há dias venho ouvindo o programa de rádio com o mais novo “fiscal dos recursos públicos”. Ele tem um programa logo cedo em uma rádio FM local. Cobra a correta aplicação dos recursos públicos, analisa o comportamento dos políticos e questiona a ética de suas ações. Hoje ele estava comentando e levantando dúvidas sobre a vida pregressa do senador Mario Couto, do PSDB do Pará.
Quem é ele? Lino Rossi. Ex-deputado federal considerado pela PF como o braço parlamentar da gangue dos sanguessugas. Aquela que desviava dinheiro de ambulâncias.
Ah, tenha dó!

Nova versão não se sustenta

Por Chico Bruno

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) tentou envolver em sua defesa um acórdão do Tribunal de Contas da União, usando-o como justificativa para a criação de um "banco de dados" dos gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Infelizmente a desculpa não colou, pois "a auditoria e o acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU) aprovados em 2006 não fazem ressalva ao período do governo passado nem pedem investigação. Ao contrário, apontam pagamentos em duplicidade na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O acórdão 230/2006 pede ressarcimento de valores pagos a mais no aluguel de carros usados na segurança de Luriam Cordeiro, filha de Lula, chama a atenção do valor pago pela comitiva do vice-presidente José de Alencar, no Rio, no carnaval de 2005 e pede transparência na justificativa de gastos estranhos com cartão corporativo. Sugeriu que a Presidência montasse um sistema de pesquisa de preços de hotel e locação de veículos para evitar gastos vultosos, conforme matéria divulgada pelos repórteres Gerson Camarotti e Isabel Braga na edição do O Globo nesta segunda-feira, 31.
A nova alternativa do governo Lula é assumir o imbróglio e jogá-lo no colo de alguém, segundo alegação do ministro José Múcio (Relações Institucionais). Neste domingo, 30, ele divulgou a alternativa:
- Usaram o banco de dados com o intuito de fazer mal ao governo, e fizeram. Está claro que o relatório foi tirado do banco de dados. Alguém de dentro do Planalto resolveu fazer o mal. Esses dados foram vazados por alguém do governo. O banco de dados estava sendo montado caso a CPI precisasse. Mas esse banco de dados não era direcionado. O governo agora está procurando saber quem foi que fez isso. Claro que foi alguém da equipe com o objetivo de acirrar o ânimo entre governo e oposição. Foi pura maldade, disse o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro.
O problema dessa nova versão, propalada por José Múcio, é que além dos assessores palacianos da Casa Civil, ministros e integrantes da base aliada com assento na CPMI da Tapioca já tinham conhecimento do "banco de dados" de FHC.
Portanto, é bem provável a sindicância aberta no Palácio do Planalto para apurar o vazamento dos gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, aberto na semana passada, não dê em nada, pois, entre os suspeitos estão ministros, deputados, senadores e os respectivos assessores.
Vale lembrar, que a imprensa já havia divulgado, que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) teria confidenciado a empresários paulistas que o o governo Lula estava montando um "banco de dados" sobre os gastos de FHC na presidência da República.
Aliás, nos corredores do Congresso Nacional, desde o carnaval, todo mundo comentava, que os integrantes da base aliada de Lula na CPMI da Tapioca seriam abastecidos com dados dos gastos de FHC e seus ministros para usá-los para pressionar os membros da oposição na referida CPMI.
O grande problema deste imbróglio, é que a imprensa sabe que o autor da ordem para a confecção do "banco de dados" foi do presidente Lula, quando irado cobrou dos ministros e da base aliada à aprovação da MP da TV Pública e uma reação a altura contra os movimentos da oposição em torno da CPMI da Tapioca.
Uma fonte afirma que o presidente Lula teria dito nesta ocasião:
- Se é guerra que eles querem, eles terão guerra.

