31 de mar. de 2008

A droga do Suplicy

Muito bom o programa do Marcelo Tas, na Band. Em certo momento o "reporter inexperiente" perguntou ao Senador Suplicy: "então o senhor usou drogas, não gostou e se divorciou?", hehehe.

Vamos responsabilizar os cúmplices

Por Ralph J. Hofmann

Hoje estou tendo um daqueles dias em que abandono a realidade e vou navegar na maionese.
Acabo de ler um artigo que enumera entidades com a Pastoral da Terra assim como entidades européias que financiam os atos destrutivos do MST, e outros. São apoios documentados.
Já que não é possível conseguir apoio do Governo Brasileiro na defesa de pecuaristas, estabelecimentos de pesquisa e fazendas sugiro que seja chegada a hora de responsabilizar as entidades que têm financiado estas invasões.
Sugiro que todos aqueles que tiveram suas propriedades invadidas, seu gado chacinado, suas sementeiras destruídas, que tenham sido feridos em enfrentamentos com os sem terra, que tenham perdido filhos por falta de socorro nos acampamentos se juntem numa só causa e abram um processo arrolando como culpados de cumplicidade nas suas perdas emocionais e materiais e economicamente responsáveis pelo ressarcimento destas perdas.
Claro que este processo incluiria as ONGS que tem repassado dinheiro para que nossos bandoleiros municiem suas hordas.
A beleza desta idéia é que não depende das instituições governamentais. É uma ação civil por ressarcimento. E se for recusada por juízes relapsos poderá ser levada a uma corte internacional sob a alegação de que não se consegue justiça no Brasil, e quede qualquer maneira há instituições internacionais arroladas neste imbróglio.
Resta saber se há algum grupo de advogados inteligentes, corretos e corajosos para assumir esta causa. Bom, engendrar castelos no ar não custa caro.

A utopia feita na guilhotina

A relação dos guilhotinados quando a utopia socialista foi pela primeira vez colocada em prática.
Acharam pouco, e resolveram matar mais de 100 milhões pelo mundo afora, e alguns "perfeitos idiotas latinos americanos" ainda acreditam. Clique aqui para ir no site francês que lista o nome dos guilhotinados.

Sua Majestade Luiz Inácio

O rei que não desfila nu
Por Ralph J. Hofmann

Notícias do Planalto relatam que Lula gasta R$ 70.000,00 de alfaiate ao mês. Este valor paga facilmente dez ternos ingleses feitos em Savile Row, a rua onde está a nata das alfaiatarias mundiais. As grifes italianas vão e vem, mas ter um terno de Savile Row é algo muito especial, especialmente se for uma das casas mais tradicionais. Claro que o alfaiate brasileiro de Lula deve ser muito melhor que estas vetustas casas inglesas, onde as pessoas herdam o castelo da família e o direito de fazer ternos nesta ou naquela casa. Ao menos, se fizer dez ternos ao mês está cobrando como eles. A menos de dez ternos por mês merece ser nomeado o digno sucessor daqueles alfaiates da Meia Idade que convenceram todos de que só os estultos não enxergavam suas supremas criações e fizeram o rei desfilar nu.
A pergunta que não pode calar?
Lula sabe que se pode mandar um terno ao tintureiro?Se não sabe será que algum Gerdau ou Ermírio de Moraes pode ceder o nome de seu tintureiro?
Outra pergunta. Lula já está ha mais de sessenta meses no poder.Será que não podia leiloar alguns de seus 600 ternos em benefício dos pobres. Não!
Deve estar estocando para quando não for mais presidente.
Quanto ele paga por par de sapatos? Em Savile Row custa US$ 2.800. Mas tem loja com ponta de estoque na rua ao lado. Uns 35% de desconto.
Por que um sujeito que tem 600 ternos e ao entregar o governo terá 960 ternos não quer usar fraque em certos eventos oficiais como a vista a Buckingham Palace. Baita hipócrita não é?
De mais a mais, geralmente Lula anda com jaquetas safári, calça esporte (ainda bem que não adotou o uniforme vermelho do Chavez. Hoje ele parece um Ewok do mal. De vermelho pareceria que o Lobo Mau depois de comer a Chapeuzinho vestiria sua capinha), e outras vestimentas esporte. Acho que os ternos são para poder ficar no closet escolhendo roupa todas as manhãs. É alguma coisa para ocupar seus dias quando não viaja.
Gostaria de um depoimento de algumas pessoas relevantes. Não o Dr. Antonio Ermírio pois mesmo que seus ternos sejam caros ele os veste com tamanha displicência que parecem ser da Casa José Silva, mas Eike Batista e Daniel Dantas, Jorge Johanpeter, vocês gastam 480 mil dólares ao ano em alfaiate? O Lula gasta.
Por que não nasci no sertão nordestino e vim ao ABC ser sindicalista e político? Eu gosto de bons ternos também.

Onde já se viu


Comentário meu: e o que dizer de Maggi?, que acabou de nomear um militar pra Casa Civil!?!

Bésame, bésame mucho...

...que tengo miedo a perderte, perderte después.

Um Pouco Diferente mas Sempre “Companheiros”.

PCC quer se infiltrar na política e financiar campanhas eleitorais
Marcelo Godoi em O Estado de São Paulo

"O fato do PCC querer aproximar-se de um partido político tem um objeitvo: juntar os bandidos de sandália hawaiana com aqueles de colarinho branco.
Os primeiros assaltam os segundos furtam, mas o resultado final é o mesmo: tomar ilegalmente o dinheiro do trabalhador contribuinte." (G.S.)
A cúpula do crime organizado quer ter representação política. Depois de entrar no tráfico internacional de drogas, o Primeiro Comando da Capital (PCC) quer se aproximar dos partidos políticos e financiar campanhas eleitorais. Seus líderes consideram que a "família" pode garantir muitos votos aos seus escolhidos e tem capacidade de mobilização em dez Estados. "Muitos partidos políticos não têm essa força", afirmou Daniel Vinícius Canônico, o Cego, porta-voz do líder máximo da organização, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.
Em um diálogo interceptado pela inteligência do governo estadual, Canônico e o segundo homem na hierarquia do PCC, Julio Cesar Guedes de Moraes, o Carambola, conversam com o advogado Sérgio Wesley da Cunha. Eles começam tratando da manifestação patrocinada pela facção em frente do Congresso Nacional, ocorrida em 28 de novembro. "Doutor, sabe qual a intenção dessa passeata?", pergunta Canônico. É o porta-voz de Marcola que responde: "Era pra mostrar para aqueles deputados federais que nós temos força política."
A organização criminosa fretou ônibus em dez Estados para levar manifestantes até Brasília. O objetivo declarado do movimento era fazer um protesto contra o descumprimento da Lei de Execuções Penais.

Tem cada uma..que parece duas!!

O deputado estadual de Mato Grosso, Wagner Ramos (PR), querendo mostrar serviço, resolveu apresentar um projeto de lei criando o dia do Plantio de Árvores Nativas. Wagner fez isso embasado em um projeto já existente no estado de SP.
Está tudo muito bem. Tudo muito bom. Mas ...
Wagner copiou tão direitinho o projeto da Assembléia de SP que ‘se esqueceu-se’ de trocar o nome São Paulo por Mato Grosso.
Judiação!!!
Mas isso não é tão esdrúxulo não. Anos atrás estava eu em uma cidadezinha e o prefeito todo cheio de si, me contou que a Câmara tinha acabado de aprovar o plano diretor do município. Porém, quando eu fui ver, gente!, eles não deixaram por menos, não!, aprovaram uma cópia do plano diretor da cidade de SP.
Nem pra copiar de Pindamonhangaba, né? Ou uma outra cidade menor que SP.

(com informações do RD News)

Chaves e Farc

Não é bem "el pacificador", como disse Lula. Quem declarou isso foi o ex-presidente do México Vicente Fox, ao La Nacion.
O ex-presidente mexicano Vicente Fox disse que "há importantes e claros sinais" de que o governante da Venezuela, Hugo Chávez, "anda fornecendo o dinheiro do petróleo venezuelano para as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc)", informaram hoje veículos de imprensa argentinos.
Em entrevista publicada pelo jornal argentino "La Nación", Fox alertou que "as democracias da América Latina estão ameaçadas pelo populismo e pela demagogia".
Presidente do México entre 2000 e 2006, Fox também disse que Chávez "procura ser o herdeiro de Fidel Castro, o Fidel Castro do século XXI".
O ex-chefe de Estado mexicano disse que suas críticas são direcionadas "aos líderes messiânicos, que acham que têm a última palavra e voltam a colocar seus cidadãos em caminhos já seguidos".
Para Fox, os presidentes da Bolívia, Equador e Nicarágua, Evo Morales, Rafael Correa e Daniel Ortega, respectivamente, "estão mostrando com muita clareza que vão acabar sendo autoritários e ditadores".
O ex-presidente do México disse que prefere não chamar os atuais Governos da Venezuela, Equador e Bolívia de "eixo do mal", mas os enquadrou no que classificou de "parâmetro no qual não há ideologia".
"Eles se movimentam como verdadeiros ditadores disfarçados. Não vejo neles valores, sentimentos de condução de seus respectivos países, mas sim um afã do poder pelo poder", concluiu Fox.

"Mataram os ideais do Chico"

Do blog do Altino Machado (enviado por Chico Bruno)

Ilzamar Mendes (foto), a viúva do líder sindical e ecologista Chico Mendes, faz uma dura avaliação no momento em que o virtual Comitê Chico Mendes, o PT e o "governo da floresta" começam a "comemorar" os 20 anos do assassinato do seringueiro de Xapuri. Ela afirma que "essas pessoas mataram os ideais do Chico".

Altino Machado: Chico Mendes vive?
Ilzamar Mendes: Eu acredito que quando é pra se usar a imagem do Chico, ele vive. Os ideais verdadeiros do Chico ainda existem no coração e nas mentes das pessoas, dos seus verdadeiros companheiros, mas, infelizmente, hoje eles não têm voz nem vez na política estadual ou federal.

Altino Machado: Por que acontece isso?
Ilzamar Mendes: Infelizmente as pessoas que estão no poder mudaram muito seus pensamentos, seus ideais. Na verdade, o pensamento, a posição, os ideais do Chico, eram outros que, como acabei de falar, infelizmente são esquecidos.

Leia a íntegra da entrevista aqui.

Funcionais da inutilidade

A Câmara Federal gastou R$ 9 milhões com reparos e conservação dos 432 imóveis funcionais em 2007. Entre as despesas estão a compra de sofás, fogões, geladeiras, camas, persianas, espelhos, assinatura de TV a cabo, além de gastos com tratamento de piscinas (para a residência oficial ocupada pelo presidente da Casa, Arlindo Chinaglia). Só a mão-de-obra com os serviços de vigilância, limpeza e portaria dos imóveis consumiu R$ 2,9 milhões em 2007. O levantamento foi feito pelo site Contas Abertas.
Veja aqui a lista completa dos gastos da Câmara com os itens em 2007.

Geografia brasileira



Acabo de receber por e-mail e publico para a apreciação dos leitores:

Mapa do Brasil na visão dos gaúchos
(clique na imagem para ampliá-la)

Os Silva

O que diria a Joca?

Por Giulio Sanmartini

Joca era o garçom do bar de seu Almeida no largo do Jacaré, quando se contava algo inusitado ele dizia: “É, até o ano 2000 ainda tenho muita coisa para ver”, vale dizer que ele trabalhou no tal lugar durante os anos 1950.
“L’Evénement le plus important depuis que l’homme a marche sur la lune” (1986), um fime francês de Jacques Demy com Marcello Mastroiani e Catherine Deneuve . O Outro é “Junior” filme estadunidense (1994) de Ivan Reitman com Arnold Schwarzenegger e Danny De Vito. Ambos protagonistas, à guisa de comicidade enfrentam a impossível situação de ficarem “grávidos”. Impossível, mas não muito, como a notícia chegada dos Estados Unidos. Quem a conta é Thomas Beati homem, nascido como Tracy LaGondino, mulher e tornou-se campeão em mudança de sexo. Thomas contou sua história em “Advocate”, uma revista para homossexuais e bissexuais publicada em Los Angeles.
Ele ao trocar de sexo manteve o útero, o que é permitido nos Estados Unidos, mas proibido União Européia. Sua mulher fez uma operação e teve que tirar o seu útero o que lhe impediu de ter filhos. Thomas agora está “grávido” com o risco de ter uma filha de barba.
A história é simples: ele recebeu pelo correio uma proveta com esperma de um doador anônimo, depois com o uso de testosterona o fez voltar ao sexo original e engravidar. Ele é um “rapaz” com barba e cabelo cortado à cadete, que com o ventre proeminente mostra estar na 18ª semana de gestação.
É o caso de perguntar. E aí Joca, como é que fica?

Depois diz que não faz campanha

Por Leandro Mazzini

O Presidente Lula chega a Duque de Caxias (RJ) para participar de lançamentos das obras do PAC
O evento será um palanque para o prefeito Washington Reis (foto - PMDB), que tentará a reeleição. O PT, que lançaria candidato na cidade, decidiu ontem abrir mão de um nome para ter um vice na chapa.
A visita de Lula é estratégica. Ao lado do governador do Rio, Sérgio Cabral – que apóia Reis – o presidente vai tentar, com elogios ao prefeito, atrapalhar a forte candidatura de José Camilo Zito, deputado estadual pelo PSDB e ex-prefeito da cidade, que lidera com folga as pesquisas. A última sondagem do Instituto Brasileiro de Pesquisa Social dá 69,3% ao tucano, contra 16,4% para Reis – isso, na pesquisa espontânea.

Bêbado não pode

SE O PRESIDENTE LULA DIRIGISSE UM AUTOMÓVEL COMO DIRIGE O BRASIL, SERIA AUTUADO EM FLAGRANTE

CÓDIGO NACIONAL DE TRÂNSITO
Art. 306. Conduzir veículo automotor, na via pública, sob a influência de álcool ou substância de efeitos análogos, expondo a dano potencial a incolumidade de outrem:
Penas - detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.

Por Toinho de Passira

El beijoqueiro das zaméricas


Depois de encenar um beijo na mãe do PAC, Tchaviz foi flagrado em momento romântico com a fogosa Ana Júlia (Veja na foto). Agora, informa Claudio Humberto, a cena foi destaque dos jornais colombianos que a descreveram como "comprometedora". O beijo foi capa do jornal El Nuevo País de domingo.

Será ele El amante latino da fogosa?

Mino Carta é uma graça


O chique no úrtimo Mino da revista Carta Capital, teceu loas ao queridinho Paulo Henrique Amorim em texto chamado “O silêncio e a calúnia”. Para ele o silêncio da mídia diante da demissão de Paulo Henrique Amorim do portal IG, se deve ao atraso brasileiro: “Tudo normal, na Terra brasilis, tão distante, tadinha, da contemporaneidade do mundo.”

Engraçado, eles mesmos chamam a imprensa de golpista e querem uma forcinha dela rssssss....só rindo!
Gente, o texto está bárbaro, para quem quiser dar boas gargalhadas, clique aqui.

A moral em marcha ré

Por Orlando Sabka - Rondonópolis/MT

Observamos que, de alguns anos para cá, a moral de grande parte de nossa gente está em franco declínio, igual uma bola ladeira abaixo. No entanto está sendo visto como normal em nosso meio, sem nenhum constrangimento, tendo a mídia escrita, falada e televisiva dando a maior força, pois como dizem alguns entendidos no assunto, é moda e está cada vez mais em evidência, com o ibope nas alturas.
Os exemplos estão por toda parte, basta prestarmos atenção. Um dos casos mais recente é a garota Gysele do BBB-8, de modelo de revista pornográfica na França foi “endeusada” pela mídia global e pelo povão, foi finalista do programa, cujo conteúdo deixa tudo a desejar. Outro exemplo negativo foi à cafetina e garota de programa brasileira Andréia Schwartz, que detonou o governador de Nova Iorque para não ser presa por uma série de crimes. Foi deportada para o Brasil, para delírio de repórteres e jornalistas de plantão no aeroporto de São Paulo, cujos 15 minutos de fama a aguardavam. Vergonha, fama e imoralidade.
Esses são apenas dois dos muitos exemplos que acontecem pelo Brasil e o pior de tudo é que esses fatos negativos entram em nossos lares pelos canais de TV como algo normal e corriqueiro todos os dias, numa apologia ao crime, mesmo de modo não intencional. Normalmente os adultos separam o joio do trigo, mas os jovens, cuja formação de sua personalidade está em andamento e que recebem essa avalanche de informações negativas, como fica? É perturbador!
Um exemplo que deixou muitos brasileiros perplexos foi à prisão de um jovem de 16 anos, no Rio Grande do Sul, acusado nada menos do que doze homicídios. Isso não acontece por acaso, na maioria das vezes advém de famílias desestruturadas moral, financeiramente e sem religião.
Nos noticiários é difícil uma notícia boa, normalmente são todas negativas. Roubos, assaltos, assassinatos, estupros, falcatruas, estelionato, mortes no trânsito, atentados terroristas, prisões e por aí vai, numa sinfonia que parece não ter fim.
A maioria dos programas de TV no Brasil deixa a desejar, pois impera a imoralidade e a futilidade. Traição, ganância, poder, homossexualismo, mortes, são uma constante nas novelas, enquanto que programas educativos e lazer não encontram espaço. Até parece que tudo está orquestrado para esse fim, que o correto no Brasil é a inversão de valores, enquanto que moral, ética, honra, honestidade, etc. está fadado ao fracasso, cujas pessoas que teimam em manter esses valores passam a ser ridicularizadas, muitas vezes em público. A moral e demais valores estão cada vez mais em marcha ré, para desespero das pessoas de bem.
Nesse meio tempo as forças do mal continuam em alta, tapetes vermelhos são estendidos por onde passam, para vergonha das pessoas honestas desse país. Até quando?

Atenção candidatos: oportunidade única!

A cúpula do PCC quer se aproximar dos partidos políticos e financiar campanhas eleitorais. Seus líderes consideram que a "família" pode garantir muitos votos aos seus escolhidos e tem capacidade de mobilização em dez Estados. "Muitos partidos políticos não têm essa força", afirmou Daniel Vinícius Canônico, o Cego, porta-voz do líder máximo da organização, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.

Interessado, procure o PCC em um dos presídios mais próximo a você.

Lula, como Cristo, multiplica os pães.

Lula já havia se comparado com Cristo em 2002, num comício da campanha presidencial em Santo André (SP):
“Afinal de contas, quem foi mais revolucionário do que Jesus Cristo na história da humanidade? Quem lutou mais por justiça social? Quem lutou mais pela igualdade, pela repartição dos pães do que Jesus Cristo? E, por isso, a mesma elite que tem preconceito contra nós, tinha preconceito contra ele”.
Ontem (27/3) voltou a incidir no exagerada e ridícula comparação (G.S.).
Citou o benefício do programa Bolsa Família com o milagre da multiplicação dos pães que a Bíblia atribui a Jesus Cristo. Durante discurso no Fórum Empresarial Brasil-México, em Recife, Lula disse que rico dá R$ 50 de gorjeta para o garçom depois de tomar seu uísque, enquanto pobre faz milagre com essa quantia.
“– Um cidadão que pode sentar em um balcão de um restaurante chique e, ao terminar de tomar o seu uísque, pode dar R$ 50 de gorjeta para o garçom, ele não tem dimensão do que uma mãe de família pobre faz com R$ 50. A multiplicação dos pães de que Cristo falava era exatamente essa: deu dinheiro nas mãos das pessoas necessitadas” – disse Lula.
O pai e o bar (leia mais no Jornal do Brasil)
(*) Foto: Lula: Mandando distribuir a bolsa família.

As carretas do PT

Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula (aquele que transportava malas cheias de dinheiro de Santo André para o então Presidente do PT Zé Dirceu, naquele esquema que acabou na morte acidental de Celso Daniel), em entrevista ao Estado de SP, disse que nesta semana começa a enviar ao Congresso os primeiros lotes da "carreta" de papéis pedidos pela CPI dos Cartões Corporativos com gastos de atuais e ex-ministros. E avisou: “É muito provável que apareça coisa errada”.

A fogosa

Pato no tucupi
Da coluna do Claudio Humberto

A governadora do Pará, Ana Julia Carepa (PT), que coleciona ex-namorados (e manicure e parentes e aderentes) em seu governo, já está de romance novo - o quarto, desde que assumiu o cargo.
Comentário meu: não sei o nome o novo affair, mas, pelo modus operandi da moça, talvez consiga descobrir através do Diário Oficial do Pará.

Maggi e Chávez, algo em comum

O secretário de Comunicação do estado de MT, em artigo publicado na Gazeta, coloca Blairo Maggi no mesmo patamar que Hugo Chávez. Enquanto Hugo foi considerado por Lula o “pacificador das zaméricas”, Blairo Maggi foi considerado por José Carlos Dias como o “pacificador do meio ambiente”.
Francamente!!!, (como diria Vila)

A imagem do governador está ruim mesmo, e esta atitude do secretário de comunicação do estado é claramente para tentar melhorá-la. Dá pra perceber que o negócio está feio mesmo, porque se, como num exército, se vê a necessidade de usar o general para o combate, é porque a coisa tá russa!

Um presidente sem vergonha

"O presidente Luis Inácio Lula da Silva, ao defender o peculatário, safado e ladrão barato de Renan Calheiros perdeu quase toda a compostura, só não perdeu a vergonha, porque ninguém pode perder aquilo que nunca teve.
E dizer que por muito menos do que está acontecendo sistematicamente no governo, Fernando Collor perdeu o mandato. Lula tem todo o direito cargo ao pois foi eleito livre e corretamente, diz ele que tem uma alta taxa de aprovação, mas as falcatruas a cada dia vem tornando cada vez mais ilegítimo seu mandato." (G.S.)

Há pouco, foi a vez de Lula defender Renan Calheiros - ex-presidente do Senado absolvido ano passado pelos seus colegas senadores de inúmeros crimes, entre eles de ter se valido de um amigo lobista para bancar suas despesas pessoais. Se referindo ao DEM e ao PSDB, o presidente fez duras criticas à oposição durante discurso na cidade de Delmiro Gouveia (AL), enquanto lançava o programa Territórios da Cidadania no Estado:
- É preciso saber quem está acusando e qual foi o crime que cometeu. Eu não vou permitir que alguém que não tenha moral de fazer críticas a alguém pode fazer que eu rompa a amizade com o companheiro Renan Calheiros que nos ajudou tanto no Senado. (Texto de apoio, Ricardo Noblat.)

Há 40 anos a morte de Edson e do Calabouço

Por Chico Bruno

Todo dia 28 de março, relembro os tempos de adolescente. Relembro do Calabouço, localizado na Avenida Beira-Mar, na Esplanada do Castelo, onde freqüentava o restaurante e jogava bola na quadra de futebol de salão.
Morava vizinho ao Calabouço, na esquina entre as avenidas Presidente Antônio Carlos e Presidente Wilson, num edifício em frente a Maison de France e a Faculdade de Filosofia.
O Calabouço marcou a minha vida e de muitos da minha geração.
Foi do Calabouço, que assisti a passagem do cortejo levando o caixão com o corpo de Getúlio Vargas em direção ao Aeroporto Santos Dumont, onde embarcou com destino a São Borja para ser enterrado. Tinha apenas seis anos, mas naquele tempo vivíamos com a liberdade de jogar bola na rua, o que hoje é muito difícil para uma criança nessa idade. A multidão dando o último adeus a Getúlio ficou marcada em minha memória.
Foi do Calabouço, com 16 anos, que no dia 13 de março de 1964 parti acompanhando milhares de estudantes em direção ao grande comício da Central do Brasil, organizado pelos petroleiros em solidariedade ao presidente João Goulart.
No dia 31 de março, do mesmo ano, foi no Calabouço que me entrincheirei com outros jovens para resistir a Polícia da Aeronáutica, que tomou de assalto a Esplanada do Castelo em nome do Golpe Militar de 1964 e marchou para desalojar quem estivesse no Calabouço. Com muita sorte, mas com a face sangrando graças ao estilhaçado de uma granada, consegui fugir e me refugiar na caixa d’água do prédio onde morava.
Daí para frente, tornei-me um ativista contra a ditadura militar.
O Calabouço, onde funcionava também, a sede UMES, transformou-se no quartel-general da Frente Unida dos Estudantes do Calabouço. Durante o dia para lá acorriam todos os que tentavam desarticular a ditadura militar. Figuras como Antônio Calado, Carlos Heitor Coni, Fernando Gabeira, Thiago de Melo, Jaguar, Ziraldo e muitos outros faziam palestras de conscientização dos estudantes que faziam suas refeições no Calabouço.
À noite, estudantes, jornalistas, intelectuais e artistas se espalhavam pelos bares da Esplanada do Castelo, principalmente o Bar Santa Branca, carinhosamente chamado de Bang-Bang pelas portas com molas, mas havia, ainda, o Vilarinho, Pardellas, Padaria e Esplanada. Lembro bem da figura do ex-tenente Colares, expulso do Exército por se insubordinar contra o golpe militar.
Em 1967, o Calabouço foi demolido para dar lugar ao trevo dos Estudantes e transferido para um galpão próximo a Base Aérea, entre à Avenida Beira-Mar e à Rua Santa Luzia, à Avenida General Justo. O galpão tinha hora para abrir e fechar.
No dia 28 de março de 1968, uma manifestação era organizada no galpão para exigir a promessa não cumprida pelo governador da Guanabara, Negrão de Lima, de construir um novo Calabouço.
Por volta de seis da tarde, a PM chegou e nos dispersou, éramos aproximadamente uns 300 estudantes.
Nos, reorganizamos e voltamos atirando paus e pedras. A polícia revidou com tiros e bombas de gás.
Um disparo de pistola 45 acertou em cheio o coração de Edson Luis de Lima Souto, 18 anos, recém chegado do Pará com o sonho de se tornar engenheiro e dar uma casa para a mãe.
Imediatamente cercamos o corpo para evitar que a PM o levasse. Sem camisa, ensangüentado, carregamos o corpo de Edson, que abriu o caminho para um cortejo rumo à Assembléia Legislativa, na Cinelândia, onde o velamos.
"Mataram um estudante. Podia ser seu filho".
Essa frase correu o Rio de Janeiro naquela noite. O tiro comoveu a cidade e levou uma multidão às ruas para velar Edson Luis.
No dia seguinte, em grande cortejo a pé, o caixão com o corpo seguiu até o Cemitério São João Batista onde foi enterrado, assim como o Calabouço, fechado definitivamente pela ditadura.
A partir daí, o movimento em reação a ditadura se agigantou. Passeatas, tiros, bombas e prisões se tornaram comum no dia a dia carioca até chegar a Passeata dos Cem Mil.
Essa reação desaguou no AI-5 e em seguida na tentativa de luta armada.

O presidente diz o quer e que se dane a verdade

A realidade incontestável é que Lula está em plena campanha eleitoral. Demonstram esse crime eleitoral as inúteis viagens que vem fazendo pelo país, com sua atual candidata preferida (até quando?) inaugurando obras inexistentes com o farto dinheiro do contribuinte. Mas Lula nega com insultante caradurismo essa cristalina verdade, haja vista que ele não apeia do palanque..
Por essa campanha fora de época: tucanos e ‘demos’ vão à Justiça Eleitoral para acusar Lula de transformar eventos de cunho administrativo em atos de campanha eleitoral. Uma afronta à lei eleitoral, na visão dos oposicionistas. “O presidente diz que não está em campanha e faz um comício atrás do outro. Comícios financiados pelo erário”, diz José Agripino Maia (RN), líder do DEM. “Lula faz jogo duplo. Leva aos comícios uma candidata descartável, que chama de ‘mãe do PAC’. Promove a ele próprio e a ela, que será descartada se ele puder conseguir o terceiro mandato.”

Elogio à canalhice

Em uma semana Luiz Inácio Lula da Silva, num desatino vexatório elogiou à corrupção nas pessoas de Severino Cavalcanti e Renan Calheiros.
Não causará surpresa se ele fizer o mesmo com os picaretas Fábio Luiz Lula da Silva (filho), Vavá (irmão, Roberto Teixeira (compadre), Antonio Palocci, Porfessor Luizinho, Delúbio Soares, Waldomiro Diniz, Duda Mendonça, José Genoini, José Dirceu, Luiz Gushiken, Roberto Jefferson entre outross, pois vigaristas é o que não falta nesse governo (G.S.)

Dilma, Sérgio Cabral, ou nenhum dos dois?

O apoio do governador Sérgio Cabral (foto) ao candidato do PT à Prefeitura do Rio, Alessandro Molon, ultrapassa as fronteiras da disputa municipal e embute uma estratégia planejada para o cenário pós-Lula. Com a chancela do Palácio do Planalto, o acordo foi fechado pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, e põe Cabral, do PMDB, no jogo da sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2010.
Apesar de figurar como candidato natural à reeleição, daqui a dois anos e meio, Cabral fortaleceu-se, nos últimos tempos, como uma das opções de Lula para compor a chapa presidencial na condição de vice de um concorrente do PT.
O assunto é tratado com discrição no Planalto, no momento em que o governo tenta proteger a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff - preferida de Lula para sua própria sucessão -, dos ataques da oposição e do fogo amigo petista em meio à CPI dos Cartões Corporativos.
Articulador do acordo no Rio, o gaúcho Tarso também procura se credenciar para a disputa de 2010, embora sua entrada no páreo não conte com o entusiasmo de Lula, que prefere vê-lo como candidato ao Senado. "Eu nunca conversei com Dilma sobre a candidatura do PT em 2010, até porque ela não está integrada a nenhuma corrente do partido, e me sinto à vontade para me mover na cena política, independentemente da questão sucessória", afirma. (leia mais na Tribuna da Imprensa)

O PT foge da raia

Por Carlos Chagas

Singular, mesmo, até exótica, foi a sessão do Senado na sexta-feira passada. O senador Pedro Simon formulou uma das mais longas e contundentes críticas ao governo e ao presidente Lula, culminando por ler matéria divulgada em manchete daquele dia pela "Folha de S. Paulo", onde a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, é apontada como coordenadora do dossiê que revelou gastos do ex-presidente Fernando Henrique e sua família com cartões corporativos.
Seguiram-se numerosas intervenções de senadores independentes, mas, vexame dos vexames, escafederam-se os representantes do PT e do governo. Nem a líder Ideli Salvatti, nem o líder Romero Jucá, nem ninguém da base oficial.
Germinava, no fim de semana, a idéia de que Erenice Guerra e sua chefe do gabinete, Maria Castilho, seriam exonerados, como justificativa para a opinião pública.
Exoneradas por quem? Pela ministra Dilma Rousseff, que o presidente Lula pretende manter blindada, a ponto de exigir da maioria governista na CPI a rejeição do convite para depor a respeito dos cartões corporativos.
Singularmente no dia da repercussão da mais recente pesquisa a respeito do governo e do presidente, com 58% dos consultados respondendo que o governo é ótimo ou bom, abre-se à caixa-preta do palácio do Planalto. A lambança dos cartões corporativos alastra-se pela Praça dos Três Poderes e a Esplanada dos Ministérios, enquanto os donos do poder dão de ombros, omitem-se, escondem-se e deixam claro não dispor de argumentos para defender seus chefes. Optam por não tomar conhecimento de denúncias e de graves acusações. Sentem-se protegidos pela popularidade do presidente Lula. O problema é que um dia a casa cai. Ou a armadura se rompe.

As Farc estão se desintegrando

Sete guerrilheiros das Farc se entregaram, junto com seu armamento, a tropas do Exército colombiano, em uma zona rural do departamento de Caldas, informaram hoje fontes oficiais.
Os sete rebeldes se apresentaram perante tropas do Batalhão de Contraguerrilhas VIII "Quimbayas", no município de Samaná.
Eles entrarão para o programa presidencial de deposição de armas, liderado pelo Ministério do Interior e de Justiça, e no qual se oferece aos ex-rebeldes alternativas para o retorno à vida civil, não sem antes submetê-los a revisões médicas e psicológicas.
Na sexta-feira passada três guerrilheiros das Farc e dois do Exército de Libertação Nacional (ELN), se desmobilizaram em dois departamentos do norte da Colômbia.

A influência do peido da vaca no aquecimento global

Por Adriana Vandoni

O inusitado existe. Tempos atrás (janeiro de 2006) um amigo me enviou uma matéria sobre uma pesquisa de cientistas ingleses referente à liberação de gás metano através dos flatos bovinos, com o comentário: Meu Deus onde vamos parar, os ingleses querem impedir uma atitude secular das vacas! E devaneando no tema surgiu a idéia de investir no aproveitamento do peido da vaca. Esse meu amigo, talvez mais visionário que eu, logo teve a idéia de criarmos uma certificadora de seqüestro de carbono com o peido das vacas. E nessa brincadeira de aproveitar o peido da melhor forma desde que não sejam as vacas as responsáveis pelo aquecimento global, surgiu meu primeiro artigo sobre o assunto: “Efeito peido”. Depois, em maio do mesmo ano, reeditei o texto com o nome “O peido é nosso!”, em função da crise de abastecimento de gás, naquela época em que o índio fechou a torneirinha e 'craw ni nóis’.
Claro que tudo era uma brincadeira, pois chega a ser absurda a idéia de que a vaca pode ser a culpada pelo aquecimento global, tão absurda quanto a idéia de encanar seu peido para abastecer automóveis, ou mesmo dar remédios pra vaca para controlar a liberação de gases, como disse meu amigo: é desanimal!
Pois passados dois anos fui procurada por uma aluna de jornalismo da Universidade São Judas Tadeu, em São Paulo, que me enviou o seguinte e-mail: (acompanhem, vale a pena!)
Interessei-me por esse tema e estou escrevendo uma matéria a respeito. Achei muito interessante a forma como falou sobre o assunto e gostaria que você me respondesse algumas perguntas. Toda essa história, apesar de cômica, é real, mas até onde sei não há nada atualmente para diminuir a quantidade de metano que as vacas despejam no ar. Li que o arroto da vaca também contribui para o aquecimento global e só vi um cientista que inventou uma bala que poderia amenizar a situação, ele pediu patrocínio, mas me parece que não conseguiu. Gostaria de saber até onde você sabe a respeito do assunto. Há algo novo sobre o tema? Você acha que isso merece mais atenção? Espero poder contar com sua contribuição para a minha matéria.
Confesso que como tratei o assunto com palhaçada, custei a saber se ela estava zoando ou falando sério, respondi:
Este tema foi muito polêmico, escrevi sobre ele duas vezes, mas estou a sua disposição, apesar de não ser uma expert em aproveitamento do peido da vaca.
E eis que ela enviou-me as perguntas que publico com as respostas em vermelho:

1- Existem formas de diminuir a quantidade de metano despejada no ar pelas vacas?
Pelo que li, os cientistas estão testando um aditivo alimentar que pode diminuir em até 70% a quantidade de gás metano liberado pelo gado. Talvez no site do instituto você consiga informações atualizadas: http://www.rowett.ac.uk/. Eu, no meu leigo entendimento, sugiro fazer uma dieta e cortar alimentos como repolho, feijão, etc...Não sei se o capim é um potente indutor na produção de gases, confesso que nunca provei. Outra solução seria o confinamento, mas confinamento mesmo, entende? O problema é que teríamos vacas altamente inflamáveis. Além de perigoso seria desanimal.

2- Há algum país ou órgão governamental que se preocupe com o assunto?
Acredito que sim, não pela preocupação com a influência do peido no aquecimento global, mas pela busca de novas fontes de energia.

3- Como você mesma disse, esse foi um tema falado há alguns anos, mas agora pouco (ou nada) se ouve a respeito. Aliás, estou com dificuldades até para saber como está essa situação hoje. Por que você acha que esse assunto não ganha mais tanta divulgação?
Talvez por parecer um tanto quanto absurdo querer controlar o volume de gás metano do peido e arroto bovino, tão absurdo quando o encanamento do peido.

4- Como o Mato Grosso e os pecuaristas reagiram a notícia de que o boi era um dos maiores causadores do aquecimento global?
Não sei se o boi é um dos maiores causadores do aquecimento global, pelo que entendi é apenas um deles, mas acredito que os pecuaristas do estado de MT já possuem problemas demais para se preocuparem com o peido que seu boi solta.

5- Já li sobre o estrume suíno ser transformado em produção de energia, mas desconheço os dados de quantos produtores usam, se o projeto deu mesmo certo e se continua em andamento. Sei que para fazer esse processo é preciso um biodigestor, que é caro e não compensa para o dono do rebanho. Você sabe alguma notícia recente sobre o assunto?
Sei que existe um projeto em MT de aproveitamento do estrume suíno na produção de energia, talvez se você entrar em contato com a associação dos suinocultores, tente este site: www.porkworld.com.br

Espero ter colaborado com sua matéria sobre a influência do peido da vaca no aquecimento global.

O Estado sou eu

A democracia de um país se reconhece pelo respeito que existe entre os poderes. Exemplos não faltam para nos deixar com um pé atrás, e dos mais recentes, ocorreu outro dia quando Lula desafiou o presidente do TSE, Marco Aurélio Mello. Agora vemos o desprezo da Ministra Dilma pelo poder Legislativo quando foi questionada se iria depor na CPI dos cartões do governo federal. Disse ela: ”O Palácio do Planalto e eu, em particular, temos mais coisas a fazer. “

Quer dizer, funcionários públicos – pagos pelo contribuinte – lotados no seu gabinete, são flagrados montando dossiês e ela não deve explicações sobre isso? Nem digo que deve explicações aos senhores parlamentares que ali exercem o poder, que quando fazem parte da base subalterna (pra mim um termo mais apropriado que aliada) são muito bem tratado$. O problema é que aquela instituição lá é um dos poderes da nação, e não pode ser desdenhada da forma como fez a "madrastra" da Casa Civil.
Luis, o XIV, xará do nosso da Silva, enquanto a França atingia um processo de centralização do poder nas mãos do monarca, disse a célebre frase: “Etat c’est moi”, ou “o estado sou eu”. Lula, e seu governo, talvez imagine ser a própria reencarnação do tempo do monarca francês.

Dora Kramer mostra outra demonstração de desprezo do governo pela legislativo. Além de legislar com as MP, ainda tem o disparate de plagiar projetos de Lei. Os senadores Álvaro e Osmar Dias já tinham denunciado o mesmo com seus PL.

Por Dora Kramer - Estadão
Deixa-disso

Depois de ter chamado de “arrogante” o gesto do governo de enviar ao Congresso uma medida provisória copiada de projeto de lei de um deputado do PMDB, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, recebeu dois telefonemas.
Um, do presidente Lula, dizendo que havia sido um “descuido” e não uma afronta ao Legislativo.
No outro, autoridade credenciada confirmou que o plágio foi de caso pensado. Mas pôs a culpa no “jurídico”.

As potacas de Lula...

...EXPLODIRAM A CABEÇA DOS BRASILEIROS

Marta empatou com Alckmin

A ministra do Turismo, Marta Suplicy (foto - PT), subiu quatro pontos percentuais e divide a liderança com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) na corrida à Prefeitura de São Paulo. É o que revela a nova pesquisa Datafolha, publicada na Folha de domingo (30) --que já chegou às bancas.
Na internet, a íntegra da reportagem está disponível a partir das 2h30 de amanhã, mas apenas para assinantes do UOL e do jornal.
Segundo o Datafolha, Marta aparece com 29%, em empate técnico com o tucano, que tem 28%, um ponto percentual abaixo do registrado no levantamento anterior (fevereiro). Até então, o tucano tinha "leve vantagem", diz o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino. "Hoje, não existe mais", diz. Mas a simulação de segundo turno continua dando vitória de Alckmin sobre Marta (53% a 41%).
O prefeito Gilberto Kassab (DEM) está com 13% da preferência --na pesquisa de fevereiro, aparecia com 12%. Na próxima segunda-feira (31), ele completa dois anos no cargo e registra a maior taxa de aprovação de sua administração (38%).
A pesquisa mostra ainda Paulo Maluf (PP) com 8% (dois pontos a menos) e Luiza Erundina (PSB) com 7% (um ponto a menos).
O instituto ouviu 1.089 pessoas nos dias 25 e 26 de março. A margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Lula, o criador do Proer

Lula tem o caradurismo de se adonar como um relés velhaco das realizações do partido que só destila veneno. Tudo de bom do governo Fernando Henrique Cardoso é de sua realização e propriedade." (G.S)

Por Miriam Leitão
A declaração do presidente Lula sobre o Proer (Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional) foi surpreendente (Lula disse que o Brasil poderia oferecer ajuda aos EUA sobre como socorrer bancos).
Nos anos 90, o PT foi contra o programa de socorro aos bancos e fez um escândalo como se fosse coisa ilegal. O grande feito da operação do BC, foi manter os ativos dos correntistas e impor a perda aos acionistas. Quem tinha conta no banco preservou o seu dinheiro, mas quem era dono perdeu. Foi assim com o Nacional, que os donos perderam por gestão fraudulenta.
A autoridade monetária deve preservar o dinheiro dos correntistas porque é o supervisor bancário e responde por isso. Quando você coloca dinheiro em um banco, você conta com o fato de que o Banco Central está regulando o setor, então ele precisa atuar nestes casos. No caso do Nacional, o BC fez uma intervenção cobrindo os passivos que não tinham cobertura, e pegou como garantia papéis do FCVS ((Fundo de Compensação de Variações Salariais). Eles estavam desvalorizados, mas eram títulos do Tesouro. Foi uma forma de manter o banco funcionando e depois vender a parte boa para outro, que no caso foi o Unibanco.
Quem fez esta operação, preservando o dinheiro de quem tinha conta no Nacional, também no Econômico e no Bamerindus, hoje, responde a processo. Naquele período, a dificuldade dos bancos foi por causa da transição da inflação mais baixa, de uma forma muito brusca. Isso deixou vários bancos com dificuldade. O ex-presidente do Banco Central Gustavo Loyola, por exemplo, responde a vários processos na Justiça, como se tivesse cometido um crime. O Fed fez a mesma coisa agora, e de uma forma mais tosca: entrou com dinheiro no Bear Stears, que era um banco que não tinha nem agência, e cobriu com títulos do governo.
Nos casos mais polêmicos, que foram os dos bancos Fonte Sindam e Marka, o Banco Central vendeu dólar no teto da banda. Ele tinha obrigação de fazer isso porque na época era adotado o sistema de bandas cambiais. No caso do Marka, o BC vendeu abaixo do teto, mas ainda dentro da banda. A operação de socorro foi feita porque havia o risco de que se o Marka e o Fonte Sindam quebrassem, poderia haver risco sistêmico. Esta é a mesma justificativa que o Fed usa agora para explicar o socorro ao Bear Stearns. Aqui ainda havia um agravante, como era a BM&F que vendia futuros de dólar, a bolsa poderia quebrar junto com os bancos.
Todo mundo olha para isso ainda hoje como se fosse um escândalo, mas é preciso separar a atuação de alguns banqueiros da atuação do Banco Central. Lula agora diz "temos o Proer". Ele também diz "temos o real", mas o PT votou contra o Plano Real no Congresso. É o mesmo presidente que diz "temos a Lei de Responsabilidade Fiscal", que o PT entrou na Justiça contra ela. Quando alguma coisa dá certo, todo mundo quer ser pai.

Falta lisura e honestidade do presidente da república

O fiador da reincidência
Dora Kramer no Jornal Cruzeiro do Sul

Da impunidade, sabemos todos, parece desconhecer o presidente da República, resulta a reincidência do crime
Na hipótese altamente improvável de o presidente Luiz Inácio da Silva desconhecer que sua Casa Civil manipulava informações de Estado para interferir em decisões do Congresso e intimidar adversários, da responsabilidade sobre o dossiê FHC em pelo menos um aspecto ele não poderá fugir.
Sua tolerância para com infratores - sejam produtores de dossiês, invasores de contas bancárias ou agentes públicos flagrados em atos de corrupção - é o que autoriza subordinados a agirem com a desenvoltura da secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra (foto), e de outros tantos que a antecederam nessa rotina de malfeitorias sem castigo.
Como nunca há punição, a não ser em casos extremos e ainda assim acompanhada de afagos presidenciais no ato da demissão ou de posterior anistia, como a concedida por Lula nesta semana a Severino Cavalcanti, prevalece o entendimento de que o presidente da República será sempre fiador de atos cometidos em nome da defesa do projeto. De poder.

A saudade, a uva, a indústria e livros

Por Ralph J. Hofmann

Tenho muitas lealdades geográficas. A Cidade do Cabo, onde nasci e que curto ao visitar, Porto Alegre, onde estudei que é uma cidade com fortes tradições libertárias advindas da Guerra de 1835 a 1845, cujos defensores criaram uma cultura aparte, hoje espalhada por muitos recantos do país pelas mãos dos Gaúchos que se aventuram ainda no século XX atrás de novas oportunidades, Joinville em Santa Catarina onde criei meus filhos.
Mas Caxias do Sul é um lugar central na minha vida. Viemos da África do Sul direto para Caxias com endereço marcado já dois anos antes. A empresa de meus familiares decidira abrir uma unidade no Brasil. E meu tio-avô por algum motivo intuiu a gloriosa cidade que aquela região, à época com 20.000 habitantes havia de ser.
Quando chegamos na cidade, ao fim dos anos 40, os comerciantes podiam receber suas mercadorias na calçada. A transportadora descarregava e eles tomavam seu tempo para acomodá-la nas suas prateleiras e depósitos, já pequenos para o volume de negócios que faziam.
Muitas casas do centro ainda eram de madeira, e continuaram sendo até a década de sessenta,
Mas a cidade tinha já empresas importantes nacionalmente, como o Eberle, a firma Gazola e as vinícolas na época ainda produzindo poucos vinhos de qualidade.
Isto faz parte de minhas lembranças de criança de colo, reforçadas pelas histórias que depois ouvi contarem até deixar a cidade em definitivo para correr mundo em 1978. Em 1979 com a morte de meu pa,i minha irmã vivendo em Porto Alegre, minha mãe se mudou para cá e eu passei nestes anos pouco tempo na cidade. O maior período foi a semana em que meu filho fez vestibular da UCS, mas ele acabou optando pela UFSC em Florianópolis.
Mas ainda me considero um gaúcho e um caxiense. A cidade tem qualidades excepcionais. Por exemplo, na década de sessenta era difícil encontrar alguma pessoa ativa no comércio que não estivesse tirando algum curso para avançar os conhecimentos que alguns haviam adquirido com um ou dois anos de escolaridade. Com a abertura das faculdades locais, que geraram a UCS , muitos empresários de sucesso passaram a fazer exames de madureza e cursar economia ou direito. A Aliança Francesa e o Cultural Americano estavam cheios de classes com pessoas maduras.
Era uma ânsia de progredir culturalmente.
Mas a preocupação com a cultura vinha de muito antes. Duas semanas atrás, ao decidi ir à Festa da Uva pela primeira vez em muitos anos. Fui num dia de semana não esperando muita coisa. Queria principalmente almoça e conversar com um casal de amigos fraternos.
Na Festa da uva tive uma grata surpresa. De uma maneira moderna o evento tinha recuperado algo da simplicidade das primeiras festas de que me lembro. As empresas gigantescas não dominavam mais a exposição. Havia discretos stands de empresas grandes, obviamente para prestigiar tanto o evento como os seus clientes que viriam à cidade. Mas a Festa voltara a ser principalmente de Uva e Vinho, e das empresas médias que amanhã serão grandes, as emergentes. A sensação era dos velhos tempos. Donos de empresas orgulhosamente em seus stands, ou membros das famílias, ou jovens futuros diretores representando entusiasticamente as empresas.
O lado cultural, a história da cidade estava também muito bem representado por stands com a história fotográfica da cidade, desde vila de colonos ate hoje. As instituições como associações também haviam se encarregado de mostrar sua função no desenvolvimento da cidade. Vi fotografias de pessoas que não me lembrava ha anos e que, eram líderes na maioria não-políticos que se uniam sempre que era necessário atrair alguma vantagem para a cidade.
Um dos pontos altos, e que muito me surpreendeu foi o stand da Biblioteca Pública. Homenageava-se o fundador, Dr. Demétrio Niederauer. O nome me chamou a atenção porque me parecia familiar, mas não o ligava a nenhum fato. Comentei isto com a moça que estava ali representando a biblioteca e só então me dei conta que era o stand da biblioteca.
Conversei por alguns minutos e lembrei de ocasiões, quando tinha uns oito anos, em que freqüentara a biblioteca. As fotos me transportavam de volta para um momento, um cheiro de livros, uma professora do colégio levando os alunos conhecer a biblioteca.
Recebi um livro belissimamente produzido sobre a biblioteca, e, bastante atarefado, só fui examiná-lo condignamente este fim de semana, O livro realmente conta muito da cidade através dos anos visto aos olhos desta biblioteca. E mais, em fotos das prateleiras mostrou o respeito por qualquer tipo de livro. Além de livros normalmente aceitos como literatura para intelectuais estão preservando o tipo de livro que ensinou muitas gerações a apreciar a leitura pela leitura. Não a leitura para melhorar o caráter ou os conhecimentos.
Numa das páginas há fotos das lombadas dos velhos livros da Editora Nacional, creio que a coleção se chamava Terramarear, onde se publicaram as obras de E.R. Burroughs sobre Tarzan, as aventuras de Robin Hood, os piratas de Rafael Sabatini, livros que no ginásio e no científico comprávamos e trocávamos entre nós, e que levaram muitos de nós, mais adiante, à literatura séria. Alguém pensou muito profundamente ao preservar estes livros.
É claro que se encontram livros de consulta, afinal, é uma cidade com um grande contingente de universitários, mas a atenção aos leitores em formação foi a que mais me comoveu.
E como nunca consigo escrever nada sem colocar no contexto de um país em que o Presidente vê livros com franco desprezo não posso finalizar sem chamar a atenção para o fato de que, a 700-800 metros de altitude, longe de qualquer vantagem natural como um porto, minérios, rios para o transporte, se criou uma cidade que tem sido um dos motores da industrialização do país. Por que? Porque foi criada por gente orgulhosa de ser independente, habilidosa, com capacidade de expandir seus conhecimentos e sobre eles construir novas idéias, com um profundo respeito pela cultura e pelo saber e sem medo de enfrentar desafios novos na busca de conhecimentos.
Agradeço ao pessoal da Biblioteca Pública de Caxias ter me feito lembrar disto.

30 de mar. de 2008

Sessão nostalgia

Um anônimo entrou no blog e no post “Desocupação da Amazônia”, perguntou se eu era filha de Rômulo Vandoni, respondi a ele, mas isso me despertou uma nostalgia tremenda. Ainda tenho meu pai aqui entre nós e pretendo tê-lo por muitos e muitos anos, mas me recordei de um dos textos que escrevi pra ele, como o que segue abaixo, do fundo do baú, publicado em setembro de 2003 quando ele completava seus 80 anos

16 de Setembro de 2003
UM LEGÍTIMO PAU RODADO DE MATO GROSSO
Por Adriana Vandoni

Um pau rodado. Isso mesmo. Quando se formou em agronomia e decidiu, junto com seu irmão, se aventurar nas longínquas terras de Mato Grosso, trazia nas mãos um diploma e na alma um imenso espírito aventureiro, desbravador e curioso. Essa última característica o levou a lugares inimagináveis. O levou a se embrenhar na mata, a viver e conhecer os índios, os povos ribeirinhos. Mas nunca só de passagem. Ele vivia como os que encontrava pelo caminho. Conhecia os costumes, o linguajar, as peculiaridades de cada tribo.
Percorreu o Rio Araguaia do começo ao fim, palmo a palmo explorou cada pedacinho que a maioria de nós, nascidos em Mato Grosso, nem sabe que existe. Fez amigos eternos, companheiros de aventura.
Naquela época era um jovem forte, atleta, de olhos claros, bonito, apaixonado pela vida, vindo da cidade grande e, como se destacava da maioria dos nativos, não tardou para derreter o coração de uma cuiabaninha. Essa foi uma armadilha que o destino lhe pregou. O amor. Um amor tão forte que o fez esquecer a agitada e promissora São Paulo para viver aqui. Casou-se com uma mulher cuiabana e com o povo de Mato Grosso.
Dedicou sua vida a esta terra a ponto de não se admitir um forasteiro. Sempre exercendo cargos públicos, trabalhou sol a sol para o progresso do estado. Mas nunca deixou de lado a sua postura firme, o seu caráter coeso, muitas vezes criticado pelos que queriam “um jeitinho”. Mas com ele não. Dizia sempre que o mais precioso em um homem era a sua integridade, era a tranqüilidade do seu sono e a sua consciência limpa.
Esse foi, sem dúvida, o mais precioso ensinamento que passou aos seus filhos. A importância de uma vida ética, honesta e responsável. Um exemplo de vida que marcou não só a família, mas todos que com ele já trabalhou.
Esse homem, aos 80 anos continua lindo, forte, de olhos claros, apaixonado pela vida, claro, o porte atlético não resistiu à gula e o deixou redondinho, mas continua dando exemplo com suas atitudes, com seu caráter, com sua firmeza, que às vezes até pode ser confundido com uma rigidez intolerante, mas no fundo é doce, amigo, encantado e palhaço, nem sempre engraçado, com piadinhas de paulista, aliás, o único resquício que sobrou de sua origem.
É com muito orgulho que me envaideço de falar que esse homem é meu pai, e resolvi dividir com vocês a felicidade de estar comemorando seus oitenta anos. Meu mestre, meu ídolo, meu PAI e meu velho guloso, Rômulo Vandoni.
Hoje seu caminhar já não é tão firme como há cinqüenta anos, mas seus passos queremos seguir e quando suas pernas estiverem fraquejando, estaremos aqui, seus quatro filhos, para te amparar e te levar para caminhar conosco pelos mesmo caminhos que o senhor mesmo nos ensinou.

mami, mami

Mamãe amantíssima

Por Francisco Marcos, cientista político

O texto abaixo e aspado é de Élio Gaspari e sobre o qual alinho considerações que julgo pertinentes à conjuntura que vivemos no surrealismo brasileiro.
"O governo decidiu segurar o preço da energia que vende aos grandes consumidores. Não faz isso só porque gosta deles mas também porque o megawatt-hora comprado a R$ 80 ajuda a baixar a inflação.
Essa filantropia transfere dinheiro do andar de baixo para o de cima. A patuléia, consumidora de energia nos relógios, paga de R$ 100 até R$ 800 pelo mesmo megawatt. Depois de pagar pela construção das hidrelétricas que produzem energia barata, a choldra se vê obrigada a financiar as térmicas do megawatt caro."
O portento que há seis anos é inquilino do Palácio da Alvorada vive a apregoar que é o pai dos pobres, mormente defronte à uma platéia nordestina. Lembremos que o saudoso Getúlio Vargas era considerado como tal. Existe uma enorme distância entre as duas figuras. Gegê possuía visão de estadista, se comportava como tal, dotado de uma sagacidade política muito mais acurada do que o gnomo de boteco, fez-se chefe de uma revolução e venceu. A história se divide entre antes e pós Getúlio. A urbanização no Brasil teve início com ele, Volta Redonda e sua usina, a Petrobrás hoje tão cafetinada pelos "cultores da ética na política." Fundou dois partidos: PSD voltado para os fazendeiros e elite política, e o PTB visando neutralizar o préstimo e monitorar o movimento trabalhista, bem como incomodar os industriais paulistas. Criou a CLT, mas para o campo criou o que?
O eterno candidato teflon distribui migalhas aos pobres e fartos banquetes aos que ele chama de elite, esquecendo que jamais teve pejo de aceitar doações contabilizadas ou não desta mesma elite. Dentro da minha ignorância e desimportância resolvi conceder-lo o título de "Mãe Amantíssima" das elites,destacando Andrade, Jereissati, Dantas, Setubal. Moreira Salles, magnatas espanhóis dos mais diversos segmentos econômicos e outros menos votados. Os conspiradores é que destilam ódio propagando inverdades: Dengue, Febre Amarela, Alta Arrecadação Tributária, Estradas mal cuidadas, Portos obsoletos, Ferrovias abandonadas, Falência do ensino público. Domínio do crime organizado, Corrupção endêmica, Mau caratismo, Mentira travestida de verdade.
"Talvez a maior lição da história seja a de que ninguém aprendeu as lições da história."

Magu e outro

Sobre o post abaixo, Magu, a situação na Amazônia é de fato complexa, existem interesses escusos, existem bandidos, pistoleiros, aventureiros, mas a maior parte é de gente boa, honesta e trabalhadora que paga pelos desfeitos dos outros. A briga por terra é um sem fim de legislações caducas, arcaicas. O índio é tratado como flora e fauna, a Funai criou foi uma fábrica de índios para aumentar cada vez mais as reservas, onde eles são impedidos de produzir em grande escala, apenas para subsistência. Acaba que a exploração das terras indígenas é sempre ilegal. Não sei se você se lembra da matança na Reserva Roosevelt. Aquilo foi uma atrocidade e diferente do foi publicado em grande escala, os índios não estavam matando garimpeiros para proteger a reserva, mas acertando as contas. O garimpeiro tem permissão para entrar desde que pague uma taxa fixa e mais um percentual do diamante que é retirado. Nesse caso, com a conivência, participação, organização e tudo mais, dos próprios funcionários da Funai.
No caso do desmatamento ilegal, que está na crista da onda, como escrevi no texto “dançando de sombrinha na corda bamba”, o Inpe errou e reconheceu o erro, mas o problema maior nem é ambiental, mas de imagem, de marketing. Temos um governador que é, mesmo antes de ser governador, o inimigo número um dos verdinhos histéricos. Blairo foi relapso e pensou que podia tudo, deixou o barco correr. Quem pena é a população que produz honestamente, é o dono do mercadinho da cidade que está praticamente estagnada, é cabeleireira, o barbeiro, o quitandeiro, entende? Essa gente que incentivada pelo governo federal veio para ocupar a Amazônia e hoje é tratada como bandido. Por isso culpo Blairo, pelo seu descuido, por fazer no estado apenas aquilo que é interessante para os seus negócios. Mato Grosso está servindo de aval para suas negociações. Ixi, minino, mas esse é um assunto loooongo..... rsssssss
Quanto à pergunta do “anônimo”, sim, Rômulo Vandoni é também o nome do meu pai que foi secretário estadual de Agricultura. Antes disso foi por oito vezes secretário municipal e, com muito orgulho, encho a boca para dizer que ele é meu pai. Um homem que sempre teve fama de caxias e cintura dura, isto é, aquele que não aceitava o ‘jeitinho brasileiro’ e que me ensinou que ter o sono tranqüilo vale mais que qualquer coisa, que sempre mostrou, com seu exemplo, que nem todo homem está a venda.
Em um episódio que foi muito comentado na época, um empreiteiro descuidado, que não conhecia o seu jeito, foi de cara lá oferecer-lhe uma bola. Tiveram que segurar meu pai, pois estava quase tirando a tapas o cara da secretaria.
Não escondo minha origem porque não me envergonho dela, pelo contrário, tenho muito orgulho.
E se o desejo do 'anônimo' é conversar sobre minha origem, estou à disposição. Não tenho nada a esconder, logo, este blog estará sempre aberto para o tema.

Desocupação da Amazônia

Publico abaixo (na íntegra em leia mais) um artigo de Onofre Ribeiro, um dos mais conceituados articulistas de MT, além de ser um grande amigo. Onofre mostra a realidade sobre os conflitos pelas terras da Amazônia e as questões indígenas. É uma boa amostra principalmente para quem não conhece o estado.

Ah, antes que o Sr. Banana entre e diga algo, eu já vou me antecipar. O Rômulo Vandoni citado por Onofre é meu irmão, superintendente de política indígena do governo estadual. (rsssss.....isso deixa o banana mordido de reiva!!! rsssss ... Onofre conhece bem quem é a pessoa.) Pra dar mais raiva no Banana, a foto ao lado é do meu irmão, não o de beiço grande, viu gente?, esse é Raoni, o índio fashion, meu irmão é o do lado de camisa azul, que também não assim bonitinho, mas não tem beiço grande rsssssss.)

Desocupação da Amazônia
Por Onofre Ribeiro - articulista do Diário de Cuiabá e das revistas RDM e Centro-Oeste

“Mato Grosso é um barril de pólvora, com a pressão do MST, dos quilombolas e dos índios”, disse-me na sexta-feira o coordenador indígena do governo estadual, Rômulo Vandoni. O estado tem 23 etnias indígenas, todas com as suas reservas indígenas demarcadas, etc. Mas existem 21 projetos de ampliação, propostos pela Funai, anos e anos depois da demarcação original das anteriores, agora com algumas aberrações muito estranhas e sob pretextos inexplicáveis. Na prática, se essas reservas forem ampliadas, alguns municípios no Vale do Araguaia desaparecerão, e outros em todas as regiões serão profundamente mutilados. Grande número de propriedades legalizadas e tituladas pelo governo, com certidões de liberação da Funai, serão expropriadas e os donos não receberão indenizações, porque é tradição da Funai não pagar o que a lei determina.
Mas a questão indígena, só uma vertente do problema. A operação Curupira, em 2005, deu início a uma seqüência de operações policiais com um fim claro: desocupar a Amazônia de presenças humanas que não sejam os sem-terra e os chamados povos da floresta, garimpeiros, seringueiros e índios. A operação Curupira atingiu os madeireiros e feriu a economia do norte e do noroeste de Mato Grosso. Depois as operações seguintes desmontaram a fé dos habitantes. A Operação Arco de Fogo não é nada. O que conta são os dados do Inpe, divulgados premeditadamente pelo Ministério da Meio Ambiente e deram origem à operação. Os dados foram orquestrados de caso pensado.
Na seqüencia, o governo federal enviou uma força-tarefa de procuradores federais para cobrar as dívidas de multas nos setores de base florestal. “Um bate com urtiga e o outro passa sal grosso de baixo pra cima”, disse-me nesta semana o amigo escritor Luis Gonçalves.
Depois da Operação Arco de Fogo e dos procuradores federais, seguramente virão outras operações para forçar a desmotivação dos habitantes da Amazônia até o seu completo esvaziamento. O ex-deputado José Lacerda, possui um estudo que mostra todas as propostas de criação de parques naturais, reservas e ampliação de áreas indígenas em estudos ou em andamento, que cercam e isolam completamente a Amazônia. Não entrará nada e nem sairá nada. Esse movimento, comandando pela Funai e pelo Ministério do Meio Ambiente, em conjunto com organizações não-governamentais nacionais e estrangeiras, deixa bem claro que toda a Amazônia será cercada ao sul, ao norte, ao leste e ao oeste. Na prática, isso fará com que os habitantes, para saírem do isolamento vão embora da região.
Uma vez desabitada, não se sabe quais são os planos do governo ou do Ministério do Meio Ambiente, que tem vida própria dentro da administração Lula. Por que isso está acontecendo em Mato Grosso? Simples. Porque Mato Grosso é grande produtor, e porque o silêncio na operação Curupira e nas operações posteriores mostrou que o estado é vulnerável de lideranças políticas e empresariais capazes de articularem uma reação. Já que não Mato Grosso não reage, o Ministério do Meio Ambiente está completando a estratégia de desocupar a Amazônia. Sob o mais rigoroso silêncio dos mato-grossenses. Aquela divisão sonhada pelos habitantes do nortão, será feita por outro caminho: o da desocupação pura e simples!

Tá na cara

Bolsa-Família cresce porque mantém pobreza, diz Cristovam
David Moisés em O Estado de São Paulo

O crescimento do número de famílias pobres beneficiadas por programas sociais não é sinal de sucesso, e sim de um sério desvio no esforço pela eliminação da miséria, adverte o senador Cristovam Buarque (foto - PDT-DF). Idealizador do Bolsa-Escola, justamente o programa que inspirou o Bolsa-Família - carro-chefe das políticas sociais do governo Lula -, Cristovam lembra que o objetivo do País é ter cada vez menos necessitados do auxílio, reduzindo o número de beneficiados. Segundo o IBGE, entretanto, a parcela de domicílios que recebem dinheiro de programas sociais no Brasil cresceu de 15,6% em 2004 para 18,3% em 2006, conforme dados divulgados na sexta-feira, 28.
O problema, diz o senador, é que o Bolsa-Família não tem o foco na educação. "A educação das crianças é o único caminho para a emancipação dessas famílias, mas o programa deixou de ter impacto nessa emancipação", afirma. "Há uma grande diferença entre pensar 'recebo o benefício porque meu filho vai à escola' e 'recebo porque sou pobre', como ocorre agora." O Bolsa-Família exige dos pais a garantia de freqüência escolar dos filhos, mas Cristovam vê uma certa frouxidão neste quesito, e lembra o "controle rigorosíssimo" exigido pelo Bolsa-Escola que ele exportou para o México.

A serviço de quem está o Dnit?

Para comemorar os 200 anos da Abertura dos Portos Brasileiros às Nações Amigas, o senado organizou um seminário com várias palestras de alguns entendidos no assunto. O consultor de logística da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Luiz Antonio Fayet, demonstrou com números os avanços e as potencialidades do Brasil na produção de commodities, mas ressaltou que para isso é preciso investir em infra-estrutura e salientou que o “setor privado está ávido por investir em infra-estrutura portuária para escoamento da produção”.
José di Bella, presidente da Autoridade Portuária do Porto de Santos (Codesp) revelou que a movimentação no porto de Santos teve a capacidade triplicada em três anos, em razão do arrendamento de terminais dos portos públicos para o setor privado. Já para o presidente do Conselho da Santos Brasil e da Multiterminais, Richard Klein, o Brasil ainda tem muito a avançar na operação privada de portos públicos. Para tanto, recomenda a licitação de novos arrendamentos de terminais e investimentos no programa de outorgas.
O ultimo a falar foi o velho conhecido deste blog, Luiz Antonio Pagot, diretor do Departamento de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit). Ele endossou tudo que os outros disseram e acrescentou que o país não pode deixar de contemplar a construção de eclusas que viabilizem o transporte hidroviário.
Pois muito bem! Luiz Pagot, era funcionário do grupo Amaggi até que virou secretário estadual de MT e diretor geral do Dnit, por indicação do governador de MT, Blairo Maggi. Os interesses do grupo empresarial de Blairo se entrelaçam com as finalidades do Dnit. Basta lembrar que o grupo Amaggi é um dos parceiros no Terminal de Granéis do Guarujá, que em um passado recente sofreu vários ataques dos então donos do pedaço, o antigo PL e seu complicado presidente Valdemar da Costa Neto, que comandava a Codesp, aliás, esta é sua base política. Hoje o PL virou PR, partido para o qual migraram Blairo, Pagot, o ministro dos transportes Alfredo Nascimento entre outros ligados ao setor.
O atual presidente da Codesp, José di Bella é ex-superintendente de Logística da Companhia Siderúrgica do Pará (Cosipar) e já atuou no projeto de exportação de minério de ferro para a Hermasa/MMX, uma parceria do Grupo Amaggi (Hermasa, empresa de navegação de Maggi, de onde o próprio Pagot já foi diretor) e Eike Batista (MMX).
Enquanto faz lobby e pressiona o governo a privatizar portos e investir em hidrovias, atual interesse do grupo empresarial do governador de MT, as estradas, que de fato lhe competem a administração, estão assim: (as fotos são todas de 2008)

Falta de ética e negociatas escusas.

"A política “é dando que se recebe” atingiu um ponto tão vergonhoso que dá até constrangimento em falar no assunto.
Em Belém do Pará está valendo tudo sem o mínimo pejo.. Vai desde a trapalhona governadora Ana Júlia Carepa ao ladrão que já foi algemado e preso do Jader Barbalho.
Essas jogadas de Lula, recheadas de inusitada desonra e incomensurável falta de caráter, estão escritas por Leandro Mazzini." (G.S)

As águas turvas da Baía de Guajará escondem negociatas políticas que submergiram na Belém de 2006 e agora trazem à tona o preço de um naufrágio petista que o presidente Lula evitou – com a ajuda do PMDB
Os acordos patrocinados pelo petista explicam o porquê de o famigerado – e enrolado – Jader Barbalho cobrar tanto o apoio do Planalto para o seu primo, o ex-deputado José Priante (PMDB).
Enquanto parlamentar, Priante nadava de braçadas nas ondas tranqüilas dos rios que banham as cidades da bacia da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf). Sua reeleição era garantida. Para minar a eleição de Almir Gabriel (PSDB) ao governo do Estado ainda no primeiro turno, Jader embarcou o primo numa canoa furada, mas que mudou os rumos da correnteza. Priante entrou na disputa pelo governo e tirou votos do tucano. Ficou em terceiro. Ana Júlia Carepa (PT), em segundo, viu Gabriel abrir 200 mil eleitores de vantagem, levando a disputa para o segundo turno.
O PMDB virou a noiva da vez, poderia cair no colo do PSDB. Então Lula fez o segundo apelo a Jader e Priante. De olho nas benesses do Planalto, Jader fechou com Ana Júlia, e a aliança fez a petista virar o jogo. Só que Lula não pagou essa conta até hoje. Jader pediu a ele a presidência da Chesf para o primo. Não conseguiu. Priante ficou sem cargo e agora, como troco, quer o apoio de Lula para disputar a prefeitura de Belém. Lula não tem como negar isso à dupla.
Foi isso que o presidente lembrou a uma consternada Ana Júlia, no gabinete presidencial do Planalto, quando ela foi lá semana passada pedir o apoio de Lula para a candidata do PT, uma deputada estadual. Na linguagem futebolística de que o presidente tanto gosta ao falar de jogadas políticas, Carepa levou um chute. E cairá aos pés de Jader, para marcar gol.

Foto: Ana Júlia solta a franga, enquanto Barbalho está algemado

Agora chega. Fora Dilma!

O vice-presidente do Democratas (DEM), deputado José Carlos Aleluia (foto - BA), comparou as informações divulgadas ontem pelo jornal "Folha de S.Paulo", de que a principal assessora da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a advogada Erenice Guerra, foi a responsável pela montagem de um dossiê com os gastos do ex-presidente FHC, com a quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, que provocou a demissão de Antônio Palocci do Ministério da Fazenda. "Este crime cometido pelo gabinete da ministra Dilma teve a mesma dimensão da ação criminosa contra o caseiro Francenildo", frisou.
Na avaliação de Aleluia, a presença da ministra Dilma no governo Lula ficou insustentável porque "macula e faz com que o governo se comprometa com violação de princípios fundamentais de respeito à pessoa humana". O parlamentar acredita que é irrelevante a discussão que está sendo travada dentro do governo Lula "se é um dossiê ou apenas um levantamento de dados" (leia mais na Tribuna da Imprensa)