Mãe Dilmá

A classe pensante

"A reclamção de Lula, cai no vazio, pois no Brasil, as pessoas honestas que pensam, não votam em Lula, não votam no PT e sabem que esse governo não faz nada a não ser roubar." (G.S.)
Em Itaborai, RJ, ao lado da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o presidenteLuiz Inácio Lula da Silva voltou a atacar a oposição nesta segunda-feira, 31, mas não fez qualquer referência à denúncia de vazamento de dados do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, cujas suspeitas recaem sobre a pasta comandada por Dilma. Para o presidente, existem "pessoas incomodadas em ver as coisas dando certo". "É uma coisa incrível que, no Brasil, um político que não gosta do outro trabalhe para o outro errar. O prejuízo fica com a população", disse.
Do palanque da inauguração de uma obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Lula apenas saudou Dilma: "minha querida companheira Dilma Rousseff". O tratamento é o mesmo usado a várias outras autoridades que participaram da solenidade do Complexo Petroquímico do Rio (Comperj), entre os quais o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. Junto com Dilma, Cabral tem sido apontado como um possível participante na chapa de sucessão do presidente Lula.
Por Adriana Chiarini

(*) Foto: Dilma Roussef, Sérgio Cabral e Lula

A Casa Civil

TEM SUA SEMÂNTICA PRÓPRIA.

Não tem como explicar

Jucá defende Dilma e atribui vazamento de dados sigilosos à ação "maldosa"
Renata Giraldi na Folha de São Paulo

"Explicar o dossiê de Dilma e sua equipe é algo cada vez mais difícil, pois ao que tudo indica ele existe por mais que os “companheiros” queiram esconder." (G.S.)
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), saiu em defesa nesta segunda-feira da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).
Reportagem da Folha aponta a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Alves Guerra, braço-direito de Dilma, como mandante do dossiê com gastos com cartão corporativo e contas B do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, da ex-primeira-dama Ruth Cardoso e de ex-ministros da gestão tucana.
"A ministra Dilma não tem responsabilidade alguma [sobre isso]", afirmou ele. "Não há dossiê algum. O que existe é um banco de dados [informando sobre despesas com cartões corporativos e contas B]."
Sem apontar nomes, o líder disse apenas que, na sua opinião, o vazamento de dados sigilosos ocorreu porque uma pessoa de dentro do governo foi responsável pela divulgação das informações. "Alguém de dentro do governo, alguém que deliberadamente vazou as informações, de forma maldosa", disse Jucá, tentando justificar a divulgação de informações sigilosas dos gastos de FHC e dona Ruth.

(*)Foto: pela cara nem o Jucá acredita em Dilma.

A história do dossiê cada vez se complica mais

Por Gerson Camarotti e Isabel Braga:

Na tentativa de minimizar o estrago do vazamento do dossiê com gastos de contas B do ex-presidente Fernando Henrique, e diante das negativas do Tribunal de Contas da União (TCU) de que teria pedido informações sobre tais gastos, o Planalto apresentou ontem nova versão sobre o caso: admitiu, pela primeira vez, a elaboração do dossiê, mas alegando que o documento foi montado sem autorização por alguém com o objetivo de atingir a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e enfraquecer Lula, além de acirrar os ânimos entre governo e oposição.
O núcleo do governo decidiu partir para o enfrentamento e proteger ao máximo a ministra. A decisão partiu do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deixou claro que não vai abrir mão de Dilma no Planalto, como aconteceu com os ex-ministros José Dirceu e Antonio Palocci.
O ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro (foto), fez uma primeira avaliação do caso ontem com o ministro Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação Social, e deverá se reunir hoje com Lula para definir a estratégia a ser adotada sobre o ataque à ministra Dilma.
— Usaram o banco de dados com o intuito de fazer mal ao governo, e fizeram. Está claro que o relatório foi tirado do banco de dados. Alguém de dentro do Planalto resolveu fazer o mal. Esses dados foram vazados por alguém do governo. O banco de dados estava sendo montado caso a CPI precisasse. Mas esse banco de dados não era direcionado. O governo agora está procurando saber quem foi que fez isso. Claro que foi alguém da equipe com o objetivo de acirrar o ânimo entre governo e oposição. Foi pura maldade — disse o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro.